Arquivos Mensais:agosto 2010

Jornal, TV, Internet: Quem vencerá a corrida da cobertura eleitoral?

Marina Silva (PV), José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) no Debate Folha/UOL

Faço o  questionamento depois de ler artigo que Alberto Dines publicou no Observatório da Imprensa ontem, 20/08. Ele minimiza o sucesso do Debate Folha/UOL, acontecido dia 18/08 entre os candidatos com maior intenção de voto segundo as pesquisas, propagado pela Folha: copiou o formato da TV e teve todos os problemas que a internet propicia.

Para Dines, o meio que até agora foi melhor sucedido foi a TV, pelas entrevistas que o Jornal Nacional fez com os presidenciáveis.

Ele só esqueceu de levar em conta que o debate da internet foi o único que deu voz, ainda que limitada, aos eleitores, que gravaram perguntas de casa pela webcam, e puderam fazer (algumas) indagações fora do roteiro dos candidatos.

Ainda assim acho pertinente a comparação, já que é a primeira eleição para presidente que Jornais, TV e Internet estão na corrida, não só para fazer a melhor cobertura, mas também para medir forças em tempos de incertezas sobre o novo ciclo do jornalismo.

Segue o texto de Dines na íntegra:

COBERTURA ELEITORAL
Jornais comem poeira

Por Alberto Dines em 20/8/2010


Além da disputa entre os presidenciáveis, há um outro confronto em curso. Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva candidatam-se a sucessores do presidente Lula. Ao mesmo tempo será decidido o futuro da mídia brasileira. A hegemonia ficará com os jornais, com a TV ou a internet?
A entrada da TV foi de grande efeito: o espetáculo político ganhou uma nova dimensão a partir das entrevistas na bancada do Jornal Nacional da Rede Globo. A internet ainda não encontrou uma maneira de mostrar o seu poderio. Mesmo o debate Folha-UOL de quarta-feira (18/8) – primeiro no gênero no Brasil – não conseguiu eletrizar porque na realidade foi uma reinvenção da TV, sem os seus atributos e com todas as precariedades da web brasileira.
O fato de ter sido acessado em 127 países (como a Folha gabou-se na edição de quinta, 19) não chega a impressionar porque não se conhecem a duração e a quantidade de acessos. A edição do Observatório da Imprensa na TV Brasil também é acompanhada ao vivo por internautas do exterior, o mesmo acontece com ouvintes de países vizinhos que captam nossos comentários radiofônicos retransmitidos por emissoras brasileiras nas regiões fronteiriças.

Ilusões tecnológicas

Quem ainda não deu o ar de sua graça foi o meio jornal. Sem a vantagem da instantaneidade e, em compensação, com a capacidade de pautar o debate já que não está sujeito às limitações legais impostas às concessionárias de rádio e TV, o jornal vê-se obrigado a correr atrás do horário eleitoral e dos embates eletrônicos.
A aposta num grande elenco de opinionistas e celebridades em detrimento da reportagem investigativa escancara aqui os equívocos das empresas de jornalismo impresso – que nos últimos anos trocaram seus atributos históricos por miragens tecnológicas com prazos de validade limitados.

Jornalistas blogueiros x Leitores: relacionamento em debate

Meu colega Ramiro Gonçalez pegou dois blogs que tratam do mesmo tema, futebol, e analisou a interatividade dos donos com seus leitores. Ao fim faz questionamentos interessantes sobre a proximidade ‘ilusória’ que blogs e/ou redes sociais criam entre as pessoas, mais precisamente jornalista x público. Gostaríamos de saber sua opinião.

Segue o texto dele.

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Por Ramiro Gonçalez*


A partir de uma experiência pessoal pude avaliar  como são as novas (?) regras sociais na WEB e como elas podem gerar um modelo de negócios

Estávamos no período pré-copa e uma jornalista da FSP que eu seguia fez um post  despretensioso  no twitter, no qual dizia  ter intenção de torcer pela Argentina na Copa.

Pensando estar numa mesa de bar, eu respondi como se estivesse interagindo com um velho amigo que insinua torcer para um time rival.

De forma impensada twittei (respondendo diretamente à jornalista):

- Procure urgente um Pronto Socorro.

Impulsivo e sem nenhuma reflexão esqueci algumas condições do contexto dessa mensagem:

1) Todos meus seguidores iriam ver a mensagem (como diz a 2a DO TWITTER : Twitter não é email)

2) Não estávamos num bar;

3) Não tenho intimidade para fazer um comentário como este.

A resposta da jornalista ensinou mais que 1000 treinamentos de etiqueta. Ela postou:

- acabo de receber uma msg preconceituosa. Cliquei unfollow. Simples assim.

Tirei algumas lições do episódio:

1) Entender que existe o risco, ao criar um blog, de  que parte dos usuários fantasiarem uma proximidade que não existe;

2) Que na comunicação em rede a punição por quebra de regras sociais básicas  é a perda de reciprocidade.

Desde então tento estudar se o evento era uma caso isolado ou se outros blogs e usuários enfrentam os mesmos problemas.

Análise

Comecei a analisar os blogs. Defini 2 tipos de Blogs:

a) Blogs  Coluna: O emissor (jornalista ou não) publica posts e NÃO interage. Pode até permitir comentários, mas não os responde. Exemplos: Blog do Juca Kfouri ou do Sardenberg (não analisei se o fato de não responder era a impossibilidade física em responder centenas de comentários);

b) Blog interativo: O emissor têm a preocupação em responder aos comentários individualmente e até gerar posts baseados em comentários dos usuários. Exemplos: Blog Novo em Folha, Blog do Birner e Blog do LULI.

Como o BLOG NOVO EM FOLHA é atípico (tem uma função e público específico e restrito), fiz um estudo comparativo entre os BLOGS Juca Kfouri e Birner. Motivo: ambos falam de futebol para um público amplo.

Definição da Pesquisa

O mais difícil foi tentar definir o que seria intimidade/proximidade. Busquei conteúdos que denotassem elos entre o emissor – usuário

(ex: “Olá Juca , estamos JUNTOS na luta contra Ricardo Teixeira…” n.a.: O Juca nunca pediu que se unissem a ele em qualquer comentário.)

Outro tipo  de comentário que revelasse intimidade era localizar o emissor e usuário num mesmo espaço ou numa mesma situação

(ex: “Olá Birner, estive também no estádio do Pacaembu próximo as cabines de transmissão da CBN … NA: O birner não trabalha mais na CBN desde  abril)

Evidente que existe  subjetividade em analisar se uma mensagem tem um grau intimista. Entretanto o viés  subjetivo é o mesmo para os dois blogs.

Realizei uma pesquisa durante a COPA DO MUNDO  2010, analisando quantitativamente a natureza dos comentários postados nos 2 blogs.

Resultados  da Pesquisa:

Em%                                                    BlogJUCA         BlogBirner

Comentários intimistas:                          43                     67

Comentários feedbacks*:                        12                     54

(*comentários que são feitos após retorno do blogueiro ou de outros usuários. NOTA JUCA Raramente retorna comentários, mas existem vários interações entre comentaristas/usuários.)

Comentários fidelidade**                        14                      38

(**feitos rotineiramente – a pelo menos 2 dias e/ou 2 posts- pelos mesmos usuários)

Nota: % em relação ao total de comentários – dados coletadados ente 11 de junho e 12 de julho de 2010.

Os resultados mostram que a interatividade blogueiro-usuário e/ou usuário-usuário GERA MAIOR ENGAJAMENTO dos usuários. Mesmo que haja uma atitude negativa nos comentários a interatividade parece gerar Intimidade e Fidelidade ( Um subproduto interessante, mas que ainda não comprovei os comentaris negativo tende a ser mais fiel -> em outras palavras usuário chato retorna…)

Quais implicações disso?

1ª) Modelo de negócios: Blogs com níveis elevados de participação e que se propõe a gerar interatividade  PODEM cobrar por acesso (por isso minha pergunta a Cris no BLOG). É  possível (e desejável) que haja um controle de acesso a comentários. Exemplo: para comentar deve ser assinante UOL  e ser cadastrado (ou jornalista, trainee e outros). Isso gera desejo no consumidor em ser assinante do serviço e pode ser uma fonte de receitas;

Vantagens:  Gerar comentários pertinentes e/ou relevantes (uma vez que há um custo econômico ao fazê-lo)

Desvantagens: Em blogs com poucas visitas gerar afastamento.

2ª) Modelo de Jornalismo:Essa intimidade com o jornalista pode causar um percepção de influência na pauta  do jornalista. É nesse ponto que não consegui formular as hipóteses se isso é bom ou ruim para o jornalismo.

Afinal um jornalista interagir é uma ação positiva e isenta? O jornalista não deveria interagir? Quais limites ou regras existem nessa interação? Ao interagir pode gerar percepção de intimidade?

*Ramiro Gonçalez é Mestre em Ciências da comunicação FIA USP Engenheiro Produção – POLI. Responsável Inteligência de Mercado – FIA USP. Fundador do Grupo de Engenheiros de Produção da Poli. Membro Conselho editorial ABA – ABEP. Autor do livro “Que Crise é Essa?”. Também edita o blog ‘Que Mídia É Essa?’.

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Ler jornais em iPad é a preferência dos usuários, diz pesquisa

Donos de iPad preferem este dispositivo para ler jornais, aponta levantamento do Cooper Murphy Webb.

Dos mil entrevistados norte-americanos, 31% afirma preferir o tablet da Apple para a leitura de diários e revistas. Notebooks e computadores foram a escolha de 26%. Publicações reais, impressas são preferência de 24% dos pesquisados.

O celular, plataforma digital menos citada para a leitura de títulos, foi eleito por apenas 12%. E-readers, como o Kindle, são última opção entre os avaliados, com 7% dos votos.

Clique na imagem para ampliar

O diretor da instituição responsável pela pesquisa, Douglas Stewart, acha que o iPad só terá o potencial para de fato competir com impressos quando seu preço for mais acessível. Afirmou ao Journalism.co.uk:

Steve Jobs criou um novo dispositivo que pode perturbar a indústria de jornais, mas, para ir além, o preço do iPad deve cair. É importante para o futuro do jornalismo não só a facilidade de ter um produto desse, mas também uma nova onda de leitores com com apetite para pagar. O estudo mostra a promessa do iPad, mas está longe de ser a panacéia do jornalismo.

Bom, pelo menos a pesquisa mostra que não foi em vão o empenho dos jornais em desenvolver aplicativos para  iPad.

Fluxo de trabalho do Jornalismo Online

O Webbmedia Group disponibilizou, em português, um Fluxo de Trabalho para Conteúdo Editorial Online. O arquivo é auto-explicativo e bem fácil de entender. Mostra os principais pontos, em cada etapa da produção para web, que podem enriquecer a informação: Utilização das Redes Sociais, conteúdo contextual, relacionamento com outros blogueiros/twitteiros, criação de elementos multimídia, etc.
[Você pode utilizar o zoom, ver em tela cheia (Fullscreen) ou imprimir direto a partir do slide acima. Para download é necessário abrir conta (gratuita) no Scribd ou logar com seus dados do Facebook.]
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O “Jornal do Futuro” de Murdoch

Murdoch pensando em como salvar seu jornalismo

O presidente da News Corp, Rupert Murdoch, está otimista com seu novo projeto: um novo jornal totalmente digital que visa atrair um público mais jovem, que consome informação por meio de novos dispositivos móveis, como o iPad, por exemplo.

A futura publicação será lançada nos EUA, em alcance nacional, e oferecerá matérias curtas, que podem ser digeridas rapidamente. O conteúdo será distribuido exclusivamente para tablets e celulares.

“Teremos jovens lendo jornal”, disse Murdoch  ao L.A. Times. “É uma mudança significativa na apresentação das notícias.”, completou.

A Redação será ‘apadrinhada’ pelo New York Post, diário que também pertence ao dono da FOX, e será supervisionada por seu editor-chefe. Não foi definida ainda a data de lançamento, embora fontes afirmem que seja no fim deste ano.

Grandes corporações da comunicação estão buscando alternativas para gerar novas fontes de receita. Plataformas digitais são promessa de lucro e novos leitores. Porém, alguns especialistas dizem que dificilmente a nova geração se interesse por notícias mesmo que em formatos não convencionais; e que pessoas que já consomem informação no papel e online é que vão migrar para o “jornal do futuro”.

E você o que acha?

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Rupert Murdoch, australiano, 79, é presidente de um dos maiores conglomerados de comunicação do mundo, a News Corp. A organização abrange os jornais The Wall Street Journal, New York Post, a cadeia televisiva FOX, entre outros veículos.

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Globo cria posto “produtor de conteúdo transmídia”

Da coluna da Patrícia Kogut (12/08/2010), do O Globo:

A Globo acaba de criar o posto de “produtor de conteúdo transmídia”, figura que vai abastecer não apenas os sites dos programas com programação específica, como acontece hoje. Roteirista, ele vai trabalhar com os autores para criar material também para celular, ônibus etc. Grande parte das discussões internas hoje giram em torno do futuro multiplataforma.

Não acho que seria preciso uma vaga exclusivamente destinada à isso. Todos que trabalham com roteiro e/ou produção em qualquer veículo de comunicação já devem direcionar o conteúdo que produzem para meios transmídia.

Vi a nota da Patrícia no siteInteratores.

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Google Public Data Explorer e o Jornalismo de Dados

Agora está mais fácil exercitar o jornalismo de dados. O Google lançou o Public Data Explorer. Como a própria página diz “Você não tem que ser um perito de dados para navegar entre diferentes pontos de vista, fazer suas próprias comparações e compartilhar suas descobertas”.

Estudantes, jornalistas, políticos, enfim, todos podem brincar com a ferramenta para criar visualizações de dados públicos e incorporá-los em seus próprios blogs.

O site mostra exemplos interativos de como se pode comparar países em várias esferas: população, expectativa de vida, fertilidade, natalidade, desemprego, etc.
Por estar ainda bem no começo, precisa ajustes em alguns itens como exportação de dados, falta de números e informações em algumas categorias.

O Jornalismo de Dados está passando de coadjuvante a co-protagonizar a notícia, ao lado do texto. Todos os 90 mil textos vazados pelo Wikileaks sobre a Guerra do Afeganistão, por exemplo, só foram bem explorados e formatados graças à expertise que jornais, como o Guardian, têm de fazer o leitor ler dados e, o mais importante, deixá-los inteligíveis.

Ou seja, jornalistas, online ou não, precisam olhar com mais interesse para essa plataforma cada vez mais profissional do jornalismo.
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Ex-presidente da Newsweek lançará revista digital e semanal

Visão de como uma página do 'Nomad Editions' ficaria no iPad

Um pequeno grupo de jornalistas e editores de revistas tradicionais, incluindo um ex-presidente da Newsweek, planeja produzir uma revista semanal digital. A ideia é criar conteúdo específico para tecnologia móvel.

A publicação, chamada ‘Nomad Editions’, contará com trabalhos de jornalistas freelancers, experientes em áreas específicas, como o surf ou filmes. Toda sexta-feira, a partir de outubro, os assinantes receberão, por meio de um aplicativo para Gadgets, uma mini-revista, com foco em sua área de interesse. Espera-se que se gaste de 20 a 30 minutos para ler cada edição.

A primeira ‘tiragem’ – sobre alimentação, cinema, surf – suportará conteúdo multimídia (vídeo e áudio) e terá quatro ou cinco artigos mais curtos.

Após um teste de 30 dias grátis, os usuários serão solicitados a assinar 52 semanas. O preço médio é de 24 dólares/ano para cada área.

* Leia a informação completa no New York Times.


Como tirar MTB de Jornalista

Informativo e didático post do Novo em Folha ensina o passo-a-passo de como tirar o registro profissional de Jornalista.

Lembrando que desde a decisão de 17 de junho de 2009, do Superior Tribunal Federal (STF), não há mais obrigatoriedade de diploma de jornalista para exercer função na área.

Para quem mora em São Paulo, o post indica a possibilidade de tirar o documento em Piracicaba. Lá fica pronto em uma hora e meia mais ou menos.

Pegue a informação completa no link acima.

David Lynch: 121 Histórias

Clique sobre a imagem para assistir aos episódios

Estão disponíveis as 121 entrevistas realizadas com pessoas comuns nos EUA para o Interview Project, proposta do cineasta David Lynch. O projeto, lançado em outubro de 2009, reúne vídeos de entrevistados que, ao longo de dez semanas e muitas milhas percorridas, revelam sonhos, arrependimentos, medos, pontos de vista, traçando assim um panorama atual do cidadão americano.

Abaixo, um vídeo onde o próprio Lynch aprensenta e explica sua empreitada:

Ferramentas para o jornalismo móvel

Posts atrás listei as características de um bom site multimídia para que ele tenha ótima aceitação dos leitores. Hoje, divulgo as ferramentas. Que recursos online podem ajudar na hora de divulgar o conteúdo produzido por um repórter multimídia – que, hoje em dia, é a grande maioria. Você só precisa de um celular com câmera de qualidade, intenet 3G e/ou wifi.

Claro que não é o mais indicado para uma matéria extensa e mais profunda. Serve para fazer coberturas curtas, ao vivo ou não, de acontecimentos que você pode a vir presenciar.

Alguns exemplos de ferramentas disponíveis:

Chamam o ‘mobile journalism’, ou MoJo, de jornalismo de bolso. Mas friso que não é o único recurso; é mais uma faceta que a web dispõe para o universo da propagação de conteúdo.

Com informações do Advancing The Story.

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Brasil: Um país em busca de leitores

Recebi este print do Le Monde Diplomatique Brasil e, como estamos em época de Flip e às vésperas da Bienal de São Paulo, achei oportuno compartilhar o ótimo texto de Moacyr Scliar:

[A nova edição impressa do Le Monde Diplomatique Brasil já está nas bancas]

Clique na imagem para ampliar


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