NYT e a Realidade Aumentada

 

Imagine-se apontando um celular, android de preferência, para um teclado de computador. Agora imagine ver, na tela do celular, a partir da imagem do teclado, a continuação do ambiente onde este objeto está inserido. Resultaria em uma imagem mais ou menos assim:

 

realvirtual
Simulação de RA (Foto: Site Realidade Aumentada)

 

A Realidade Aumentada, ou Misturada, como alguns preferem classificar, é a sobreposição de objetos virtuais 3D, gerados por computador, com um ambiente real, por meio de algum dispositivo tecnológico.

As inovações não estão limitadas a apenas enxergar essa Realidade pela tela do celular ou por óculos translúcidos. Há a possibilidade do usuário manusear os objetos virtuais introduzidos no espaço, ou seja, pode ser interativo.

*Para saber a fundo sobre Realidade Aumentada clique aqui

 

New York Times já utiliza

O jornal americano percebeu que o sistema de RA podia ser proveitoso porque o usuário pode ter acesso a dados referentes a uma construção importante, por exemplo. Ou seja, se, aqui em São Paulo, apontasse meu celular com o dispositivo de RA para o MASP teria como saber dos telefones do Museu, quais ruas, restaurantes e metrôs estão próximos ao local, se as informações estivessem disponíveis.

De acordo com o site Poynter o NYT ainda aproveita o recurso em críticas de restaurantes – obtém a ‘ficha’ do local para saber de detalhes e avaliações – ; e no setor imobiliário – saber quais apartamentos estão disponíveis e em que andar.  Pode também atualizar-se sobre dados históricos em artigo semanais de arquitetura.

Mas polêmica pode vir por aí. Quando a Realidade Aumentada estiver mais difundida e os dados históricos de contruções, gastos públicos e pessoas sejam maior, o Poynter joga a questão: é assustador pensar sobre as possibilidades de invasão de privacidade.

A invasão de privacidade é um dos problemas mais recorrentes deste século.

 

Anúncios

2 Comments

Add yours →

  1. Começo este comentário com uma polêmica: Cultura Digital é um termo ultrapassado. O que temos é cultura.
    No exemplo que apresento abaixo do livro que interage com IPHONE fica claro que esta distinção existia enquanto avançávamos sobre esta nova tecnologia. A partir do momento que ela se torna corriqueira, parte do dia-a-dia, não faz sentido separar o ON LINE do OFF LINE.
    Este exemplo no link abaixo, mostra uma solução TRIVIAL de INTEGRAÇÃO de 2 mídias:

    http://www.mobilepedia.com.br/prod/2009/11/10/iphone-livro-interatividade-e-educacao/

    Este exemplo permite reduzir a confusão entre MÍDIA impressa,virtual,real, on line,off line, pós-moderna…
    O que existe é Comunicação.
    O canal de distribuição da informação pode ser uma parede, um mural, um celular, um disco voador…
    Um fato interessante: embora o jornal impresso seja analógico TODAS as redações de grandes veículos(e seus processos) são digitais. Esta é uma grande evidência empírica que SIM haverá uma mudança. No exemplo do livro existe a ironia fina (book e iphone = parents e children….)
    Entretanto é um equívoco reduzir o debate em mídia impressa x on line. O estrategista de comunicação deve estar preparado para ser estrategista de comunicação, em qualquer mídia.
    Acredito, LANNA, que sua geração vai provocar e ser a vanguarda neste movimento. Você já trabalha desta forma, por isso deve ser difícil para você conviver com o veículo tradicional (praticamente todos os veículos atuais).
    Sinto uma ENORME resistência por parte da grande imprensa em entender este “admirável mundo novo”. Eles e nós não sabemos lidar e aproveitar as vantagens destas mudanças.

    Repare que você junta recortes da mídia impressa, vídeos de entrevista em TV, textos no próprio blog e links de outros sites. Ou seja on line e off line “junto e misturado”…
    O exemplo do livro+iphone mostra que com imaginação tudo é possível.
    Abraços PROF. RAMIRO GONÇALEZ – FIA USP Inteligência Mercado

    • lannamorais 12/11/2009 — 12:16

      Ramiro, é certo que toda essa ‘revolução’ que chamamos hj será muito corriqueira no futuro. O que ‘dói’ sempre, vamos dizer assim, é o processo transitório. Hj estamos beeem no limbo. Numa redação, por exemplo, temos pessoas da geração do Ricardo Kotscho até gente de 20 e poucos anos (já estou com 26 rsrs). Então há um choque, uma confusão natural. Para mim, que cresci e sigo lendo e assinando jornal impresso, ocorrerá um simples processo de justaposição mesmo, como vc disse. Mas como o ser humano adora um apartheid, adora segregar e segmentar classifica tudo como motivo para divisão de lados. Enfim. Obrigada pelo comentário. Bjs!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: