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A jornalista brasileira do New York Times

Já tem um tempinho, mas vale a pena ler [quem ainda não o fez]. Entrevistei a única jornalista brasileira do New York Times, a simpática Fernanda Santos, para o blog Novo em Folha, da Folha.com.

Uma história inspiradora.

Ao final da entrevista vocês encontrarão links para uma entrevista em vídeo que ela concedeu à Revista Imprensa, para seu Twitter e Facebook caso queiram acompanhar seu trabalho. Recomendo desde já. :)

Clique aqui para ler.

Eskup: A Rede Social do El País

Não, não foi o New York Times o jornal pioneiro em criar uma rede social. Desde junho o Eskup, ferramenta do espanhol El País, está a pleno vapor.

A plataforma é integrada ao diário, e de lá os cadastrados seguem informações em tempo real e debatem as notícias, ao vivo, com os profissionais do próprio jornal.

O site pode ser acessado por qualquer meio – celulares, iPad etc – e o leitor pode customizar seu perfil, escolher os assuntos preferidos e as pessoas que quer seguir.

O Eskup foi desenvolvido exclusivamente por programadores do El País. A entrada de diários no segmento das mídias sociais pode ser uma resposta ao Paywall, como disse o diretor-adjunto do jornal em entrevista ao blog 1001 Medios:

Estamos em um momento complexo: A incerteza de modelos, unida à crise econômica geral, e em particular a dos meios tradicionais de comunicação, está provocando em alguns uma ‘febre’ pelo bloqueio de seus conteúdos.  É um bloqueio pago, mas também bloqueia a tecnologia e prática jornalísticas. É como uma tentativa de refúgio em uma nostalgia do passado para tentar enfrentar as direções do presente. O meio jornalístico deve aproveitar as oportunidades que a tecnologia oferece para se aproximar dos leitores e da atualidade. E, assim, melhorar nosso trabalho.

É um pensamento lúcido sobre o tema dos conteúdos pagos. Tomara que ele não precise cobrar por seu conteúdo no futuro. Acho que se a concorrência for por esse caminho é bem complicado ser o único ‘esquerdista’. Em um momento eles terão que aderir ao Paywall também. Ele próprio disse: “enfrentar as direções do presente”.

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NYT prepara nova Rede Social de Notícias, o News.me

Única imagem que aparece na página do News.me, por enquanto

Esta semana só se falou no New York Times: Deixará o papel [não se sabe quando], cobrará por parte do conteúdo on-line, teve sua ‘briga’ com o Wall Street Journal parodiada em uma animação.

A mais recente novidade foi divulgada pelo Blog ‘Bits’, do próprio NYT: O jornal está desenvolvendo uma rede social, exclusivamente de notícias, o “News.me”.

O serviço é planejado em parceria com a Betaworks – empresa especializada em gerar novas plataformas e recursos para mídias sociais. Foi ela quem desenvolveu o encurtador de url bit.ly, o aplicativo de tweets para desktops TweetDeck, entre outros. “Estamos construindo algo maravilhoso e surpreendente no espaço das notícias sociais, disse John Borthwick, CEO da Betaworks.

Espera-se que o lançamento do News.me aconteça ainda este ano. Inicialmente, funcionará como um aplicativo para iPad, mas pode ganhar uma versão Web posteriormente.
Ninguém que conhece o projeto a fundo deu detalhes do mecanismo da nova rede. O vice-presidente da Times Company contou que a empresa estava estudando o monitoramento de tendências na Internet e nos meios de comunicação. “Entendemos que compartilhamento de notícias nas mídias sociais, em tempo real, influencia cada vez mais o consumo da informação”.

O ‘Bits’ diz que aplicativos para iPad, que organizam o volume caótico de links e ‘likes’ (Facebook) espalhados na rede, têm sido uma uma commodity quente. O Flipboard é um exemplo: formata redes sociais em um layout fácil de ler e entender. O número de pessoas ansiosas para usar seus serviços só aumenta.

O NYT, que não é bobo, sabe que aí está um bom filão.

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NYTimes x WS Journal: uma animação do confronto

A competição entre os jornais The New York Times e Wall Street Journal acentuou-se no final de abril deste ano, quando a publicação de Rupert Mudoch começou a ser vendida no metrô de Nova York para enfrentar diretamente  o Times.

[Para saber detalhes dessa briga, leia o Guardian]

De saída, os dois diários usaram peças publicitárias como arma de provocação mútua nessa ‘Guerra underground’ (imagem à esq.).

A empresa de animações NextMedia Animation usa os fatos mais quentes da imprensa como matéria-prima de seus programas. Desta vez, ela não perdoou a rivalidade entre os dois jornais e fez um filme bem engraçado. :D

As legendas estão em inglês.

Via Desculpe a Poeira.

Publisher: No futuro, NYT não será mais impresso

O publisher e Chairman (alto executivo) do New York Times, Arthur Sulzberger Jr., deixou claro que não medirá esforços e assumirá todos os riscos até encontrar um modelo de negócios ideal para apoiar o jornalismo de alta qualidade nos dias atuais.
Ele confessou que se for preciso o ‘Times’ deixará de ser impresso, passando a ser disponível somente on-line e/ou por meio de gadgets. “Deixaremos de imprimir o New York Times em algum momento no futuro, em data a ser definida” , revelou.
Sulzberger contou, em um evento de comunicação em Londres, discretos detalhes do novo plano que aos poucos será implementado começo de 2011:
O jornal é mais um que vai aderir ao sistema de pagamento por conteúdo on-line, o Paywall. Os leitores terão acesso gratuito a um certo número de artigos por mês. Se quiser ler os textos restantes, o  visitante será convidado a pagar.
No entanto, muitos detalhes desse novo plano de negócios ainda não foram determinados:
Ainda estamos decidindo que tipo de conteúdo fará parte dos ‘taxados’. E está sendo feita uma extensa pesquisa para decidir sobre os preços. Acreditamos que as organizações sérias de comunicação devem começar a cobrar receitas adicionais aos seus leitores. Eles estão cada vez mais dispostos a comprar informações na web que sejam importantes para suas vidas. Porém, se descobrirmos que esse caminho não é o certo, podemos mudar tranquilamente; não podemos nos fechar em uma única direção.
Sulzberger está confiante no sistema de pagamento porque hoje em dia o NYT tem um novo relacionamento com seus leitores por causa da internet.
Segundo diz, produções multimídia e gráficos, junto a um trabalho de crowdsourcing – modelo de produção com conhecimentos coletivos –  nas redes sociais, blogs, etc, criam um vínculo forte com os leitores. Tão forte a ponto de desembolsarem uma quantia para ler on-line seu jornal preferido.
[Sinceramente, essa eu quero ver. :) ]

Com informações do Editors Weblog.

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Ex-presidente da Newsweek lançará revista digital e semanal

Visão de como uma página do 'Nomad Editions' ficaria no iPad

Um pequeno grupo de jornalistas e editores de revistas tradicionais, incluindo um ex-presidente da Newsweek, planeja produzir uma revista semanal digital. A ideia é criar conteúdo específico para tecnologia móvel.

A publicação, chamada ‘Nomad Editions’, contará com trabalhos de jornalistas freelancers, experientes em áreas específicas, como o surf ou filmes. Toda sexta-feira, a partir de outubro, os assinantes receberão, por meio de um aplicativo para Gadgets, uma mini-revista, com foco em sua área de interesse. Espera-se que se gaste de 20 a 30 minutos para ler cada edição.

A primeira ‘tiragem’ – sobre alimentação, cinema, surf – suportará conteúdo multimídia (vídeo e áudio) e terá quatro ou cinco artigos mais curtos.

Após um teste de 30 dias grátis, os usuários serão solicitados a assinar 52 semanas. O preço médio é de 24 dólares/ano para cada área.

* Leia a informação completa no New York Times.


Wikileaks: Além do vazamento de dados militares

O site que publica documentos confidenciais fornecidos por denunciantes e fontes anônimas, o Wikileaks,  atormentou o governo norte-americano ao divulgar,  em  25/07/2010, documentos secretos sobre a Guerra do Afeganistão. Os 75 mil arquivos revelam detalhes prejudiciais à imagem dos Estados Unidos: assassinatos de civis foram divulgados pela primeira vez, entre outros temas.

Três dos maiores jornais do planeta, New York Times, Guadian e Der Spiegel, receberam os dados cerca de um mês antes.

[Para ler a análise de como o conteúdo foi repassado aos leitores em cada um dos três veículos clique aqui]


Em tempos de web 2.0 é mais frequente o interesse em blogs e sites de mostrar que a informação flui por outros meios. E que outros canais, que não sejam mídias tradicionais, sabem muito bem o que fazer, inclusive, com “dados perigosos”. Mas, aprecio o fato dos jornais terem recebido o material para repassar de forma inteligível ao mundo. É mais um exemplo de que as mídias on e off line podem andar juntas.


Esta não é a primeira vez que dados quentes do Wikileaks vêm à tona: Em abril, a página publicou um vídeo de 2007, que mostrava ataque um aéreo dos Estados Unidos a Bagdá. Isto causou a morte de 12 pessoas. A candidata à vice-presidência dos EUA Sarah Palin teve alguns de seus e-mails particulares propagados.


Leia também:

- WikiLeaks e o futuro da mídia, no blog do Professor da USP, @RamiroGonçalez.

99% das notícias dos blogs são da velha mídia

Enquanto o impasse da convergência das mídias on e off line não se define, outra questão surge: Até onde confiar no que é propagado pela web 2.0 (Blogs, redes sociais)?

Uma nova geração de leitores surge com outra urgência e, pricipalmente, outro conceito do que é ser bem informado. A curiosidade é saber quais os tipos de notícias mais compartilhadas nas redes sociais; quais delas fomenta o debate e o interesse dos consumidores da mídia on line.

Para tentar responder a essas questões, um centro de estudos midiáticos, o Pew Research, reuniu dados de sete meses sobre as principais notícias discutidas em blogs e mídias sociais (nos EUA), inclusive no Twitter. O instituto também fez uma análise dos vídeos noticiosos mais acessados no YouTube.

Algumas constatações:

- Nas 29 semanas em que as plataformas – blogs, Twitter e YouTube – foram analisadas,  apenas um assunto dominou as três redes. Foi na semana de 15-19 junho de 2009, quando aconteceram os protestos na época das eleições iranianas.

- Cada plataforma analisada parece ter sua própria personalidade e função. Por exemplo, os blogueiros ano passado gravitavam em torno de histórias mais passionais defendendo direitos ou grupos por convicção ideológica.

- E a surpresa: Apesar dos especialistas e entusiastas das redes sociais afirmarem que a mídia off line é obsoleta, os blogs ainda confiam pesadamente na imprensa tradicional.  Mais de 99% das matérias veiculadas em blogs eram provenientes da velha imprensa: BBC, CNN, o New York Times eo Washington Post responderam por 80% de todos os links postados em blogs.

É uma tendência que vai diminuir?


*Leia o relatório completo no journalism.org.

‘Desvendando o Novo Talibã’

 

 

Rebeldes Talibãs no Afeganistão (Foto: Times)

 

O articulista político da New Yorker, Steve Coll, postou em seu blog que um pesquisador da London School of Economics, Antonio Giustozzi, é editor de uma nova compilação de textos de vários ensaístas  sobre o Talibã. Intitulado “Decoding the New Taleban” (Desvendando o Novo Talibã), trata-se de uma análise muito importante que racionaliza as diferentes estruturas e os líderes do movimento, o que pode ajudar a Comunidade Internacional a entender as matrizes e quem sabe, assim, evitar uma segunda revolução talibã.

Coll destaca dois ensaios que ilustram bem o valor do conteúdo da publicação. Sobre o primeiro, “Leitura do Taliban,” comenta:

 

Joanna Nathan, do International Crisis Group, descreve alguns de seus trabalhos sobre a propaganda e as estratégias de comunicação talibã. Ela analisa temas repetitivos em revistas talibãs e DVDs – a ampla queixa dos Pachtuns sobre os assassinatos de vingança étnica e notáveis figuras corruptas como o comandante uzbeque, General Dostum, é particulamente frio.


Agora escreve um pequeno resumo sobre o texto “The Haqqani Network as an Autonomous Entity”:

 

O pesquisador alemão Thomas Ruttig fornece uma análise extremamente detalhada e útil das grupos talibãs fundados por Siraj Haqqani, cujos seguidores, ao que parece, foram responsáveis pelo sequestro do repórter do NYT, David Rohde. Haqqani é, indiscutivelmente, a força mais potente da insurgência talibã. Há muita informação nova sobre casamentos e personalidades internas dentro da rede Haqqani. A investigação de Ruttig é, infalivelmente, cuidadosa e precisa.


É um bom gancho para nos aprofundarmos nas informações sobre esse movimento que não ‘quebrou’ em 2001, como se pensa. Coll informa que “Decoding the New Taleban” mostra como figuras nacionais e provincianas da década de 90, era do governo do Talibã, permanecem intactos.

 

NYT e a Realidade Aumentada

 

Imagine-se apontando um celular, android de preferência, para um teclado de computador. Agora imagine ver, na tela do celular, a partir da imagem do teclado, a continuação do ambiente onde este objeto está inserido. Resultaria em uma imagem mais ou menos assim:

 

realvirtual

Simulação de RA (Foto: Site Realidade Aumentada)

 

A Realidade Aumentada, ou Misturada, como alguns preferem classificar, é a sobreposição de objetos virtuais 3D, gerados por computador, com um ambiente real, por meio de algum dispositivo tecnológico.

As inovações não estão limitadas a apenas enxergar essa Realidade pela tela do celular ou por óculos translúcidos. Há a possibilidade do usuário manusear os objetos virtuais introduzidos no espaço, ou seja, pode ser interativo.

*Para saber a fundo sobre Realidade Aumentada clique aqui

 

New York Times já utiliza

O jornal americano percebeu que o sistema de RA podia ser proveitoso porque o usuário pode ter acesso a dados referentes a uma construção importante, por exemplo. Ou seja, se, aqui em São Paulo, apontasse meu celular com o dispositivo de RA para o MASP teria como saber dos telefones do Museu, quais ruas, restaurantes e metrôs estão próximos ao local, se as informações estivessem disponíveis.

De acordo com o site Poynter o NYT ainda aproveita o recurso em críticas de restaurantes - obtém a ’ficha’ do local para saber de detalhes e avaliações – ; e no setor imobiliário - saber quais apartamentos estão disponíveis e em que andar.  Pode também atualizar-se sobre dados históricos em artigo semanais de arquitetura.

Mas polêmica pode vir por aí. Quando a Realidade Aumentada estiver mais difundida e os dados históricos de contruções, gastos públicos e pessoas sejam maior, o Poynter joga a questão: é assustador pensar sobre as possibilidades de invasão de privacidade.

A invasão de privacidade é um dos problemas mais recorrentes deste século.

 

Caso UNIBAN: Orgulho e Preconceito


Geyse-vestido
A estudante Geyse Arruda usando o polêmico vestido

 

Depois que li o último parágrafo da matéria que saiu no NYT a respeito de toda essa confusão, acho inevitável questionar que tipo de hipocrisia é essa. O Brasil é conhecido como o país ’de las mujeres calientes’, das roupas sensuais, das cores saturadas, do top less livre de vergonha em qualquer praia.

Numa das áreas mais industrializadas de São Paulo alunos da Universidade Bandeirantes se revelaram fariseus do século 21. Em vez de pedras, vídeos de celulares e flashes de câmera. É tão mais gostoso crucificar uma ocasional Maria Madalena a sair para as ruas e pedir a cassação de quem, de fato, fere nossos direitos e deságua nosso dinheiro. Esses são os alunos ‘futuro da nação’, talvez alguns futuros políticos.

O sentimento e conceito de protesto neste país estão totalmente deturpados. Aqui, protesto de verdade é criar uma #tag no Twitter para motivar a saída de um político do governo; e xingar gratuitamente pessoas que se vestem de vestido vermelho e curto. Não vale a pena tentar achar culpados, apesar de ter a convicção de que a histórica falta de espírito combativo neste povo, desde 1500, salvo exceções, contribua para que manifestações populares e eficazes não sejam nosso forte – ainda mais nesta geração.

Hoje, a UNIBAN divulgou comunicado oficial dizendo que não houve perseguição à aluna. E, de acordo com o Blog ‘Bombou na Web’ (da Revista Época),  uma equipe de quatro funcionários da faculdade trabalha para rastrear os vídeos do YouTube desde quarta-feira (28).

Vida longa aos vestidos curtos vermelhos. Abaixo a ignorância.

 

Segue vídeo da participação da estudante em programa de TV, onde usou o vestido:

 

 Além do New York Times, o caso da aluna da UNIBAN, Geyse Arruda, repercutiu na imprensa internacional como no The Guardian e no site espanhol Univision.
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