Google Wave seria imbatível para o jornalismo, diz editor da Época ao modomídia

Semana passada foram postadas, aqui no blog, novidades sobre TwitterNYT, que também quer entrar no segmento das redes, ou melhor, “notícias sociais”. No primeiro caso, uma quase total reestruturação da interface para torná-la mais multimídia.

Diante dessas mudanças, que geralmente são bem-vindas na internet, por que o Google ainda não conseguiu emplacar nenhuma rede social?

Google Wave, por exemplo, lançado em maio de 2009 como “uma forma revolucionária de comunicação”, foi um fracasso. Apesar de ter uma proposta profundamente versátil – permite a colaboração entre diferentes usuários por meio de mensagens instantâneas, documentos, pesquisas, listas de tarefas, calendários e muito mais – tem um mecanismo de uso complicado de entender.

Por tantos recursos, no começo tudo ainda era uma ótima promessa. Nesse momento foi muito propagado que a nova rede do Google seria uma proveitosa ferramenta para jornalistas.

Usos jornalísticos

O editor do site da Revista ÉpocaSérgio Lüdtke, viu essa possibilidade como verdadeira. Ele contou ao modomídia sua boa vontade em usar o Wave. Depois de abrir a conta da Época no site, até reunião de pauta virtual fez com seus colegas por meio da ferramenta. Segundo disse, o mais útil foi a possibilidade de muitas pessoas, em tempo real, participarem de uma conversação.

Em 2008, conheceu um protótipo similar ao Wave em uma apresentação de Jerry Yang, fundador do Yahoo!, que mostrou um projeto do buscador, com mapas e outros recursos bem funcionais, uma versão mais simples do que acabou sendo a ferramenta do Google. “A simplicidade daquele protótipo somada à possibilidade de ter uma ferramenta aberta, como é o Wave, me pareceu imbatível e muito útil para o jornalismo tanto para reuniões abertas de pauta, coberturas de fatos ou eventos com múltiplas visões”, explicou.

Então, afinal, o que levou essa plataforma de recursos e possibilidades tão poderosos ao insucesso?

Para Lüdtke, um dos motivadores foi justamente toda essa complexidade. Hoje ele utiliza ferramentas mais simples para fins jornalísticos, como como Cover it Live e o Publitweet, que permitem personalização e criação de filtros. “Mas nenhuma chega aos pés do que poderia ser o Wave. Se ele tivesse começado mais simples, numa plataforma robusta que permitisse aos poucos agregar funcionalidades, talvez a história fosse diferente”.

É justamente o processo pelo qual o Twitter passa hoje em dia. Ótimo ponto.

Uma pena uma rede tão ampla e cheia de funções, como o Wave, pecar na falta de praticidade.

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[Em tempo: O Google Wave, assim como ele é hoje, abandonará a rede definitivamente no fim deste ano]

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