Arquivos da Categoria: Política é Interessante
Carreira em mídias sociais. Existe?

Ótima discussão no blog do meu amigo Ramiro Gonçalez levantada por este questionamento.
Vale a pena passar por lá e dar sua opinião.
Clique aqui para ler e participar.
A nova geração de gráficos
No site da Wallpaper encontro a reportagem Uma nova geração de super gráficos, com dois vídeos impressionantes que mostram projeções em supertelas que na verdade são edifícios.
O primeiro deles, de 2009, usa técnicas de 3D para projetar luzes e formas sobre um castelo e aproveitar o prédio como um elemento participante da narrativa visual que propõe.
Achei sensacional!
Jornais ainda têm utilidade!
Os jornais de papel são insuperáveis em algumas ocasiões. A propaganda da versão para iPad do Newsday mostra isto.
Veja mais no New York Times.
Via Novo em Folha.
Jornal, TV, Internet: Quem vencerá a corrida da cobertura eleitoral?

Marina Silva (PV), José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) no Debate Folha/UOL
Faço o questionamento depois de ler artigo que Alberto Dines publicou no Observatório da Imprensa ontem, 20/08. Ele minimiza o sucesso do Debate Folha/UOL, acontecido dia 18/08 entre os candidatos com maior intenção de voto segundo as pesquisas, propagado pela Folha: copiou o formato da TV e teve todos os problemas que a internet propicia.
Para Dines, o meio que até agora foi melhor sucedido foi a TV, pelas entrevistas que o Jornal Nacional fez com os presidenciáveis.
Ele só esqueceu de levar em conta que o debate da internet foi o único que deu voz, ainda que limitada, aos eleitores, que gravaram perguntas de casa pela webcam, e puderam fazer (algumas) indagações fora do roteiro dos candidatos.
Ainda assim acho pertinente a comparação, já que é a primeira eleição para presidente que Jornais, TV e Internet estão na corrida, não só para fazer a melhor cobertura, mas também para medir forças em tempos de incertezas sobre o novo ciclo do jornalismo.
Segue o texto de Dines na íntegra:
COBERTURA ELEITORALJornais comem poeira
Por Alberto Dines em 20/8/2010
Além da disputa entre os presidenciáveis, há um outro confronto em curso. Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva candidatam-se a sucessores do presidente Lula. Ao mesmo tempo será decidido o futuro da mídia brasileira. A hegemonia ficará com os jornais, com a TV ou a internet?A entrada da TV foi de grande efeito: o espetáculo político ganhou uma nova dimensão a partir das entrevistas na bancada do Jornal Nacional da Rede Globo. A internet ainda não encontrou uma maneira de mostrar o seu poderio. Mesmo o debate Folha-UOL de quarta-feira (18/8) – primeiro no gênero no Brasil – não conseguiu eletrizar porque na realidade foi uma reinvenção da TV, sem os seus atributos e com todas as precariedades da web brasileira.O fato de ter sido acessado em 127 países (como a Folha gabou-se na edição de quinta, 19) não chega a impressionar porque não se conhecem a duração e a quantidade de acessos. A edição do Observatório da Imprensa na TV Brasil também é acompanhada ao vivo por internautas do exterior, o mesmo acontece com ouvintes de países vizinhos que captam nossos comentários radiofônicos retransmitidos por emissoras brasileiras nas regiões fronteiriças.
Ilusões tecnológicas
Quem ainda não deu o ar de sua graça foi o meio jornal. Sem a vantagem da instantaneidade e, em compensação, com a capacidade de pautar o debate já que não está sujeito às limitações legais impostas às concessionárias de rádio e TV, o jornal vê-se obrigado a correr atrás do horário eleitoral e dos embates eletrônicos.A aposta num grande elenco de opinionistas e celebridades em detrimento da reportagem investigativa escancara aqui os equívocos das empresas de jornalismo impresso – que nos últimos anos trocaram seus atributos históricos por miragens tecnológicas com prazos de validade limitados.
Políticos atraentes têm maior atenção da mídia
Candidatos mais atraentes, como, por exemplo, Bill Cinton e Obama, recebem mais cobertura midiática, aponta um estudo israelense. O doutor responsável pela análise afirma que “as pessoas geralmente tendem a preferir a companhia de quem é fisicamente atraente e até mesmo valorizá-los como mais dignas. Jornalistas provavelmente se comportam da mesma maneira”.
Político brasileiro, bonito, jovem, ‘atraente’… me faz lembrar o…
Beleza e dignidade política são água e óleo? Ou nem sempre?
Mais informações aqui.
‘Desvendando o Novo Talibã’
O articulista político da New Yorker, Steve Coll, postou em seu blog que um pesquisador da London School of Economics, Antonio Giustozzi, é editor de uma nova compilação de textos de vários ensaístas sobre o Talibã. Intitulado “Decoding the New Taleban” (Desvendando o Novo Talibã), trata-se de uma análise muito importante que racionaliza as diferentes estruturas e os líderes do movimento, o que pode ajudar a Comunidade Internacional a entender as matrizes e quem sabe, assim, evitar uma segunda revolução talibã.
Coll destaca dois ensaios que ilustram bem o valor do conteúdo da publicação. Sobre o primeiro, “Leitura do Taliban,” comenta:
Joanna Nathan, do International Crisis Group, descreve alguns de seus trabalhos sobre a propaganda e as estratégias de comunicação talibã. Ela analisa temas repetitivos em revistas talibãs e DVDs – a ampla queixa dos Pachtuns sobre os assassinatos de vingança étnica e notáveis figuras corruptas como o comandante uzbeque, General Dostum, é particulamente frio.
Agora escreve um pequeno resumo sobre o texto “The Haqqani Network as an Autonomous Entity”:
O pesquisador alemão Thomas Ruttig fornece uma análise extremamente detalhada e útil das grupos talibãs fundados por Siraj Haqqani, cujos seguidores, ao que parece, foram responsáveis pelo sequestro do repórter do NYT, David Rohde. Haqqani é, indiscutivelmente, a força mais potente da insurgência talibã. Há muita informação nova sobre casamentos e personalidades internas dentro da rede Haqqani. A investigação de Ruttig é, infalivelmente, cuidadosa e precisa.
É um bom gancho para nos aprofundarmos nas informações sobre esse movimento que não ‘quebrou’ em 2001, como se pensa. Coll informa que “Decoding the New Taleban” mostra como figuras nacionais e provincianas da década de 90, era do governo do Talibã, permanecem intactos.
Muro de Berlim: O empurrão que faltava

Turista visita o que restou do Muro (Foto: AP)
Foi em 09 de novembro de 1989, 28 anos após sua construção, que o último dos maiores símbolos do legado pós-Guerra foi destruído. Prefiro o verbo na passiva porque “a queda do Muro” ou “o Muro caiu” são expressões quase inocentes. O Muro não caiu sozinho. Não sofreu uma queda por si só:
Depois de protestos de reivindicação para que os alemães pudessem viajar para o lado Oeste do país, o governo decidiu abdicar completamente das restrições que impunha a esse direito. Ao receber a notícia uma multidão se encaminhou para o local onde permanecia o Muro. Sem instruções prévias, militares e autoridades de controle de passaporte não souberam como agir.
Foi assim que a população foi impulsionada a derrubar uma construção que, em esfera local, não era só um símbolo da Guerra Fria, da divisão da bipolaridade econômica do mundo: era também o que tolhia e atrapalhava sua vida, impedia de ver familiares queridos e lhe fazia ter um cotidiano estranho nos moldes da sociedade moderna.
*Para saber mais sobre os 20 anos da derrubada do Muro de Berlim clique aqui
Assista a imagens da multidão provocando a queda do Muro de Berlim:
Esquerda Pós-Muro: Novas Roupagens

Em escala global a derrubada do Muro de Berlim significou, de saída, o fim do Comunismo como regime alternativo ao Neoliberalismo/Capitalismo, a partir de 1989. Alguns Sociólogos e Cientistas Políticos acreditam que houve um desmoronamento ideológico antes do físico. Esquerdistas não tiveram auto-crítica para acompanhar a tendência global pré caída do Muro.
Assim, os Partidos Comunistas mundo a fora tiveram de se adaptar, às pressas, de alguma forma à nova realidade. O do Brasil, por exemplo, originou o Partido Popular Socialista (PPS) – de cunho social-democrata central, quase de direita (eu diria totalmente).
O maior partido comunista da Europa, o italiano (PCI), por exemplo, mudou não só a sigla, como também os conceitos quando tentaram dialogar mais com o socialismo. Em 1991 houve uma dissolução e se transformou no Democratici di Sinistra (DS) – Democratas de Esquerda; no Partido della Rifondazione Comunista (PRC) – Partido da Refundação Comunista; e no Partito dei Comunisti Italiani (PdCI) – Partido dos Comunistas Italianos.
O Comunismo Português continua ativo, mas com números inexpressivos nas eleições. Após a queda do muro, o Partido passou por uma crise ideológica, como todo o bloco Socialista do Leste Europeu. Porém, decidiu continuar com as bases leninistas.
Partidos de Esquerda da América Latina, em geral, confudem bases marxistas, trotskistas e leninistas. Um regime político estuda a realidade de um país para trazer soluções aliando base teórica com as necessidades. Porém, atualmente há um anacronismo no que se diz respeito a essa lucidez. Ou é excesso de romantismo, talvez. Hoje, o Comunismo é apenas Teoria e há muito deixou de ser prática.
E qual será a tendência? O que acontecerá a esses Partidos? Terão um futuro mais moderado sobre outras bases ideológicas, quem sabe…
*Saiba mais sobre Partidos Comunistas clicando aqui
___________________
UPDATE: A Revista Bula publicou um texto interessante sobre a realidade comunista de Cuba: “Jornalistas raramente entendem o regime totalitário de Cuba“
Caso UNIBAN: Orgulho e Preconceito

- A estudante Geyse Arruda usando o polêmico vestido
Depois que li o último parágrafo da matéria que saiu no NYT a respeito de toda essa confusão, acho inevitável questionar que tipo de hipocrisia é essa. O Brasil é conhecido como o país ’de las mujeres calientes’, das roupas sensuais, das cores saturadas, do top less livre de vergonha em qualquer praia.
Numa das áreas mais industrializadas de São Paulo alunos da Universidade Bandeirantes se revelaram fariseus do século 21. Em vez de pedras, vídeos de celulares e flashes de câmera. É tão mais gostoso crucificar uma ocasional Maria Madalena a sair para as ruas e pedir a cassação de quem, de fato, fere nossos direitos e deságua nosso dinheiro. Esses são os alunos ‘futuro da nação’, talvez alguns futuros políticos.
O sentimento e conceito de protesto neste país estão totalmente deturpados. Aqui, protesto de verdade é criar uma #tag no Twitter para motivar a saída de um político do governo; e xingar gratuitamente pessoas que se vestem de vestido vermelho e curto. Não vale a pena tentar achar culpados, apesar de ter a convicção de que a histórica falta de espírito combativo neste povo, desde 1500, salvo exceções, contribua para que manifestações populares e eficazes não sejam nosso forte – ainda mais nesta geração.
Hoje, a UNIBAN divulgou comunicado oficial dizendo que não houve perseguição à aluna. E, de acordo com o Blog ‘Bombou na Web’ (da Revista Época), uma equipe de quatro funcionários da faculdade trabalha para rastrear os vídeos do YouTube desde quarta-feira (28).
Vida longa aos vestidos curtos vermelhos. Abaixo a ignorância.
Segue vídeo da participação da estudante em programa de TV, onde usou o vestido:
Além do New York Times, o caso da aluna da UNIBAN, Geyse Arruda, repercutiu na imprensa internacional como no The Guardian e no site espanhol Univision.
Jornalismo, Arte e Política são Multimeios

Não sei se acontece com todos, mas acho natural que os primeiros dois, três posts – de um novo blog – sejam mais explicativos. Minha explicação será objetiva, prometo:
Há quem não goste, mas acho a palavra Mídia maravilhosa, versátil, completa. Sou fã mesmo. Pode denotar conjunto dos meios de comunicação, dispositivo para armazenar dados e informações. Ou, simplesmente, ser o meio, o caminho, o Modo pelo qual nos inteiramos do Mundo.
Este argumento foi e é a inspiração para o nome deste Blog. E o Jornalismo(Comunicação), a Arte e a Política são minha Santíssima Trindade. Não listo a História, que também é uma paixão, pois ela é o motivo absoluto de estarmos aqui. Já que o objetivo deste espaço é abordar temas que nos interessem, informem ou suscitem curiosidade, melhor que seja com os três aspectos que mais nos motivam a pensar e questionar - não entender! – nosso meio e nossa mídia. Podem acreditar que é um desafio que faço principalmente a mim.
Sou pretenciosa?




