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A guerra silenciosa das mídias: a próxima batalha
Existe uma guerra silenciosa, discreta e muito restrita para definir as fronteiras dos novos territórios de mídia.
Com a Convergência das Mídias se tornando realidade, as teorias de convivência das plataformas de mídia são colocadas em cheque, não por sua viabilidade tecnológica, mas por estruturas de controle acionário.
Vencidas as barreiras tecnológicas e de comportamento do usuário, os domínios de novos territórios (leia-se plataformas) – passam a ser definições de modelos de negócios e controle acionário.
A FASE 1 da convergência já foi ultrapassada: as tecnologias existentes permitem multi-plataformas para as mídias. Todos os grandes veículos impressos no Brasil já desenvolveram seu aplicativo para IPAD. Isso foi (exaustivamente) debatido em voz alta nos mercados.
Com a FASE 2, a situação é bem diferente. Na fase 2 entra o debate sobre modelo de negócios: como ganhar dinheiro e como fazer isso em cada plataforma?
A resposta a estas questões tendem a passar também por aspectos como controle acionário e participação de capital nacional nas novas plataformas. Afinal sabemos que não há – rigorosamente – nenhuma barreira para uma empresa telefônica, por exemplo, atuar em outras plataformas (i.e. TV PAGA). Sabemos, entretanto, que o controle acionário dessas empresas é multinacional. E é essa a próxima batalha.
O debate silencioso agora é sobre “propriedade cruzada”.
O que é isso? É o domínio, pelo mesmo acionista (ou acionistas), sobre diferentes plataformas (Web, TV aberta, TV paga, rádio, jornal, OOH).
O governo parece adotar um modelo de concessão única. Ou seja, um mesmo acionista detém direitos em várias plataformas. Do ponto de vista de distribuição de conteúdo faz todo o sentido. Do ponto de vista de controle acionário, expulsa concorrência externa.
Como essa medida expulsa a concorrência? Resposta Simples: O Ministério das Comunicações defende a extensão aos meios de comunicação digital (portais) do limite de 30% de capital estrangeiro que hoje vigora para jornal, rádio e TV.
Este é um assunto muito importante (e muito polêmico) que é pouco debatido na mídia (por motivos óbvios).
Acredito que a academia poderia propiciar um ambiente para um debate onde o contraditório pudesse ser observado para cada modelo adotado.
Todos ganhariam com o debate: usuários, clientes, fornecedores, profissionais da mídia e a sociedade.
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*Ramiro Gonçalez é Mestre em Ciências da comunicação FIA USP Engenheiro Produção – POLI. Responsável Inteligência de Mercado – FIA USP. Fundador do Grupo de Engenheiros de Produção da Poli. Membro Conselho editorial ABA – ABEP. Autor do livro “Que Crise é Essa?”. Também edita o blog ‘Que Mídia É Essa?’.
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Continue lendo:
- Brasil: relevante na imprensa internacional?
- O império do Facebook
- Jornalistas blogueiros x Leitores: relacionamento em debate
- Os Nativos da Internet e a Nova Mídia.
Audiência on-line do The Times diminui 90% e anunciantes abandonam o site

E agora, Murdoch?
Um diretor da MEC, importante empresa de publicidade não só do Reino Unido, afirmou ao The Independent que não anuncia mais na página do The Times por falta de tráfego. “Não estamos inserindo publicidade lá. Se não há tráfego, não tem sentido fazer publicidade ali”, disse.
De acordo com a News Corp, a audiência do site caiu em 90%. O motivo é a cobrança de parte do conteúdo on-line. The Times pertence ao magnata Rupert Murdoch, maior defensor dessa prática na internet.
Repórteres do jornal também estão descontentes: fontes importantes estão deixando de dar entrevistas ao veículo pela pouca influência e visibilidade na rede.
O ponto chave é que não cobram por um produto diferenciado, mas sim por conteúdo facilmente disponível web a fora. E se a estratégia de Murdoch é alanvacar as vendas do impresso, é outra ilusão. A saída do The Times no papel continuou estável. (pelo menos não diminuiu)
Vamos acompanhar.
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O “Jornal do Futuro” de Murdoch

Murdoch pensando em como salvar seu jornalismo
A futura publicação será lançada nos EUA, em alcance nacional, e oferecerá matérias curtas, que podem ser digeridas rapidamente. O conteúdo será distribuido exclusivamente para tablets e celulares.
“Teremos jovens lendo jornal”, disse Murdoch ao L.A. Times. “É uma mudança significativa na apresentação das notícias.”, completou.
A Redação será ‘apadrinhada’ pelo New York Post, diário que também pertence ao dono da FOX, e será supervisionada por seu editor-chefe. Não foi definida ainda a data de lançamento, embora fontes afirmem que seja no fim deste ano.
Grandes corporações da comunicação estão buscando alternativas para gerar novas fontes de receita. Plataformas digitais são promessa de lucro e novos leitores. Porém, alguns especialistas dizem que dificilmente a nova geração se interesse por notícias mesmo que em formatos não convencionais; e que pessoas que já consomem informação no papel e online é que vão migrar para o “jornal do futuro”.
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