Brasília, te amo

       
Congresso Nacional à noite. Imagem extraída do site Olhares

Pouco a pouco Brasília se foi consolidando em função do traçado de Lúcio Costa, das formas inesperadas que sua arquitetura assumiu, dando vida àquele planalto sem fronteiras, onde o céu parece maior. Tudo isso me leva a recordar aqueles serões inesquecíveis que o nosso grupo passava na presença de um presidente possuído do maior dinamismo (…). Tarde, uma ou duas horas da madrugada, JK nos acompanhava na saída. E aí se retinha, empolgado com a noite de Brasília. O céu imenso, cheio de estrelas, os palácios já erguidos a se destacarem com suas formas brancas na enorme escuridão do cerrado. Mansamente, como a me dizer um segredo, JK tomava-me pelo braço: “Niemeyer. Que beleza!”

Trecho de artigo escrito por Oscar Niemeyer e sua esposa, Vera, para a revista ‘Nosso Caminho’ publicado ontem, integralmente, no Estadão.
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Poderia lembrar do rombo nas finanças públicas que o projeto audacioso de JK provocou; Que Brasília é fruto do trabalho suado de pessoas que trabalhavam em regime ‘desumano’ e viviam em instalações precárias, como apontam alguns textos; E que, há anos, o DF vota em políticos com falta empatia e respeito com o eleitorado, salvo raras exceções.

Mas não dá. Adoro demais essa cidade. Ela me deu muito. Aprendi muito ali. Brasília é a prova de que romantismo, poesia e matemática são trinômio de resultado exato: beleza. “Niemeyer. Que beleza!”

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