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Globo cria posto “produtor de conteúdo transmídia”

Da coluna da Patrícia Kogut (12/08/2010), do O Globo:

A Globo acaba de criar o posto de “produtor de conteúdo transmídia”, figura que vai abastecer não apenas os sites dos programas com programação específica, como acontece hoje. Roteirista, ele vai trabalhar com os autores para criar material também para celular, ônibus etc. Grande parte das discussões internas hoje giram em torno do futuro multiplataforma.

Não acho que seria preciso uma vaga exclusivamente destinada à isso. Todos que trabalham com roteiro e/ou produção em qualquer veículo de comunicação já devem direcionar o conteúdo que produzem para meios transmídia.

Vi a nota da Patrícia no siteInteratores.

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Facebook lança a página “Facebook + Media”

Facebook lançou, há pouco tempo, o Facebook + Media,  uma página destinada a jornalistas, programadores e outros parceiros dos meios de comunicação.  Está escrito na descrição do site: “é para ajudar o noticiário, televisão, vídeo, esportes, música e parceiros a usar o Facebook. Para que aprendam sobre melhores práticas e ferramentas, a fim de aumentar o engajamento e aprofundar a compreensão do usuário. “

A página oferece informações de como, por exemplo, os usuários podem interagir com o conteúdo das notícias comuns no Facebook. O Nieman Journalism Lab diz que pode ser como “a ‘irmã rede social’ do Google Analytics“.

O Facebook + Media pode evitar uma armadilha que o Google, sem querer, armou para si:  Mesmo o organizando e dando destaque a notícias, o Google não consegue originalidade. Tudo vira uma enorme bola redundante, pois redes sociais e blogs reproduzem e multiplicam o conteúdo publicado pelos meios de comunicações on e off line.
A nova página do Facebook é mais eficaz. Coloca o receptor e usuário em primeiro lugar e tenta explicar como ser parceiro dele. É onde, definitivamente, a notícia, ou qualquer outro conteúdo é visto como parte integrante das mídias sociais. Veremos que caminho o Facebook + Media tomará e as discussões que implicará a ‘absorção’ mais contundente das notícias na web 2.0.
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Flipboard: Redes Sociais em Revista

Acaba de ser lançado o Flipboard, aplicativo para iPad, que, em um clique, deixa Twitter e Facebook com layout de revista eletrônica. O programa formata links (os postados pelos followings ou contatos)  lhes atribuindo  manchetes e fotos.

Se a moda pega nas Redações, os editores contam com uma ajudinha extra. ;)

O vídeo a seguir explica bem o uso da nova ferramenta:

Transmídia: A palavra inevitável

Um tema. Múltiplas plataformas e diferentes pontos de vista. Esta é a premissa central da cultura de convergência pela qual passamos. Multimeios, maxmidia… Não. A palavra é: Transmídia. É a que mais define a maneira como consumimos hoje informação, música, filmes e tudo mais. Várias plataformas que conversam, intereragem entre si. Uma transcomunicação nunca antes vista. Inevitável não procurar/inventar uma palavra para conceituar em livros e palestrar sobre.

Henry Jenkins, especialista em conversão de mídias e Professor do MIT (Massachussets Institute of Tecnology), pensou assim. Ele encabeça o lado pensante da Transmídia; organiza e analisa o pensamento conjunto da mídia coletiva. Para ele, os HQs, que estão mais atuais que nunca, são um belo ‘exemplo Transmídia’. Afirmou em entrevista à Globo News:


Principalmente as histórias em quadrinhos experimentaram vários princípios desse conceito: Os HQs da Marvel não trazem apenas a trama do Homem Aranha, pois a história dele se estende a outras publicações. Ele se liga ao Homem de Ferro ou ao Rapina. Eles exploram a ideia de um mundo, o universo da Marvel.

É um jeito instigante de contar e consumir narrativas: Os personagens se encontram. Um visita a história do outro e os fatos são narrados a partir do ponto de vista de cada um deles. Está aí a espinha dorsal da nova ordem da comunicação.

Um tema central distribuído em diversas plataformas se apresenta de diversas maneiras ao receptor. O melhor é que cada um de nós não é só receptor, mas também emissor e gerador de conteúdo. Os grandes meios de comunicação não monopolizam a notícia e nem a distribuição dela. Então, que futuro a TV, por exemplo, pode esperar, Mr. Jenkins?


Podemos pensar na TV como um aparelho de entrega, a ‘caixa’ que possuímos e ligamos. Mas o conteúdo dela está em todo o lugar hoje em dia. O conteúdo televisivo nunca foi tão popular. O gênero, a forma, a narração das histórias estão por todo lado na internet. Não haverá novela em celular, mas o celular pode contar uma parte da história. Pode-se ter vídeos de os personagens contando histórias que não vão ao ar; como um material extra.

Somos donos da informação, somos donos do conteúdo. Hoje mais que nunca. Exercitamos esse poder todos os dias.

O professor ainda afirma que o Brasil será um grande polo de convergência principalmente pelo Mundial 2014 e Olimpíadas. Mas eu gostaria mesmo é de saber quando o Brasil passará de consumidor a desenvolvedor de plataformas de integração de mídias. Exportar tecnologia é importante para se transformar em um verdadeiro foco.

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