Arquivos Mensais:setembro 2010
Todo arquivo do Última Hora disponível na rede

Edição extra: Jânio Renunciou! Foto de 25/08/1961.
O Última Hora, um dos jornais mais importantes do país, lançado em 1951, está ao alcance de todo estudante de jornalismo, pesquisadores, profissionais da área e a quem mais interessar possa : o projeto integra o acervo do Arquivo Público do Estado de São Paulo.
Estão disponíveis arquivo de fotografias, ilustrações, divisões por temas. São 36 mil páginas digitalizadas, correspondentes a 60 meses do jornal, de acordo com a Wikipedia.
Clique aqui para navegar.
A nova geração de gráficos
No site da Wallpaper encontro a reportagem Uma nova geração de super gráficos, com dois vídeos impressionantes que mostram projeções em supertelas que na verdade são edifícios.
O primeiro deles, de 2009, usa técnicas de 3D para projetar luzes e formas sobre um castelo e aproveitar o prédio como um elemento participante da narrativa visual que propõe.
Achei sensacional!
42 textos sobre o futuro da mídia

Brave New Worlds: Navigating the New Media Landscape reúne 42 ensaios feitos pelo International Press Institute e pelo Poynter sobre o porvir nos meios de comunicação.
O conteúdo está dividido em categorias como:
- A evolução da notícia
- O papel dos jornalistas
- O Estado de Lei, regulamentação e liberdade de imprensa
- O poder das pessoas (consumidores de conteúdo)
- Novas formas de jornalismo
- Conceitos tradicionais redefinidos
- Novos modelos de negócios
Imperdível.
E-book para download: “Novos Jornalistas”

Do Overmundo:
Este é o E-book do projeto “Novos Jornalistas – Para Entender o Jornalismo Hoje”, uma coletânea de textos sobre as habilidades que os jornalistas modernos devem ter.
Baixe aqui.
Dica do Luciano Frontelle.
Eskup: A Rede Social do El País

Não, não foi o New York Times o jornal pioneiro em criar uma rede social. Desde junho o Eskup, ferramenta do espanhol El País, está a pleno vapor.
A plataforma é integrada ao diário, e de lá os cadastrados seguem informações em tempo real e debatem as notícias, ao vivo, com os profissionais do próprio jornal.
O site pode ser acessado por qualquer meio – celulares, iPad etc – e o leitor pode customizar seu perfil, escolher os assuntos preferidos e as pessoas que quer seguir.
O Eskup foi desenvolvido exclusivamente por programadores do El País. A entrada de diários no segmento das mídias sociais pode ser uma resposta ao Paywall, como disse o diretor-adjunto do jornal em entrevista ao blog 1001 Medios:
Estamos em um momento complexo: A incerteza de modelos, unida à crise econômica geral, e em particular a dos meios tradicionais de comunicação, está provocando em alguns uma ‘febre’ pelo bloqueio de seus conteúdos. É um bloqueio pago, mas também bloqueia a tecnologia e prática jornalísticas. É como uma tentativa de refúgio em uma nostalgia do passado para tentar enfrentar as direções do presente. O meio jornalístico deve aproveitar as oportunidades que a tecnologia oferece para se aproximar dos leitores e da atualidade. E, assim, melhorar nosso trabalho.
É um pensamento lúcido sobre o tema dos conteúdos pagos. Tomara que ele não precise cobrar por seu conteúdo no futuro. Acho que se a concorrência for por esse caminho é bem complicado ser o único ‘esquerdista’. Em um momento eles terão que aderir ao Paywall também. Ele próprio disse: “enfrentar as direções do presente”.
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Continue lendo:
- NYTimes prepara nova Rede Social de Notícias, o News.me
- Google Wave seria imbatível para o jornalismo, diz editor da Época ao modomídia
- Recursos do Novo Twitter ajudam o jornalismo
- Flipboard: Redes Sociais em Revista
- Aplicativos podem salvar o Jornalismo On-Line, diz fundador do Wikipedia
- Ler jornais em iPad é a preferência dos usuários, diz pesquisa
- A internet em 2020
- Seis matérias clássicas adaptadas para a Era Digital
Wave in a box: O sucessor do Google Wave

Como publicado aqui no blog, o Google Wave será deixará a rede no fim de 2010, mas o Google já anunciou que vem aí uma nova ferramenta derivada da rede social: o Wave in a box.
Será um aplicativo que dará continuidade ao desenvolvimento do código do Wave e de tudo o que foi criado a partir dele para incorporação ou geração de outros produtos.
O Wave in a box terá, entre outros, recursos como:
- Pacote de aplicações, incluindo um servidor e cliente web de apoio à colaboração em tempo real usando a mesma estrutura do sistema do Google Wave.
- Uma loja ainda em construção
- Protocolos para desenvolvimento no modelo cliente-servidor
- Suporte para importar dados de Waves criadas no site wave.google.com
Espera-se que o novo Wave in a box chegue aos usuários até a retirada completa do Wave do ar. Ou seja, no fim deste ano.
Estamos curiosos para ver o desenrolar disso tudo.
Com informações do Circuito de Luca.
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Jornais ainda têm utilidade!
Os jornais de papel são insuperáveis em algumas ocasiões. A propaganda da versão para iPad do Newsday mostra isto.
Veja mais no New York Times.
Via Novo em Folha.
Google Wave seria imbatível para o jornalismo, diz editor da Época ao modomídia
Semana passada foram postadas, aqui no blog, novidades sobre Twitter e NYT, que também quer entrar no segmento das redes, ou melhor, “notícias sociais”. No primeiro caso, uma quase total reestruturação da interface para torná-la mais multimídia.
Diante dessas mudanças, que geralmente são bem-vindas na internet, por que o Google ainda não conseguiu emplacar nenhuma rede social?
O Google Wave, por exemplo, lançado em maio de 2009 como “uma forma revolucionária de comunicação”, foi um fracasso. Apesar de ter uma proposta profundamente versátil – permite a colaboração entre diferentes usuários por meio de mensagens instantâneas, documentos, pesquisas, listas de tarefas, calendários e muito mais – tem um mecanismo de uso complicado de entender.
Por tantos recursos, no começo tudo ainda era uma ótima promessa. Nesse momento foi muito propagado que a nova rede do Google seria uma proveitosa ferramenta para jornalistas.

Usos jornalísticos
O editor do site da Revista Época, Sérgio Lüdtke, viu essa possibilidade como verdadeira. Ele contou ao modomídia sua boa vontade em usar o Wave. Depois de abrir a conta da Época no site, até reunião de pauta virtual fez com seus colegas por meio da ferramenta. Segundo disse, o mais útil foi a possibilidade de muitas pessoas, em tempo real, participarem de uma conversação.
Em 2008, conheceu um protótipo similar ao Wave em uma apresentação de Jerry Yang, fundador do Yahoo!, que mostrou um projeto do buscador, com mapas e outros recursos bem funcionais, uma versão mais simples do que acabou sendo a ferramenta do Google. “A simplicidade daquele protótipo somada à possibilidade de ter uma ferramenta aberta, como é o Wave, me pareceu imbatível e muito útil para o jornalismo tanto para reuniões abertas de pauta, coberturas de fatos ou eventos com múltiplas visões”, explicou.
Então, afinal, o que levou essa plataforma de recursos e possibilidades tão poderosos ao insucesso?
Para Lüdtke, um dos motivadores foi justamente toda essa complexidade. Hoje ele utiliza ferramentas mais simples para fins jornalísticos, como como Cover it Live e o Publitweet, que permitem personalização e criação de filtros. “Mas nenhuma chega aos pés do que poderia ser o Wave. Se ele tivesse começado mais simples, numa plataforma robusta que permitisse aos poucos agregar funcionalidades, talvez a história fosse diferente”.
É justamente o processo pelo qual o Twitter passa hoje em dia. Ótimo ponto.
Uma pena uma rede tão ampla e cheia de funções, como o Wave, pecar na falta de praticidade.
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[Em tempo: O Google Wave, assim como ele é hoje, abandonará a rede definitivamente no fim deste ano]
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A indústria dos jornais é uma das que precisam se recuperar

Superman: "Lois! Tenho que salvar a indústria dos jornais!" Lois: "Oh, desista, Clark. E comece um blog".
O WSJ elencou as 10 indústrias que podem nunca se recuperar nos EUA. Os jornais ficaram na 7ª posição:
7. Jornais -> As demissões nos jornais começaram na década de 80. Com a automatização das prensas, dezenas de milhares de impressores perderam seus empregos. Atualmente, a mudança no hábito de consumir notícias provocadas por readers, o que afeta diretamente o volume de impressões, tem causado mais perdas de emprego nas Redações. Um recente estudo aponta aumento do desemprego na indústria dos jornais: em 1998 eram 767 mil vagas. Em 2008 o número estava em 619 mil profissionais empregados. A previsão é que aconteçam mais 120 mil demissões ao longo dos próximos dez anos, de acordo com o Ministério do Trabalho dos EUA.
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- NYTimes prepara nova Rede Social de Notícias, o News.me
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- Aplicativos podem salvar o Jornalismo On-Line, diz fundador do Wikipedia
- Audiência on-line do The Times diminui 90% e anunciantes abandonam o site
- Ler jornais em iPad é a preferência dos usuários, diz pesquisa
- O “Jornal do Futuro” de Murdoch
- Ex-presidente da Newsweek lançará revista digital e semanal
Genial: Infográficos feitos à mão
A editoria de arte do jornal Público, da Espanha, publicou no Flickr alguns trabalhos realizados para o caderno Libre, para o especial “Cuadernos de viaje”. São infografias produzidas artesanalmente, desenhadas à mão e utilizando um passaporte como base para a produção das peças. Os infográficos foram publicados na edição de 8 de agosto.

Dados, anedotas, lugares, tudo que se possa ser infografado e mostrado para o leitor, sempre em primeira pessoa, as experiências de quem já havia realizado grandes viagens.
Foram utilizadas também nas peças papel, palitos de sorvete, mortadela, lápis, canetas. Muito mais pode ser visto no Flickr da editoria da arte do jornal.
Recursos do Novo Twitter ajudam o jornalismo

O Twitter lançou sua nova interface no último dia 14. A rede social firmou acordo com Twitpic, Flickr, YouTube e tantos outros sites multimídia para que os usuários possam acessar esse tipo de conteúdo sem ter que ir para outra página.
E o Journalism.uk levantou uma ótima bola: o novo ‘Twitter multimídia’ pode ajudar veículos jornalísticos a agregar interesse em suas informações. Se esses meios souberem utilizar bem as novas plataformas, poderão fazer sucesso entre os seguidores.
Ao noticiar fatos quentes ou em tempo real, o jornal/site/portal pode oferecer experiências mais completas e diferentes das atuais, agregando trechos vídeos e fotos às suas matérias. Isto incentiva os seguidores a visitarem o site onde está a informação completa.
Em termos de captação de notícias, o novo design também pode ser útil. Quando um tweet é clicado, aparece uma barra lateral que mostra detalhes do autor ou assunto, bem como “@replies” relevantes e a posição geográfica do autor do post. Isto pode ajudar o jornalista a traçar um perfil de seus leitores, entrar em contato com eles e avaliar a utilidade daquela informação.
Por enquanto, o novo twitter está disponível para poucos. A previsão é que nas próximas semanas todos os usuários já devam participar da nova experiência do site.
O vídeo abaixo apresenta o novo twitter:
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Aprenda a fazer vídeo streaming

No vídeo ‘Vídeo Streaming 1, 2, 3′ o premiado bolsista do Poynter conta como jornalistas podem enviar vídeos e fazer apresentações por meio da internet para os veículos de comunicação.
Para tanto precisa de:
- Um computador
- Uma câmera
- Um microfone
- Internet
Simples, não é?
Assista ao vídeo a seguir. Para ver outros vídeos clique aqui.
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- Google Wave seria imbatível para o jornalismo, diz editor da Época ao modomídia
- Recursos do Novo Twitter ajudam o jornalismo
- O novo webjornal do Google
- 13 fracassos do Google
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- A internet em 2020
- 10 Princípios do Jornalismo Digital
- As 10 Leis do Jornalismo Multimídia
- Transmídia: A Palavra Inevitável
A internet em 2020
Alguns pontos que o infográfico expõe:
- Usuários da Internet serão 5.000 milhões
- Maior implantação global
- Rede de Dispositivos móveis, não computadores.
- O tráfego mensal será 44 exabytes
- Internet sem fio
- A maioria dos serviços será na nuvem (cloud computing)
- Internet será mais “verde”, irá consumir menos energia.
- Gestão de Redes Automatizadas
- Comunicação Permanente e interplanetária
- Haverá mais hackers porque tudo será controlado a partir da Internet.
Fonte: Bruno de Souza
NYT prepara nova Rede Social de Notícias, o News.me

Única imagem que aparece na página do News.me, por enquanto
Esta semana só se falou no New York Times: Deixará o papel [não se sabe quando], cobrará por parte do conteúdo on-line, teve sua ‘briga’ com o Wall Street Journal parodiada em uma animação.
A mais recente novidade foi divulgada pelo Blog ‘Bits’, do próprio NYT: O jornal está desenvolvendo uma rede social, exclusivamente de notícias, o “News.me”.
O serviço é planejado em parceria com a Betaworks – empresa especializada em gerar novas plataformas e recursos para mídias sociais. Foi ela quem desenvolveu o encurtador de url bit.ly, o aplicativo de tweets para desktops TweetDeck, entre outros. “Estamos construindo algo maravilhoso e surpreendente no espaço das notícias sociais“, disse John Borthwick, CEO da Betaworks.
O ‘Bits’ diz que aplicativos para iPad, que organizam o volume caótico de links e ‘likes’ (Facebook) espalhados na rede, têm sido uma uma commodity quente. O Flipboard é um exemplo: formata redes sociais em um layout fácil de ler e entender. O número de pessoas ansiosas para usar seus serviços só aumenta.
O NYT, que não é bobo, sabe que aí está um bom filão.
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NYTimes x WS Journal: uma animação do confronto

A competição entre os jornais The New York Times e Wall Street Journal acentuou-se no final de abril deste ano, quando a publicação de Rupert Mudoch começou a ser vendida no metrô de Nova York para enfrentar diretamente o Times.
[Para saber detalhes dessa briga, leia o Guardian]
De saída, os dois diários usaram peças publicitárias como arma de provocação mútua nessa ‘Guerra underground’ (imagem à esq.).
A empresa de animações NextMedia Animation usa os fatos mais quentes da imprensa como matéria-prima de seus programas. Desta vez, ela não perdoou a rivalidade entre os dois jornais e fez um filme bem engraçado.
As legendas estão em inglês.
Via Desculpe a Poeira.
Biblioteca Virtual para Jornalismo Digital

O Knight Center tem uma página destinada a arquivos de livros digitais que podem ser baixados gratuitamente. São títulos como ‘El impacto de las tecnologías digitales en el Periodismo y la Democracia en la America Latina y Caribe’; ‘Herramientas Digitales para Periodistas’ entre outros.
Clique aqui e faça o download!
Publisher: No futuro, NYT não será mais impresso

Ainda estamos decidindo que tipo de conteúdo fará parte dos ‘taxados’. E está sendo feita uma extensa pesquisa para decidir sobre os preços. Acreditamos que as organizações sérias de comunicação devem começar a cobrar receitas adicionais aos seus leitores. Eles estão cada vez mais dispostos a comprar informações na web que sejam importantes para suas vidas. Porém, se descobrirmos que esse caminho não é o certo, podemos mudar tranquilamente; não podemos nos fechar em uma única direção.
Com informações do Editors Weblog.
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Audiência on-line do The Times diminui 90% e anunciantes abandonam o site

E agora, Murdoch?
Um diretor da MEC, importante empresa de publicidade não só do Reino Unido, afirmou ao The Independent que não anuncia mais na página do The Times por falta de tráfego. “Não estamos inserindo publicidade lá. Se não há tráfego, não tem sentido fazer publicidade ali”, disse.
De acordo com a News Corp, a audiência do site caiu em 90%. O motivo é a cobrança de parte do conteúdo on-line. The Times pertence ao magnata Rupert Murdoch, maior defensor dessa prática na internet.
Repórteres do jornal também estão descontentes: fontes importantes estão deixando de dar entrevistas ao veículo pela pouca influência e visibilidade na rede.
O ponto chave é que não cobram por um produto diferenciado, mas sim por conteúdo facilmente disponível web a fora. E se a estratégia de Murdoch é alanvacar as vendas do impresso, é outra ilusão. A saída do The Times no papel continuou estável. (pelo menos não diminuiu)
Vamos acompanhar.
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Quem elaborou esta relação foi o jornalista 

