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Guardian estreia site de Jornalismo de Dados e Infografia

Um dos jornais decodificadores do WikiLeaks, o britânico Guardian, inaugurou ontem, 16, o Data Store, portal dedicado ao Jornalismo de Dados, um foco tradicional e muito bem elaborado há tempos pelo diário.

A nova página inclui:

  • Os principais dados do dia
  • Dados da blogosfera
  • Dados governamentais de todo o mundo
  • Dados sobre desenvolvimento global

O jornal ainda pede sugestões para os leitores sobre o que gostariam de ver no novo website.

O DataBlog, também do Guardian, destaca que o jornalismo de dados serve para dar ao leitor uma boa perspectiva do que acontece em seu país e no mundo.

Explore o Data Store!

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Wikileaks: Além do vazamento de dados militares

O site que publica documentos confidenciais fornecidos por denunciantes e fontes anônimas, o Wikileaks,  atormentou o governo norte-americano ao divulgar,  em  25/07/2010, documentos secretos sobre a Guerra do Afeganistão. Os 75 mil arquivos revelam detalhes prejudiciais à imagem dos Estados Unidos: assassinatos de civis foram divulgados pela primeira vez, entre outros temas.

Três dos maiores jornais do planeta, New York Times, Guadian e Der Spiegel, receberam os dados cerca de um mês antes.

[Para ler a análise de como o conteúdo foi repassado aos leitores em cada um dos três veículos clique aqui]


Em tempos de web 2.0 é mais frequente o interesse em blogs e sites de mostrar que a informação flui por outros meios. E que outros canais, que não sejam mídias tradicionais, sabem muito bem o que fazer, inclusive, com “dados perigosos”. Mas, aprecio o fato dos jornais terem recebido o material para repassar de forma inteligível ao mundo. É mais um exemplo de que as mídias on e off line podem andar juntas.


Esta não é a primeira vez que dados quentes do Wikileaks vêm à tona: Em abril, a página publicou um vídeo de 2007, que mostrava ataque um aéreo dos Estados Unidos a Bagdá. Isto causou a morte de 12 pessoas. A candidata à vice-presidência dos EUA Sarah Palin teve alguns de seus e-mails particulares propagados.


Leia também:

- WikiLeaks e o futuro da mídia, no blog do Professor da USP, @RamiroGonçalez.

10 princípios do jornalismo digital

O que aponta o item 7 é pertinente. Jornalista não é perito. Nem o Google...

A primeira lista do ano é sobre jornalismo digital. Quem escreveu foi o Alan Rusbridger, diretor do Guardian Media and News, e o International Journalists’ Networkreproduziu.

Algumas ideias até parecem óbvias, mas podem gerar outros debates. Ainda não consigo dissociar jornalismo online do impresso. Talvez por querer algo mais substancial.

Ele pincela algo sobre o perfil do jornalista digital. Será que há características gritantes que diferenciam repórteres da web e impresso?

A prática do Jornalismo Online em 10 dicas:

1. Estimular a participação e feedback: As experiências dos e-repórteres e os serviços de fórum e comentários como plataformas de contato com os leitores.

2. O meio de comunicação não é para o grupo de jornalistas, mas para os leitores: O fim é sempre o usuário, a receptor-leitor.

3. Animar outros a iniciar um debate, publicar material ou dar sugestões: Potencializar a utilização das redes sociais.

4. Ajudar a criar comunidades em torno de interesses comuns e temas de importância.

5. Ser aberto e fazer parte da Web. Não ter medo das ferramentas na rede: Uma característica crucial para o perfil do jornalista digital.

6. Reunir e acompanhar o trabalho de outros: Sempre estar atualizado em temas de interesse, enfoques e abordagens dos outros meios de comunicação.

7. Aceitar que os jornalistas não são os únicos especialistas. Há outras vozes interessantes: O usuário ativo da rede já pode participar.

8. Desfrutar, expressar e refletir a diversidade, promovendo valores comuns.

9 . Aceitar que a publicação pode ser o começo do processo jornalístico e não o final: No mundo digital tudo está em constante construção.

10. Ser franco e aberto aos desafios e melhorias, incluindo as correções, esclarecimentos e debate: Reinventar a forma de trabalhar todos os dias.

Caso UNIBAN: Orgulho e Preconceito


Geyse-vestido
A estudante Geyse Arruda usando o polêmico vestido

 

Depois que li o último parágrafo da matéria que saiu no NYT a respeito de toda essa confusão, acho inevitável questionar que tipo de hipocrisia é essa. O Brasil é conhecido como o país ’de las mujeres calientes’, das roupas sensuais, das cores saturadas, do top less livre de vergonha em qualquer praia.

Numa das áreas mais industrializadas de São Paulo alunos da Universidade Bandeirantes se revelaram fariseus do século 21. Em vez de pedras, vídeos de celulares e flashes de câmera. É tão mais gostoso crucificar uma ocasional Maria Madalena a sair para as ruas e pedir a cassação de quem, de fato, fere nossos direitos e deságua nosso dinheiro. Esses são os alunos ‘futuro da nação’, talvez alguns futuros políticos.

O sentimento e conceito de protesto neste país estão totalmente deturpados. Aqui, protesto de verdade é criar uma #tag no Twitter para motivar a saída de um político do governo; e xingar gratuitamente pessoas que se vestem de vestido vermelho e curto. Não vale a pena tentar achar culpados, apesar de ter a convicção de que a histórica falta de espírito combativo neste povo, desde 1500, salvo exceções, contribua para que manifestações populares e eficazes não sejam nosso forte – ainda mais nesta geração.

Hoje, a UNIBAN divulgou comunicado oficial dizendo que não houve perseguição à aluna. E, de acordo com o Blog ‘Bombou na Web’ (da Revista Época),  uma equipe de quatro funcionários da faculdade trabalha para rastrear os vídeos do YouTube desde quarta-feira (28).

Vida longa aos vestidos curtos vermelhos. Abaixo a ignorância.

 

Segue vídeo da participação da estudante em programa de TV, onde usou o vestido:

 

 Além do New York Times, o caso da aluna da UNIBAN, Geyse Arruda, repercutiu na imprensa internacional como no The Guardian e no site espanhol Univision.
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