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Openleaks, o novo primo-irmão do WikiLeaks

Um antigo colega de trabalho do fundador do WikiLeaks promete lançar um novo site nos moldes da página de dados confidenciais bombásticos de Julian Assange.

O Openleaks ajudará fontes anônimas que querem tornar públicas informações secretas. A sede será na Alemanha e de acordo com um jornalista sueco o projeto é parte de uma nova Organização ainda não revelada.

Desde julho, quando houve o primeiro vazamento de documentos secretos sobre a Guerra do Afeganistão, especula-se sobre a proliferação de sites similares ao WikiLeaks.

Com informações da AP.

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Aplicativos podem salvar o Jornalismo On-Line, diz fundador do Wikipedia

Da Veja:

Jimmy Wales, fundador da Wikipedia, disse que os aplicativos pagos, como os encontrados no iPhone, iPad e Android, poderiam ajudar financeiramente as empresas de comunicação. Ele não defende, no entanto, a cobrança de conteúdo na web.

Por outro lado, Wales mostrou-se otimista sobre o sistema de micropagamento. Ele acha o  plano interessante para o mercado editorial, que ainda não optou por utilizar um sistema similar ao da Apple (iTunes, iBooks e App Store) ou ao do Android Market.

“Clicar no iPad e ter acesso a um conteúdo exclusivo pago incentiva as pessoas a comprarem por impulso”, defende Wales.

Baseado no exemplo bem-sucedido da App Store, o fundador da Wikipedia acredita fielmente no sistema de micropagamento para notícias. “O modelo de aplicativos poderia proporcionar grandes oportunidades para os jornais”.

Embora a Wikipedia não seja um empreendimento comercial, Wales mantém uma outra empresa, a Wikia, focada em publicidade.

É um assunto que já discutimos aqui no blog. De que forma o jornalismo pode gerar receita já que a internet oferece tantas possibilidades gratuitamente. Mostro neste post que Henry Jenkins, professor do MIT, autoridade em conceito transmídia, afirma que é possível desenvolver aplicativos que se tornem extensões de conteúdo. E isto valerá mais para dispositivos móveis como celulares, Ipad e similares.

Mês passado a Wired publicou um texto com o título ‘A web está morta’, onde faz uma análise bastante lúcida sobre os novos rumos que a internet está tomando. E o desenvolvimento de aplicativos como fonte de lucro é justamente um dos pontos que o texto ressalta: Para Chris Anderson e Michael Wolff, autores da matéria, é mais fácil ganhar dinheiro com aplicativos, fazendo publicidade dirigida em iPhone, iPad etc. Assim, pode-se criar formatos mais inovadores e eficazes do que em Banners e adWords.

Pelo visto os aplicativos são uma promessa, mas até que ponto?

Google Public Data Explorer e o Jornalismo de Dados

Agora está mais fácil exercitar o jornalismo de dados. O Google lançou o Public Data Explorer. Como a própria página diz “Você não tem que ser um perito de dados para navegar entre diferentes pontos de vista, fazer suas próprias comparações e compartilhar suas descobertas”.

Estudantes, jornalistas, políticos, enfim, todos podem brincar com a ferramenta para criar visualizações de dados públicos e incorporá-los em seus próprios blogs.

O site mostra exemplos interativos de como se pode comparar países em várias esferas: população, expectativa de vida, fertilidade, natalidade, desemprego, etc.
Por estar ainda bem no começo, precisa ajustes em alguns itens como exportação de dados, falta de números e informações em algumas categorias.

O Jornalismo de Dados está passando de coadjuvante a co-protagonizar a notícia, ao lado do texto. Todos os 90 mil textos vazados pelo Wikileaks sobre a Guerra do Afeganistão, por exemplo, só foram bem explorados e formatados graças à expertise que jornais, como o Guardian, têm de fazer o leitor ler dados e, o mais importante, deixá-los inteligíveis.

Ou seja, jornalistas, online ou não, precisam olhar com mais interesse para essa plataforma cada vez mais profissional do jornalismo.
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Wikileaks: Além do vazamento de dados militares

O site que publica documentos confidenciais fornecidos por denunciantes e fontes anônimas, o Wikileaks,  atormentou o governo norte-americano ao divulgar,  em  25/07/2010, documentos secretos sobre a Guerra do Afeganistão. Os 75 mil arquivos revelam detalhes prejudiciais à imagem dos Estados Unidos: assassinatos de civis foram divulgados pela primeira vez, entre outros temas.

Três dos maiores jornais do planeta, New York Times, Guadian e Der Spiegel, receberam os dados cerca de um mês antes.

[Para ler a análise de como o conteúdo foi repassado aos leitores em cada um dos três veículos clique aqui]


Em tempos de web 2.0 é mais frequente o interesse em blogs e sites de mostrar que a informação flui por outros meios. E que outros canais, que não sejam mídias tradicionais, sabem muito bem o que fazer, inclusive, com “dados perigosos”. Mas, aprecio o fato dos jornais terem recebido o material para repassar de forma inteligível ao mundo. É mais um exemplo de que as mídias on e off line podem andar juntas.


Esta não é a primeira vez que dados quentes do Wikileaks vêm à tona: Em abril, a página publicou um vídeo de 2007, que mostrava ataque um aéreo dos Estados Unidos a Bagdá. Isto causou a morte de 12 pessoas. A candidata à vice-presidência dos EUA Sarah Palin teve alguns de seus e-mails particulares propagados.


Leia também:

- WikiLeaks e o futuro da mídia, no blog do Professor da USP, @RamiroGonçalez.

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