Transmídia: A palavra inevitável

Um tema. Múltiplas plataformas e diferentes pontos de vista. Esta é a premissa central da cultura de convergência pela qual passamos. Multimeios, maxmidia… Não. A palavra é: Transmídia. É a que mais define a maneira como consumimos hoje informação, música, filmes e tudo mais. Várias plataformas que conversam, intereragem entre si. Uma transcomunicação nunca antes vista. Inevitável não procurar/inventar uma palavra para conceituar em livros e palestrar sobre.

Henry Jenkins, especialista em conversão de mídias e Professor do MIT (Massachussets Institute of Tecnology), pensou assim. Ele encabeça o lado pensante da Transmídia; organiza e analisa o pensamento conjunto da mídia coletiva. Para ele, os HQs, que estão mais atuais que nunca, são um belo ‘exemplo Transmídia’. Afirmou em entrevista à Globo News:


Principalmente as histórias em quadrinhos experimentaram vários princípios desse conceito: Os HQs da Marvel não trazem apenas a trama do Homem Aranha, pois a história dele se estende a outras publicações. Ele se liga ao Homem de Ferro ou ao Rapina. Eles exploram a ideia de um mundo, o universo da Marvel.

É um jeito instigante de contar e consumir narrativas: Os personagens se encontram. Um visita a história do outro e os fatos são narrados a partir do ponto de vista de cada um deles. Está aí a espinha dorsal da nova ordem da comunicação.

Um tema central distribuído em diversas plataformas se apresenta de diversas maneiras ao receptor. O melhor é que cada um de nós não é só receptor, mas também emissor e gerador de conteúdo. Os grandes meios de comunicação não monopolizam a notícia e nem a distribuição dela. Então, que futuro a TV, por exemplo, pode esperar, Mr. Jenkins?


Podemos pensar na TV como um aparelho de entrega, a ‘caixa’ que possuímos e ligamos. Mas o conteúdo dela está em todo o lugar hoje em dia. O conteúdo televisivo nunca foi tão popular. O gênero, a forma, a narração das histórias estão por todo lado na internet. Não haverá novela em celular, mas o celular pode contar uma parte da história. Pode-se ter vídeos de os personagens contando histórias que não vão ao ar; como um material extra.

Somos donos da informação, somos donos do conteúdo. Hoje mais que nunca. Exercitamos esse poder todos os dias.

O professor ainda afirma que o Brasil será um grande polo de convergência principalmente pelo Mundial 2014 e Olimpíadas. Mas eu gostaria mesmo é de saber quando o Brasil passará de consumidor a desenvolvedor de plataformas de integração de mídias. Exportar tecnologia é importante para se transformar em um verdadeiro foco.

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3 Comments

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  1. Para nós, produtores de conteúdo, fica a pergunta: como produzir informação de modo que ela possa ser lida de modo adequado nesses diferentes meios?

    Charles

  2. Grande LANNA,
    Muito obrigado pela referencia de meu blog.
    Outro dia explicando o termo “personnal twiitlist” dei o exemplo de seu twitter.
    Voce e otima para descobrir assuntos sobre as midias. Voce e o Nelson de Sa da FSP.
    Acho que esta habilidade em editar assunto na WEB pode ser um novo caminho para o jornalismo. E voce ja esta nele…
    PARABENS
    RAMIRO
    FIA USP

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