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Políticos atraentes têm maior atenção da mídia

Candidatos mais atraentes, como, por exemplo, Bill Cinton e Obama, recebem mais cobertura midiática, aponta um estudo israelense. O doutor responsável pela análise afirma que “as pessoas geralmente tendem a preferir a companhia de quem é fisicamente atraente e até mesmo valorizá-los como mais dignas. Jornalistas provavelmente se comportam da mesma maneira”.

Político brasileiro, bonito, jovem, ‘atraente’… me faz lembrar o…

Beleza e dignidade política são água e óleo? Ou nem sempre?

Mais informações aqui.

Brasília, te amo

       

Congresso Nacional à noite. Imagem extraída do site Olhares

Pouco a pouco Brasília se foi consolidando em função do traçado de Lúcio Costa, das formas inesperadas que sua arquitetura assumiu, dando vida àquele planalto sem fronteiras, onde o céu parece maior. Tudo isso me leva a recordar aqueles serões inesquecíveis que o nosso grupo passava na presença de um presidente possuído do maior dinamismo (…). Tarde, uma ou duas horas da madrugada, JK nos acompanhava na saída. E aí se retinha, empolgado com a noite de Brasília. O céu imenso, cheio de estrelas, os palácios já erguidos a se destacarem com suas formas brancas na enorme escuridão do cerrado. Mansamente, como a me dizer um segredo, JK tomava-me pelo braço: “Niemeyer. Que beleza!”

Trecho de artigo escrito por Oscar Niemeyer e sua esposa, Vera, para a revista ‘Nosso Caminho’ publicado ontem, integralmente, no Estadão.
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Poderia lembrar do rombo nas finanças públicas que o projeto audacioso de JK provocou; Que Brasília é fruto do trabalho suado de pessoas que trabalhavam em regime ‘desumano’ e viviam em instalações precárias, como apontam alguns textos; E que, há anos, o DF vota em políticos com falta empatia e respeito com o eleitorado, salvo raras exceções.

Mas não dá. Adoro demais essa cidade. Ela me deu muito. Aprendi muito ali. Brasília é a prova de que romantismo, poesia e matemática são trinômio de resultado exato: beleza. “Niemeyer. Que beleza!”

8 Soluções: Impressos x Online


Quando comecei a ler o texto do site Marketing Pilgrim achei que seria mais um “odiador de jornal que usa argumento de que o impresso não sobreviverá, para fazer uma catarse de toda sua frustração”, o que vejo muito por aí. Mas mostra de forma pragmática que a internet pode ‘desafogar’ os jornais de apurações torpes e superficiais para dar lugar a reportagens profundas que possam fazer a diferença. Por isso resolvi traduzir para mostrá-los.

Quem ainda não tem opinião formada sobre o debate Impressos x Online pode ser que tenha alguma ideia depois de ler o texto a seguir:

Oito soluções para o Jornalismo Impresso conviver com a mídia online:

1. Deve-se publicar hard news também na internet -> A Internet é um meio em tempo real e o impresso não é  capaz de competir com isso. O leitor tem que perceber que o jornal impresso lhe oferece apenas os fatos sem nenhuma opinião. Deixem o leitor decidir o que fazer com o que recolheram para ele. Parem de dizê-lo o que pensar.

2. Pode-se dizer o que pensa, mas não obrigar ninguém a pensar igual -> Apresentar o outro lado da notícia deve fazer parte do formato de um jornal, em vez de ocasionalmente trazer alguém do outro lado como um bode espiatório, um cordeiro que será sacrificado para o deus ideológico do veículo.

3. Ser, de fato, equilibrado -> Os impressos têm de parar de tomar partido, ‘pelo amor de Deus’.  Washington Post x Washington Times, direita x esquerda é apenas perda de tempo. Uma porcaria. Gostaria de ver uma conversa equilibrada entre jornais. Mas precisa de coragem para isto.

4. O veículo deve saber quem é seu público real -> O impresso é mais para o pensador, para quem prefere de digerir a notícia. O online é para quem lê e rejeita, consome, ”joga na superfície’. A batida é rápida. Deixem a internet para os real-timers e o impresso para os pensadores.

5. Jornais devem fazer a diferença -> O jornal tem que ir para fora descobrir o que é bom e ruim, o bonito e o feio do mundo, mas a longo prazo. É característica de uma apuração investigativa: Cavar fundo, criar a mudança e o impacto. Seria fantástico! Teria menos pessoal nas redações, pois não se gastaria tempo desnecessário nas minúcias de cada matéria insignificante. Isto é para o ambiente online, beat rápido. O impresso deve ser um verdadeiro agente de mudança.

6. O impresso deve apoiar blogueiros e twitteiros -> Em vez de enxergar a característica do ‘em tempo real’ do online como ameaça e abaixo dos seus padrões, o jornal deve filtrar o que serve ou não, prestar este serviço ao seu leitor: algo como ‘o jornal confia neste ou naquele blog/twitter por tais razões…’. Isto seria legal.

7. Fazer um índice do conteúdo -> Esta é fácil.

8. Parar com joguinhos políticos -> Quando o jornal escolhe um lado perde credibilidade. Isto não é informar.

Realmente gostaria de saber sua opinião sobre isso.

‘Desvendando o Novo Talibã’

 

 

Rebeldes Talibãs no Afeganistão (Foto: Times)

 

O articulista político da New Yorker, Steve Coll, postou em seu blog que um pesquisador da London School of Economics, Antonio Giustozzi, é editor de uma nova compilação de textos de vários ensaístas  sobre o Talibã. Intitulado “Decoding the New Taleban” (Desvendando o Novo Talibã), trata-se de uma análise muito importante que racionaliza as diferentes estruturas e os líderes do movimento, o que pode ajudar a Comunidade Internacional a entender as matrizes e quem sabe, assim, evitar uma segunda revolução talibã.

Coll destaca dois ensaios que ilustram bem o valor do conteúdo da publicação. Sobre o primeiro, “Leitura do Taliban,” comenta:

 

Joanna Nathan, do International Crisis Group, descreve alguns de seus trabalhos sobre a propaganda e as estratégias de comunicação talibã. Ela analisa temas repetitivos em revistas talibãs e DVDs – a ampla queixa dos Pachtuns sobre os assassinatos de vingança étnica e notáveis figuras corruptas como o comandante uzbeque, General Dostum, é particulamente frio.


Agora escreve um pequeno resumo sobre o texto “The Haqqani Network as an Autonomous Entity”:

 

O pesquisador alemão Thomas Ruttig fornece uma análise extremamente detalhada e útil das grupos talibãs fundados por Siraj Haqqani, cujos seguidores, ao que parece, foram responsáveis pelo sequestro do repórter do NYT, David Rohde. Haqqani é, indiscutivelmente, a força mais potente da insurgência talibã. Há muita informação nova sobre casamentos e personalidades internas dentro da rede Haqqani. A investigação de Ruttig é, infalivelmente, cuidadosa e precisa.


É um bom gancho para nos aprofundarmos nas informações sobre esse movimento que não ‘quebrou’ em 2001, como se pensa. Coll informa que “Decoding the New Taleban” mostra como figuras nacionais e provincianas da década de 90, era do governo do Talibã, permanecem intactos.

 

Esquerda Pós-Muro: Novas Roupagens

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Em escala global a derrubada do Muro de Berlim significou, de saída, o fim do Comunismo como regime alternativo ao Neoliberalismo/Capitalismo, a partir de 1989. Alguns Sociólogos e Cientistas Políticos acreditam que houve um desmoronamento ideológico antes do físico. Esquerdistas não tiveram auto-crítica para acompanhar a tendência global pré caída do Muro.

Assim, os Partidos Comunistas mundo a fora tiveram de se adaptar, às pressas,  de alguma forma à nova realidade. O do Brasil, por exemplo, originou o Partido Popular Socialista (PPS) – de cunho social-democrata central, quase de direita (eu diria totalmente).

O maior partido comunista da Europa, o italiano (PCI), por exemplo, mudou não só a sigla, como também os conceitos quando tentaram dialogar mais com o socialismo. Em 1991 houve uma dissolução e se transformou no Democratici di Sinistra (DS) – Democratas de Esquerda; no Partido della Rifondazione Comunista (PRC) – Partido da Refundação Comunista; e no Partito dei Comunisti Italiani (PdCI) – Partido dos Comunistas Italianos.

O Comunismo Português continua ativo, mas com números inexpressivos nas eleições. Após a queda do muro, o Partido passou por uma crise ideológica, como todo o bloco Socialista do Leste Europeu. Porém, decidiu continuar com as bases leninistas.

Partidos de Esquerda da América Latina, em geral, confudem bases marxistas, trotskistas e leninistas. Um regime político estuda a realidade de um país para trazer soluções aliando base teórica com as necessidades. Porém, atualmente há um anacronismo no que se diz respeito a essa lucidez. Ou é excesso de romantismo, talvez. Hoje, o Comunismo é apenas Teoria e há muito deixou de ser prática.

E qual será a tendência? O que acontecerá a esses Partidos? Terão um futuro mais moderado sobre outras bases ideológicas, quem sabe…

*Saiba mais sobre Partidos Comunistas clicando aqui

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UPDATE: A Revista Bula publicou um texto interessante sobre a realidade comunista de Cuba: “Jornalistas raramente entendem o regime totalitário de Cuba


Caso UNIBAN: Orgulho e Preconceito


Geyse-vestido
A estudante Geyse Arruda usando o polêmico vestido

 

Depois que li o último parágrafo da matéria que saiu no NYT a respeito de toda essa confusão, acho inevitável questionar que tipo de hipocrisia é essa. O Brasil é conhecido como o país ’de las mujeres calientes’, das roupas sensuais, das cores saturadas, do top less livre de vergonha em qualquer praia.

Numa das áreas mais industrializadas de São Paulo alunos da Universidade Bandeirantes se revelaram fariseus do século 21. Em vez de pedras, vídeos de celulares e flashes de câmera. É tão mais gostoso crucificar uma ocasional Maria Madalena a sair para as ruas e pedir a cassação de quem, de fato, fere nossos direitos e deságua nosso dinheiro. Esses são os alunos ‘futuro da nação’, talvez alguns futuros políticos.

O sentimento e conceito de protesto neste país estão totalmente deturpados. Aqui, protesto de verdade é criar uma #tag no Twitter para motivar a saída de um político do governo; e xingar gratuitamente pessoas que se vestem de vestido vermelho e curto. Não vale a pena tentar achar culpados, apesar de ter a convicção de que a histórica falta de espírito combativo neste povo, desde 1500, salvo exceções, contribua para que manifestações populares e eficazes não sejam nosso forte – ainda mais nesta geração.

Hoje, a UNIBAN divulgou comunicado oficial dizendo que não houve perseguição à aluna. E, de acordo com o Blog ‘Bombou na Web’ (da Revista Época),  uma equipe de quatro funcionários da faculdade trabalha para rastrear os vídeos do YouTube desde quarta-feira (28).

Vida longa aos vestidos curtos vermelhos. Abaixo a ignorância.

 

Segue vídeo da participação da estudante em programa de TV, onde usou o vestido:

 

 Além do New York Times, o caso da aluna da UNIBAN, Geyse Arruda, repercutiu na imprensa internacional como no The Guardian e no site espanhol Univision.

Jornalismo, Arte e Política são Multimeios

 

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Não sei se acontece com todos, mas acho natural que os primeiros dois, três posts – de um novo blog –  sejam mais explicativos. Minha explicação será objetiva, prometo:

Há quem não goste, mas acho a palavra Mídia maravilhosa, versátil, completa. Sou fã mesmo. Pode denotar conjunto dos meios de comunicação, dispositivo para armazenar dados e informações. Ou, simplesmente, ser o meio, o caminho, o Modo pelo qual nos inteiramos do Mundo.

Este argumento foi e é a inspiração para o nome deste Blog. E o Jornalismo(Comunicação), a Arte e a Política são minha Santíssima Trindade. Não listo a História, que também é uma paixão, pois ela é o motivo absoluto de estarmos aqui. Já que o objetivo deste espaço é abordar temas que nos interessem, informem ou suscitem curiosidade, melhor que seja com os três aspectos que mais nos motivam a pensar e questionar - não entender! – nosso meio e nossa mídia. Podem acreditar que é  um desafio que faço principalmente a mim.

Sou pretenciosa? ;)

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