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Steve Jobs 1955 – 2011

 

Fiquei extremamente abalada quando soube da morte de Steve Jobs. Sinto-me como uma órfã que não consegue vislumbrar muito se o seu mentor não está por perto. Afinal, sem a visão revolucionária de Jobs – sim, além de visionário, ele liderou uma revolução – muitas das discussões e até mesmo o nascimento deste blog não teriam acontecido.

A comunicação e o jornalismo passam por uma reestruturação, passam por um ‘correr contra o tempo’ para melhorar o meio e a mensagem. Por causa de Steve o feitiço virou contra o feiticeiro no jornalismo. Ele nos ajudou a perceber que podemos criar, produzir, não ter medo de expôr uma ideia por mais ‘wtf’ que ela seja. Ou vão me dizer que se há 15 anos tivéssemos escutado sobre o iPad teríamos acreditado em sua utilidade desde o início?

Agora, que Steve se foi, vamos ver até onde a Apple se sustenta, mesmo órfã, como todos nós.

Obrigada, Mr. Jobs. Fique bom logo no outro lado.

 

Dica de Livro: Gestão Estratégica e Modelos de Negócio – O caso da indústria da mídia

O colaborador assíduo do Modomídia, professor Ramiro Gonçalez, acaba de lançar o livro “Gestão Estratégica e Modelos de Negócio – O caso da indústria da mídia”.

Escrito em conjunto com Paulo Faustino, a obra aborda “as transformações que ocorrem na indústria da informação, em particular na indústria de mídia”, como informa a sinopse.

Quem gosta dos artigos que Ramiro publica aqui no MM não deve perder a chance de ter uma visão mais aprofundada sobre essa nova ordem midiática por meio do livro que ele acaba de lançar.

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Serviço:

Gestão Estratégica e Modelos de Negócio: O caso da indústria de mídia
Autores: Paulo Faustino e Ramiro Gonçalez
Editora: MediaXXI/ Formalpress (www.mediaxxi.com)
Número de Páginas: 310
Preço: 36,59 reais

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UPDATE:

Ramiro avisa (e convida!) que acontecerá em Curitiba um debate a partir do tema do livro que ele lança:

“Olá, Lanna, gostaria de convidar você e os leitores do blog para lançamento do livro e de um debate.

- Título e conteúdo do debate:

“As plataformas ON LINE capturam audiência das plataformas OFF LINE, mas não trazem receitas na mesma proporção”.
As conseqüências são dramáticas: queda da remuneração aos produtores de conteúdo, disfuncionalidade nos modelos de negócios de veículos, redução na qualidade do conteúdo produzido e a proliferação do jornalismo gratuito. Por outro lado é inegável o potencial colaborativo e a geração de conteúdo descentralizada na WEB.
Como administrar um negócio de mídia sustentável?

Data: 22 setembro

Local: LIVRARIAS CURITIBA – SHOPPING BARIGUI

Horário: 19:00 – 21:00h

A diretora de MKT Rede Globo está convidada para o debate – Milena Seabra, juntamente com o Diretor de planejamento e sócio GETZ – Sr Thiago Stachon.”

 

Valor do Linkedin dispara

*Por Ramiro Gonçalez

 

Os valores das plataformas sociais não param de surpreender o mundo.
No último dia 20 de maio, o valor de mercado do LinkedIn mais do que dobrava em relação ao valor do lançamento das ações.

Explico: quando uma empresa fechada (capital próprio de poucos acionistas) é lançada ao mercado (ações comercializadas em bolsa) isso é chamado Oferta Pública de Ações.
Como é feito? Imagine que você tem um imóvel que acredita valer R$ 100 mil e quando anuncia (num jornal) vários interessados o procuram e ofertas chegam a mais de R$ 200 mil.

Algo análogo aconteceu ao Linkedin. Às 12h43 do dia 20, as ações da companhia subiam 126%, cotadas acima de US$ 101,8, ante o preço da oferta pública inicial de US$ 45. Com isso, o valor de mercado da empresa superava os US$ 8 bilhões.

LinkedIn está sendo negociado a um preço cerca de 600 vezes maior que o lucro!

Mostra uma tendência. No final de 2010, um banco de investimentos americano também avaliou o FACEBOOK muito acima de sua capacidade de geração de resultados. Evidente que os investidores apostam na capacidade futura de geração de caixa dessas empresas.

O interessante é que o LinkedIn é a primeira grande rede social dos Estados Unidos a ir ao mercado e testar seu valor. Mostrou claramente que existe demanda por ações de empresas como Facebook, Groupon e Twitter.

Parece que apesar da revolução nas plataformas de mídia, o objetivo continua o mesmo: ganhar muito dinheiro.
Novamente surgem dúvidas sobre a sustentabilidade da evolução desses valores. A pergunta frequente e pertinente: isso é uma bolha?

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*Prof. Ramiro Gonçalez – FIA
Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez -> 
http://que-midia-e-essa.blogspot.com/

ramirogon@uol.com.br
Autor: Mídias e Negócios e QUE CRISE É ESSA?
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Artigos do mesmo autor: 

A guerra silenciosa das mídias: a próxima batalha

*Por Ramiro Gonçalez

Existe uma guerra silenciosa, discreta e muito restrita para definir as fronteiras dos novos territórios de mídia.

Com a Convergência das Mídias se tornando realidade, as teorias de convivência das plataformas de mídia são colocadas em cheque, não por sua viabilidade tecnológica, mas por estruturas de controle acionário.

Vencidas as barreiras tecnológicas e de comportamento do usuário, os domínios de novos territórios (leia-se plataformas) – passam a ser definições de modelos de negócios e controle acionário.

A FASE 1 da convergência já foi ultrapassada: as tecnologias existentes permitem multi-plataformas para as mídias. Todos os grandes veículos impressos no Brasil já desenvolveram seu aplicativo para IPAD. Isso foi (exaustivamente) debatido em voz alta nos mercados.

Com a FASE 2, a situação é bem diferente. Na fase 2 entra o debate sobre modelo de negócios: como ganhar dinheiro e como fazer isso em cada plataforma?


A resposta a estas questões tendem a passar também por aspectos como  controle acionário e participação de capital nacional nas novas plataformas. Afinal sabemos que não há – rigorosamente – nenhuma barreira para uma empresa telefônica, por exemplo, atuar em outras plataformas (i.e. TV PAGA). Sabemos, entretanto,  que o controle acionário dessas empresas é multinacional. E é essa a próxima batalha.


O debate silencioso agora é sobre propriedade cruzada”.
O que é isso? É o domínio, pelo mesmo acionista (ou acionistas), sobre diferentes plataformas (Web, TV aberta, TV paga, rádio, jornal, OOH).
O governo parece adotar um modelo de concessão única. Ou seja, um mesmo acionista detém direitos em várias plataformas. Do ponto de vista de distribuição de conteúdo faz todo o sentido. Do ponto de vista de controle acionário, expulsa concorrência externa.


Como essa medida expulsa a concorrência? Resposta Simples: O Ministério das Comunicações defende a extensão aos meios de comunicação digital (portais) do limite de 30% de capital estrangeiro que hoje vigora para jornal, rádio e TV.


Este é um assunto muito importante (e muito polêmico) que é pouco debatido na mídia (por motivos óbvios).
Acredito que a academia poderia propiciar um ambiente para um debate onde o contraditório pudesse ser observado para cada modelo adotado.
Todos ganhariam com o debate: usuários, clientes, fornecedores, profissionais da mídia e a sociedade.

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*Ramiro Gonçalez é Mestre em Ciências da comunicação FIA USP Engenheiro Produção – POLI. Responsável Inteligência de Mercado – FIA USP. Fundador do Grupo de Engenheiros de Produção da Poli. Membro Conselho editorial ABA – ABEP. Autor do livro “Que Crise é Essa?”. Também edita o blog ‘Que Mídia É Essa?’.

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O império do Facebook

Por Ramiro Gonçalez*


Era de se imaginar que nada se sustenta muito tempo na WEB. Second Life é um exemplo perfeito de como as novidades chegam e vão. Virou vida de segunda…

Entretanto, o Google parecia dominar isoladamente (e de forma perene) a primeira colocação no mundo digital. Os motivos eram claros: facilidade, relevância e universalidade. Nada mais fácil que digitar uma frase ou uma palavra e obter milhares de significados e explicações para ela.

A relevância está no auxílio incontestável que isso presta a cada usuário no seu dia-a-dia. Estavamos convencidos que nada poderia superar o GOOGLE. Engano digital.

Começam a pipocar evidências que existe algo que pode se contrapor ao Google: O Facebook. Primeiro foi a conquista de 500 milhões de usuários cadastrados em julho de 2010. Isso repercutiu bastante na rede com as equivalências com populações dos países. O Facebook seria o terceiro país no mundo em habitantes. Evidente exagero. Agora o banco de investimentos GOLDMAN SACHS acaba de avaliar o FACEBOOK em US$ 50 bilhões - ou aproximadamente R$ 80 bilhões. Para fazer outra comparação (exagerada), o FACEBOOK valeria mais do que o dobro do valor necessário para construir o trem-bala que conectará  RIO- SP.
Está claro que o GOLDMAN SACHS não fez uma avaliação tradicional do valor do FACEBOOK. O valor presente (fluxo de caixa descontado) dificilmente atingiria  US$ 50 bilhões – com uma geração de caixa anual ao redor de US$ 2 bilhões que o FACEBOOK possui hoje. No que o GOLDMAN SACHS está apostando? Nas mudanças no comportamento humano que o FACEBOOK traz.


Construi esta hipótese ao observar o comportamento de usuários em Londres:
Num Internet Cafe, perto da estação Bayswater – Hyde Park, é possível ver algo inconcebível há 5 anos: meninas islâmicas usuárias fanáticas do  FACEBOOK. Sentado em um dos computadores – numa quarta-feira de janeiro de 2011 – pude observar um batalhão de meninas entre 19 e 25 anos chegando com véus (burcas) cobrindo os rostos. Já que existiam poucas posições nos computadores disponíveis, elas ficavam em fila aguardando seus 15 minutos para usar o FACEBOOK. Meu assento ficava imediatamente na direção do computador que elas estavam usando (eu havia locado o meu por duas horas), então, pude observar surpreso como era o processo.

Todas as meninas (eram 13) entravam na rede pelo FACEBOOK. Uma após outra esperavam sua vez de se conectar à rede de amigos. A curiosidade me fez ficar atento ao movimento. Arrisquei e perguntei (como se não soubesse) o que elas estavam fazendo. A que parecia mais velha no grupo (aproximadamente 25 anos) foi a única a responder: That is FACEBOOK! Ela rapidamente (e pouca paciência) tentou me explicar o que era “aquilo”. Ouvi atento sua explicação. Quando senti que havia espaço fiz outra pergunta: ‘Seus pais sabem que vocês usam isso?’ Resposta: ‘eles não têm ideia que isso existe…’


Fiquei imaginando as consequências disso no comportamento daquelas meninas. E, mais importante, como o FACEBOOK poderia utilizar a informação disponibilizada por elas.

O FACEBOOK é a prova cabal que não se pode subestimar o poder de recuperação da economia americana. Declínio do império? Difícil imaginar. Onde, afinal, estão os servidores que armazenam os dados dessas meninas? Quem tem mais informações sobre a vida delas: os pais ou o Facebook? Mais do que uma tecnologia em rede, o FACEBOOK e uma tecnologia social. Fica difícil falar em declínio americano quando de f ato eles podem controlar as informações de meninas islâmicas melhor do que seus pais.
Começa a ficar claro o potencial que o GOLDMAN SACHS viu no FACEBOOK.

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*Ramiro Gonçalez é Mestre em Ciências da comunicação FIA USP Engenheiro Produção – POLI. Responsável Inteligência de Mercado – FIA USP. Fundador do Grupo de Engenheiros de Produção da Poli. Membro Conselho editorial ABA – ABEP. Autor do livro “Que Crise é Essa?”. Também edita o blog ‘Que Mídia É Essa?’.

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“Google + 1″: A nova rede social do Google vem aí

O Mashable já tinha anunciado que o Google estaria desenvolvendo uma nova plataforma social para lançar em 2011 e alguns poucos detalhes já foram revelados.

- De acordo com o TechCrunch o projeto, inicialmente de nome ‘Emerald Sea’, se chamará “Google + 1” para que os usuários possam gravá-lo facilmente na memória.

- A nova rede social também terá um botão de compartilhamento, o  ”+1″, assim como o “curtir” do Facebook e o “tweet” do Twitter.

Vamos aguardar outras novidades.

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A evolução do e-mail: um infográfico

A jornalista brasileira do New York Times

Já tem um tempinho, mas vale a pena ler [quem ainda não o fez]. Entrevistei a única jornalista brasileira do New York Times, a simpática Fernanda Santos, para o blog Novo em Folha, da Folha.com.

Uma história inspiradora.

Ao final da entrevista vocês encontrarão links para uma entrevista em vídeo que ela concedeu à Revista Imprensa, para seu Twitter e Facebook caso queiram acompanhar seu trabalho. Recomendo desde já. :)

Clique aqui para ler.

Todo arquivo do Última Hora disponível na rede

Edição extra: Jânio Renunciou! Foto de 25/08/1961.

O Última Hora, um dos jornais mais importantes do país, lançado em 1951, está ao alcance de todo estudante de jornalismo, pesquisadores, profissionais da área e a quem mais interessar possa : o projeto integra o acervo do Arquivo Público do Estado de São Paulo.

Estão disponíveis arquivo de fotografias, ilustrações, divisões por temas. São 36 mil páginas digitalizadas, correspondentes a 60 meses do jornal, de acordo com a Wikipedia.

Clique aqui para navegar.

E-book para download: “Novos Jornalistas”

Do Overmundo:

Este é o E-book do projeto “Novos Jornalistas – Para Entender o Jornalismo Hoje”, uma coletânea de textos sobre as habilidades que os jornalistas modernos devem ter.

Baixe aqui.

Dica do Luciano Frontelle.

Wave in a box: O sucessor do Google Wave

Como publicado aqui no blog, o Google Wave será deixará a rede no fim de 2010, mas o Google já anunciou que vem aí uma nova ferramenta derivada da rede social: o Wave in a box.

Será um aplicativo que dará continuidade ao desenvolvimento do código do Wave e de tudo o que foi criado a partir dele para incorporação ou geração de outros produtos.

O Wave in a box terá, entre outros, recursos como:

  • Pacote de aplicações, incluindo um servidor e cliente web de apoio à colaboração em tempo real usando a mesma estrutura do  sistema do Google Wave.
  • Uma loja ainda em construção
  • Protocolos  para desenvolvimento no modelo cliente-servidor
  • Suporte para importar dados de Waves criadas no site  wave.google.com

Espera-se que o novo Wave in a box chegue aos usuários até a retirada completa do Wave do ar. Ou seja, no fim deste ano.

Estamos curiosos para ver o desenrolar disso tudo.

Com informações do Circuito de Luca.

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A internet em 2020

Alguns pontos que o infográfico expõe:

  1. Usuários da Internet serão 5.000 milhões
  2. Maior implantação global
  3. Rede de Dispositivos móveis, não computadores.
  4. O tráfego mensal será 44 exabytes
  5. Internet sem fio
  6. A maioria dos serviços será na nuvem (cloud computing)
  7. Internet será mais “verde”, irá consumir menos energia.
  8. Gestão de Redes Automatizadas
  9. Comunicação Permanente e interplanetária
  10. Haverá mais hackers porque tudo será controlado a partir da Internet.

Fonte: Bruno de Souza

NYTimes x WS Journal: uma animação do confronto

A competição entre os jornais The New York Times e Wall Street Journal acentuou-se no final de abril deste ano, quando a publicação de Rupert Mudoch começou a ser vendida no metrô de Nova York para enfrentar diretamente  o Times.

[Para saber detalhes dessa briga, leia o Guardian]

De saída, os dois diários usaram peças publicitárias como arma de provocação mútua nessa ‘Guerra underground’ (imagem à esq.).

A empresa de animações NextMedia Animation usa os fatos mais quentes da imprensa como matéria-prima de seus programas. Desta vez, ela não perdoou a rivalidade entre os dois jornais e fez um filme bem engraçado. :D

As legendas estão em inglês.

Via Desculpe a Poeira.

10 dicas para encontrar boas pautas

Quem elaborou esta relação foi o jornalista Jaldeep Katwala (ex-BBC e Rádio Netherlands).

1. Se a históra não é interessante, por que contá-la?

Este é o critério mais importante. Tua matéria tem que fazer com que o leitor “detenga su paso, levante la cabeza mientras desayuna, y además que le provoque contarla a otros”. Uma boa maneira de saber se tua pauta é interessante é contando aos amigos. Se eles responderem ‘e eu com isso?’, e você não sabe como responder, é provável que a história não seja publicável.

2. Algumas histórias já apareceram antes.

Se você consome notícia ferozmente saberá quando uma pauta é fresca e original. Se em teu trabalho não escutaram nada parecido, é provável que a história seja nova. Portanto, vale a pena contá-la.

3.  Se alguém não te retorna as ligações pode estar escondendo uma história.

Se a fonte central de uma matéria importante não quer atender nem retornar tuas ligações, e muito menos responder tuas perguntas, é um forte indício de que esteja ocultando algo importante.

4. A matéria afetará quantas pessoas?

Você pode escrever a melhor matéria do mundo e ela afetar apenas uma pessoa. Isto não invalida tua reportagem, mas quanto mais gente ela afetar mais interessante será para os leitores.

5. Se é uma história difícil de contar é bem possível que valha a pena contá-la.

Quanto mais difícil contar uma história, mais grandiosa ela pode ser. Se todas fossem fáceis todos teriam as mesmas ideias.

6. A história é coerente?

Quanto mais incrível a história e mais distante da realidade, cresce a possibilidade de que não seja real. Você tem que estar 100% seguro dos dados do texto antes de publicá-lo. Usualmente as melhores histórias são parte perdida de um quebra-cabeças e toma sentido quando é contextualizada.

7. As melhores matérias costumam ser as mais repercutidas.

Se você escreveu uma boa peça jornalística os concorrentes vão repercuti-la com seus próprios enfoques.

8. Tua notícia tem histórias relacionadas?

Uma boa matéria tem, pelo menos, três temas relacionados disponíveis para você explorar. Isto é uma vantagem perante a concorrência.

9. Considera o impacto que tua história pode ter.

Depois de contá-la algo será diferente? Tua matéria vai melhorar ou piorar a vida das outras pessoas? Se você acha que vai melhorar, é um bom sinal. Do contrário é melhor pensar duas vezes antes de publicá-la.

10. Depois de publicada a matéria, você poderá se comunicar com as fontes?

Suas fontes, depois de ler a matéria, terão boa vontade de conversar com você? Uma história controversa bem contada com responsabilidade lhe trará respeito. Do contrário você terá seu trabalho, como jornalista, contestado.

Via Clases de Periodismo.

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Biblioteca Virtual para Jornalismo Digital

O Knight Center tem uma página destinada a arquivos de livros digitais que podem ser baixados gratuitamente. São títulos como ‘El impacto de las tecnologías digitales en el Periodismo y la Democracia en la America Latina y Caribe’; ‘Herramientas Digitales para Periodistas’ entre outros.

Clique aqui e faça o download! :)

13 Fracassos do Google

Via Word Stream.

Google Public Data Explorer e o Jornalismo de Dados

Agora está mais fácil exercitar o jornalismo de dados. O Google lançou o Public Data Explorer. Como a própria página diz “Você não tem que ser um perito de dados para navegar entre diferentes pontos de vista, fazer suas próprias comparações e compartilhar suas descobertas”.

Estudantes, jornalistas, políticos, enfim, todos podem brincar com a ferramenta para criar visualizações de dados públicos e incorporá-los em seus próprios blogs.

O site mostra exemplos interativos de como se pode comparar países em várias esferas: população, expectativa de vida, fertilidade, natalidade, desemprego, etc.
Por estar ainda bem no começo, precisa ajustes em alguns itens como exportação de dados, falta de números e informações em algumas categorias.

O Jornalismo de Dados está passando de coadjuvante a co-protagonizar a notícia, ao lado do texto. Todos os 90 mil textos vazados pelo Wikileaks sobre a Guerra do Afeganistão, por exemplo, só foram bem explorados e formatados graças à expertise que jornais, como o Guardian, têm de fazer o leitor ler dados e, o mais importante, deixá-los inteligíveis.

Ou seja, jornalistas, online ou não, precisam olhar com mais interesse para essa plataforma cada vez mais profissional do jornalismo.
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Como tirar MTB de Jornalista

Informativo e didático post do Novo em Folha ensina o passo-a-passo de como tirar o registro profissional de Jornalista.

Lembrando que desde a decisão de 17 de junho de 2009, do Superior Tribunal Federal (STF), não há mais obrigatoriedade de diploma de jornalista para exercer função na área.

Para quem mora em São Paulo, o post indica a possibilidade de tirar o documento em Piracicaba. Lá fica pronto em uma hora e meia mais ou menos.

Pegue a informação completa no link acima.

David Lynch: 121 Histórias

Clique sobre a imagem para assistir aos episódios

Estão disponíveis as 121 entrevistas realizadas com pessoas comuns nos EUA para o Interview Project, proposta do cineasta David Lynch. O projeto, lançado em outubro de 2009, reúne vídeos de entrevistados que, ao longo de dez semanas e muitas milhas percorridas, revelam sonhos, arrependimentos, medos, pontos de vista, traçando assim um panorama atual do cidadão americano.

Abaixo, um vídeo onde o próprio Lynch aprensenta e explica sua empreitada:

Um Texto Especial de Gay Talese

O Blog KK.org fez uma lista de matérias antigas que valem a pena ser lidas. Então, mudaremos a palavra ‘antigas’ e substituiremos por ‘clássicas’. Clássicos do Jornalismo que merecem leitura e deleite.

Um dos textos, de 1966, pertence à Esquire. É um primoroso perfil de Frank Sinatra de autoria de Gay Talese. O site da revista explica o contexto, em pequeno abre, antes de emergirmos nas palavras do mestre Talese; e assinala: depois desse perfil foi criado o conceito do Novo Jornalismo. Ou seja, além de ser um clássico, estabeleceu um novo paradigma:


“No inverno de 1965, o escritor Gay Talese chegou a Los Angeles com a missão de escrever o perfil de Frank Sinatra. O lendário cantor se aproximava dos 50 anos, mas estava com uma forte gripe, por isto não estava disposto a dar entrevistas. Então, Talese permaneceu na cidade, na esperança de Sinatra se recuperar e repensar. Enquanto isso, ele começou a conversar com muitas pessoas em torno do cantor – amigos, companheiros, família, seus inúmeros parasitas – fazendo suas observações como podia. O resultado, “Frank Sinatra Está Resfriado”, publicado em Abril de 1966, se tornou uma das mais célebres histórias já publicadas, um exemplo pioneiro de que veio a ser chamado de Novo Jornalismo – uma obra de fato rigorosamente fiel, com histórias vivas que haviam sido reservadas para a ficção. O texto evoca um retrato profundamente rico de uma das figuras mais vigiadas da época e conta uma história mais ampla sobre entretenimento, celebridades e dos Estados Unidos.”

Quem já leu pode reler. Quem não leu… não perca tempo.

Clique aqui para ler “Frank Sinatra Está Resfriado”, por Gay Talese.

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*Fiquei sabendo da lista do KK.org no (sempre recomendado) blog Desculpe a Poeira, de Ricardo Lombardi.

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