Arquivos Mensais:novembro 2009
Jornalismo 2.0 em todas as redes sociais?
A editora de mídias sociais do NYT, Jen Preston, perguntou ao jornalista Vadim Lavrusik pelo Twitter: “Facebook, Twitter, Tumbrl – os veículos de jornalismo podem estar em todos esses lugares”?
A reflexão é por conta do Tumbrl* da Newsweek, lançado esta semana. Alguns profissionais do jornalismo acham que as Organizações ainda não usam essas mídias de forma eficaz.
No post abaixo, 8 Soluções: Impressos x Online, o site Marketing Pilgrim recomenda aos jornais que não ignorem a web 2.0, mas parece que alguns deles não acompanham a velocidade da proliferação dessas plataformas. É imprescindível estar presente em todas as redes sociais? Sobre isto Vadim Lavrusik coloca de forma interessante:
Existe uma diferença entre estar em toda parte e envolver toda parte. Os veículos devem priorizar o que é importante para que invistam tempo e eficácia. Os sites de notícias que são alvo de atenção por serem inovadores e relevantes são aqueles que têm uma presença forte e eficaz em outros lugares.
E se as empresas jornalísticas abolirem os sites de notícias e permanecerem presentes apenas nas redes sociais? A resposta não é tão simples. É fácil dizer não, pois muitas dessas plataformas não geram receitas e as empresas não teriam muito controle de como apresentar o conteúdo. Quando surgir um modelo de negócios que gere receita nas mídias 2.o talvez ocorra uma mudança.
8 Soluções: Impressos x Online
Quando comecei a ler o texto do site Marketing Pilgrim achei que seria mais um “odiador de jornal que usa argumento de que o impresso não sobreviverá, para fazer uma catarse de toda sua frustração”, o que vejo muito por aí. Mas mostra de forma pragmática que a internet pode ‘desafogar’ os jornais de apurações torpes e superficiais para dar lugar a reportagens profundas que possam fazer a diferença. Por isso resolvi traduzir para mostrá-los.
Quem ainda não tem opinião formada sobre o debate Impressos x Online pode ser que tenha alguma ideia depois de ler o texto a seguir:
Oito soluções para o Jornalismo Impresso conviver com a mídia online:
1. Deve-se publicar hard news também na internet -> A Internet é um meio em tempo real e o impresso não é capaz de competir com isso. O leitor tem que perceber que o jornal impresso lhe oferece apenas os fatos sem nenhuma opinião. Deixem o leitor decidir o que fazer com o que recolheram para ele. Parem de dizê-lo o que pensar.
2. Pode-se dizer o que pensa, mas não obrigar ninguém a pensar igual -> Apresentar o outro lado da notícia deve fazer parte do formato de um jornal, em vez de ocasionalmente trazer alguém do outro lado como um bode espiatório, um cordeiro que será sacrificado para o deus ideológico do veículo.
3. Ser, de fato, equilibrado -> Os impressos têm de parar de tomar partido, ‘pelo amor de Deus’. Washington Post x Washington Times, direita x esquerda é apenas perda de tempo. Uma porcaria. Gostaria de ver uma conversa equilibrada entre jornais. Mas precisa de coragem para isto.
4. O veículo deve saber quem é seu público real -> O impresso é mais para o pensador, para quem prefere de digerir a notícia. O online é para quem lê e rejeita, consome, ”joga na superfície’. A batida é rápida. Deixem a internet para os real-timers e o impresso para os pensadores.
5. Jornais devem fazer a diferença -> O jornal tem que ir para fora descobrir o que é bom e ruim, o bonito e o feio do mundo, mas a longo prazo. É característica de uma apuração investigativa: Cavar fundo, criar a mudança e o impacto. Seria fantástico! Teria menos pessoal nas redações, pois não se gastaria tempo desnecessário nas minúcias de cada matéria insignificante. Isto é para o ambiente online, beat rápido. O impresso deve ser um verdadeiro agente de mudança.
6. O impresso deve apoiar blogueiros e twitteiros -> Em vez de enxergar a característica do ‘em tempo real’ do online como ameaça e abaixo dos seus padrões, o jornal deve filtrar o que serve ou não, prestar este serviço ao seu leitor: algo como ‘o jornal confia neste ou naquele blog/twitter por tais razões…’. Isto seria legal.
7. Fazer um índice do conteúdo -> Esta é fácil.
8. Parar com joguinhos políticos -> Quando o jornal escolhe um lado perde credibilidade. Isto não é informar.
Realmente gostaria de saber sua opinião sobre isso.
“Os Nativos da Internet e a Nova Mídia”
Colaborei com o texto do professor Ramiro Gonçalez, Mestre em ciências da Comunicação ECA – USP, em “Os Nativos da Internet e a Nova Mídia”. O texto, muito interessante por sinal, foi publicado hoje no Newrônio, blog de tendências da ESPM.
Passe lá e depois nos conte o que achou.
Para ler o texto clique AQUI.
Em que confiam os Jornalistas?
Pesquisa realizada em 18 países, incluindo o Brasil, procurou comparar a ‘cultura jornalística’ entre 1800 jornalistas. Alguns resultados em gráficos estão disponíveis e pode-se observar o posicionamento dos jornalistas de cada país relativamente a um certo conjunto de itens. Uma das perguntas da pesquisa é o grau de confiança, numa escala de 1 a 5, que os profissionais têm em certas instituições. Segue a tabela global:
O estudo chega a esta conclusão com base nos primeiros resultados da pesquisa:
O distanciamento, o não-envolvimento e a divulgação de informação política, bem como o papel de watchdog pertencem às funções do jornalismo que suscitam adesão global. Imparcialidade, fiabilidade e factualidade da informação, bem como a adesão a princípios éticos universais também são em geral apreciados. O intervencionismo, no entanto, é muito menos suportado pelos jornalistas. Vários aspectos da objetividade, bem como a importância de separar fatos e opiniões parecem ser encarados de forma diferente nos vários países. Os jornalistas ocidentais são, em termos gerais, menos favoráveis a qualquer forma de promoção ativa de valores particulares, ideias ou mudança social, e aderem mais aos princípios universais nas suas decisões éticas.
*Com informações do Blog MediaScopio
Realidade Aumentada anuncia Web 3.0
Há duas semanas, mais ou menos, escrevi sobre Realidade Aumentada, recurso já utilizado pelo New York Times, e comentei que esse mecanismo estaria disponível em celulares. Donos de iPhones terão a oportunidade de experimentar essa ferramenta por meio do Layar , que já funciona na Holanda, ou Wikitude. Estes aplicativos permitem que o usuário ‘navegue’ pela realidade e possa marcá-la e publicar informacões sobre o ambiente para o qual o celular está apontado.
Essa expansão do ciberespaço é possível por causa dos dados vinculados - conectam informações com objetos reais, uma promessa da web 3.0. E, como explica Tim Berners-Lee - criador da Web -, a importância maior desses dados é que cidadãos, empresas possam usá-los para receber informações complementares sobre o que se vê através dos celulares.
Por exemplo: Americanos, apontando para uma capa de revista, saberiam quanto dinheiro o governo Obama gastou em prejetos de recuperação econômica.
O vídeo a seguir mostra como o Layar funciona:
A promessa é que a Realidade Aumentada seja cada vez mais acessível. Daqui a algum tempo será tão comum quanto um GPS.
*Com informações do blog Periodistas 21
YouTube Direct dando cria
O jornalão peruano El Comércio lançou o ReportTube.pe, uma rede de vídeo repórteres. A intenção é que se estenda para o mundo todo. A plataforma do site tem suporte no YouTube Direct, num blog e Google Maps.
Tomara que a moda pegue. O internauta/leitor está cada vez mais com o poder da informação. Espero que tenha responsabilidade
.
Abaixo, o diretor de Multimídia do El Comércio explica a idéia:
‘Desvendando o Novo Talibã’
O articulista político da New Yorker, Steve Coll, postou em seu blog que um pesquisador da London School of Economics, Antonio Giustozzi, é editor de uma nova compilação de textos de vários ensaístas sobre o Talibã. Intitulado “Decoding the New Taleban” (Desvendando o Novo Talibã), trata-se de uma análise muito importante que racionaliza as diferentes estruturas e os líderes do movimento, o que pode ajudar a Comunidade Internacional a entender as matrizes e quem sabe, assim, evitar uma segunda revolução talibã.
Coll destaca dois ensaios que ilustram bem o valor do conteúdo da publicação. Sobre o primeiro, “Leitura do Taliban,” comenta:
Joanna Nathan, do International Crisis Group, descreve alguns de seus trabalhos sobre a propaganda e as estratégias de comunicação talibã. Ela analisa temas repetitivos em revistas talibãs e DVDs – a ampla queixa dos Pachtuns sobre os assassinatos de vingança étnica e notáveis figuras corruptas como o comandante uzbeque, General Dostum, é particulamente frio.
Agora escreve um pequeno resumo sobre o texto “The Haqqani Network as an Autonomous Entity”:
O pesquisador alemão Thomas Ruttig fornece uma análise extremamente detalhada e útil das grupos talibãs fundados por Siraj Haqqani, cujos seguidores, ao que parece, foram responsáveis pelo sequestro do repórter do NYT, David Rohde. Haqqani é, indiscutivelmente, a força mais potente da insurgência talibã. Há muita informação nova sobre casamentos e personalidades internas dentro da rede Haqqani. A investigação de Ruttig é, infalivelmente, cuidadosa e precisa.
É um bom gancho para nos aprofundarmos nas informações sobre esse movimento que não ‘quebrou’ em 2001, como se pensa. Coll informa que “Decoding the New Taleban” mostra como figuras nacionais e provincianas da década de 90, era do governo do Talibã, permanecem intactos.
Que tipo de artista você é?
Para descobrir de maneira prática é só responder ao fluxograma acima.
Você pode perceber que há diferença entre cartunista e jornalista cartunista.
O HP Spot postou esta arte muito divertida retirada do Lodwell.com, site do Cadwell Tanner - cartunista muito talentoso e com várias tiradas bacanas (e tirinhas também!). Vale a pena visitar a página dele e se divertir com os vários cartoons resultado de seu dom artístico. Ele não precisa fazer o teste.
OBS: Identifiquei-me bastante com o resultado “Microsoft Painter” rsrs
Qual foi seu resultado?!
Gutemberg* vive!
Este vídeo mostra o complexo e trabalhoso processo de impressão de publicações. Tudo resumido em cinco minutos de imagens corridas. Só de ver fiquei cansada. É muito interessante observar essa produção em menor escala.
*Para saber mais sobre Johann Gutemberg clique aqui
Jornalismo não se vende, compra-se
O vídeo abaixo, publicado no Blog MediaScopio, explica mais uma vez a função da prática do Jornalismo. É inspirador, apesar de não concordar que o ‘Jornalismo de Papel’ acabará:
Mídias Sociais x Conteúdo Jornalístico
Várias expressões ‘da moda’ – compartilhamento de informação, jornalismo cidadão, crowd sourcing -, empolgam um grande número de pessoas, mas elas não percebem como influenciam as relações públicas de informação. Essas expressões também aterrorizam um monte de gente que não se dá conta que, em muitos aspectos, essas práticas são apenas versões bem comuns de técnicas da “velha mídia”. Em ambos os casos, elas são emocionantes porque pontuam dois valores do jornalismo tradicional: dão voz aos ’sem voz’ e colocam diretamente uns contra os outros.
(Ryan Thornburg, professor da Universidade da Carolina do Norte – EUA)
Compartilho do mesmo ponto de vista. Os princípios jornalísticos sempre serão os mesmos na essência. O que mudará é o meio, como a mensagem chegará ao receptor. Receptor este que cada vez mais é emissor. Todos são geradores de conteúdo em potencial. É ou não empolgante?
Assista a apresentação “Social Media and User Generated Content for Journalists” – que organiza em slides as idéias sobre novas formas de irradiar conteúdo jornalístico.
Muro de Berlim: O empurrão que faltava

Turista visita o que restou do Muro (Foto: AP)
Foi em 09 de novembro de 1989, 28 anos após sua construção, que o último dos maiores símbolos do legado pós-Guerra foi destruído. Prefiro o verbo na passiva porque “a queda do Muro” ou “o Muro caiu” são expressões quase inocentes. O Muro não caiu sozinho. Não sofreu uma queda por si só:
Depois de protestos de reivindicação para que os alemães pudessem viajar para o lado Oeste do país, o governo decidiu abdicar completamente das restrições que impunha a esse direito. Ao receber a notícia uma multidão se encaminhou para o local onde permanecia o Muro. Sem instruções prévias, militares e autoridades de controle de passaporte não souberam como agir.
Foi assim que a população foi impulsionada a derrubar uma construção que, em esfera local, não era só um símbolo da Guerra Fria, da divisão da bipolaridade econômica do mundo: era também o que tolhia e atrapalhava sua vida, impedia de ver familiares queridos e lhe fazia ter um cotidiano estranho nos moldes da sociedade moderna.
*Para saber mais sobre os 20 anos da derrubada do Muro de Berlim clique aqui
Assista a imagens da multidão provocando a queda do Muro de Berlim:
Esquerda Pós-Muro: Novas Roupagens

Em escala global a derrubada do Muro de Berlim significou, de saída, o fim do Comunismo como regime alternativo ao Neoliberalismo/Capitalismo, a partir de 1989. Alguns Sociólogos e Cientistas Políticos acreditam que houve um desmoronamento ideológico antes do físico. Esquerdistas não tiveram auto-crítica para acompanhar a tendência global pré caída do Muro.
Assim, os Partidos Comunistas mundo a fora tiveram de se adaptar, às pressas, de alguma forma à nova realidade. O do Brasil, por exemplo, originou o Partido Popular Socialista (PPS) – de cunho social-democrata central, quase de direita (eu diria totalmente).
O maior partido comunista da Europa, o italiano (PCI), por exemplo, mudou não só a sigla, como também os conceitos quando tentaram dialogar mais com o socialismo. Em 1991 houve uma dissolução e se transformou no Democratici di Sinistra (DS) – Democratas de Esquerda; no Partido della Rifondazione Comunista (PRC) – Partido da Refundação Comunista; e no Partito dei Comunisti Italiani (PdCI) – Partido dos Comunistas Italianos.
O Comunismo Português continua ativo, mas com números inexpressivos nas eleições. Após a queda do muro, o Partido passou por uma crise ideológica, como todo o bloco Socialista do Leste Europeu. Porém, decidiu continuar com as bases leninistas.
Partidos de Esquerda da América Latina, em geral, confudem bases marxistas, trotskistas e leninistas. Um regime político estuda a realidade de um país para trazer soluções aliando base teórica com as necessidades. Porém, atualmente há um anacronismo no que se diz respeito a essa lucidez. Ou é excesso de romantismo, talvez. Hoje, o Comunismo é apenas Teoria e há muito deixou de ser prática.
E qual será a tendência? O que acontecerá a esses Partidos? Terão um futuro mais moderado sobre outras bases ideológicas, quem sabe…
*Saiba mais sobre Partidos Comunistas clicando aqui
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UPDATE: A Revista Bula publicou um texto interessante sobre a realidade comunista de Cuba: “Jornalistas raramente entendem o regime totalitário de Cuba“
Memórias Póstumas de Nabokov

A Playboy americana publicará parte do livro “The Original of Laura”, romance póstumo e inacabado do escritor russo Vladimir Nabokov (1899 – 1977). Foram quase três décadas de discussões dentro da família do autor até que seu filho, Dimitri, decidiu desobedecer a ordem expressa de seu pai: destruir os escritos!
A The New Yorker negou divulgar a obra, pois o enredo trata da tristeza de um homem que tem uma esposa promíscua e ele acaba lembrando de uma velha obsessão em ter relações sexuais com uma mulher jovem.
Não será a primeira vez que parte de um romance de Nabokov sai nas páginas da Playboy. Em 1969 foi publicado parte de seu livro “Ada ou Ardor”.
O site Amazon anuncia a data de lançamento para o dia 17/11/2009 a $18.90. E, segundo o The Wall Street Journal, o fragmento do romance sairá na edição da Playboy do próximo mês.
No Brasil “O Original de Laura”, de 304 páginas, chegará às livrarias editado pela Objetiva. Ainda não está disponível nem para pré-venda. Preço: 59,90. (obrigada @danielablanco27 pela informação
)
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Vladimir Nabokov, nascido em São Petersburgo, teve seu primeiro livro, “Machenka”, lançado em 1926. Sua publicação mais famosa é “Lolita”, de 1955. Já no fim da vida se dedicara a literatura, principal interesse, e aos lepidópteros – espécie de borboletas -, cultivados nas montanhas da Suíça.
Livros como protagonistas
Achei duas lindas e inpiradoras animações que exaltam formas de aproveitarmos nossos companheiros de papel. Os dois vídeos usam livros para contar histórias. Bom proveito!
As várias pontas de um blecaute

Av. doutor Arnaldo, em SP, durante apagão (Foto: AE)
Hoje já li ‘n’ matérias, análises, comentários, opiniões, divagações sobre o ‘apagão’ de ontem. Então resolvi fazer um mini clipping do que achei mais importante. No fim tudo se complementa.
- O Fernando Rodrigues, repórter de política, escreveu um texto bastante interessante sobre o assunto com uma merecida retrospectiva de nossos apagões;
- A opinião do Reinaldo Azevedo, no blog da Veja, complementa a do Fernando Rodrigues. E assinala a inabilidade de Edison Lobão frente ao Ministério de Minas e Energia;
- Uma outra ponta são os bastidores da notícia. A editora de Treinamento da Folha de S.Paulo, a querida Ana Estela de Sousa Pinto, conta em seu Blog como foi a madrugada em um dos maiores jornais do país, movimentado pela pressa em apurar e divulgar a cobertura mais completa possível na edição de hoje;
- Uma das melhores análises do dia fica a cargo do comentarista da CBN, Sérgio Abranches. Ele soube mostrar que num caso assim questão climática, orçamento e planejamento estratégico estão interligados. (áudio)
A postura do Governo é bem aquela omissa que conhecemos. Nenhum pronunciamento decente à população.
NYT e a Realidade Aumentada
Imagine-se apontando um celular, android de preferência, para um teclado de computador. Agora imagine ver, na tela do celular, a partir da imagem do teclado, a continuação do ambiente onde este objeto está inserido. Resultaria em uma imagem mais ou menos assim:

Simulação de RA (Foto: Site Realidade Aumentada)
A Realidade Aumentada, ou Misturada, como alguns preferem classificar, é a sobreposição de objetos virtuais 3D, gerados por computador, com um ambiente real, por meio de algum dispositivo tecnológico.
As inovações não estão limitadas a apenas enxergar essa Realidade pela tela do celular ou por óculos translúcidos. Há a possibilidade do usuário manusear os objetos virtuais introduzidos no espaço, ou seja, pode ser interativo.
*Para saber a fundo sobre Realidade Aumentada clique aqui
New York Times já utiliza
O jornal americano percebeu que o sistema de RA podia ser proveitoso porque o usuário pode ter acesso a dados referentes a uma construção importante, por exemplo. Ou seja, se, aqui em São Paulo, apontasse meu celular com o dispositivo de RA para o MASP teria como saber dos telefones do Museu, quais ruas, restaurantes e metrôs estão próximos ao local, se as informações estivessem disponíveis.
De acordo com o site Poynter o NYT ainda aproveita o recurso em críticas de restaurantes - obtém a ’ficha’ do local para saber de detalhes e avaliações – ; e no setor imobiliário - saber quais apartamentos estão disponíveis e em que andar. Pode também atualizar-se sobre dados históricos em artigo semanais de arquitetura.
Mas polêmica pode vir por aí. Quando a Realidade Aumentada estiver mais difundida e os dados históricos de contruções, gastos públicos e pessoas sejam maior, o Poynter joga a questão: é assustador pensar sobre as possibilidades de invasão de privacidade.
A invasão de privacidade é um dos problemas mais recorrentes deste século.
Guia dos Arquivos americanos sobre o Brasil

Fiquei sabendo há alguns dias sobre este achado que são as ‘Coleções documentais sobre o Brasil nos EUA’. É um material, de 2002, preparado pela embaixada brasileira em Washington.
Deixa-se claro na ‘Apresentação’ do documento que já foram confeccionados outros Guias, mas esse parece ser o mais completo e rico arquivo de informações da História do Brasil na era moderna e contemporânea.
Elio Gaspari participou do princípio do projeto incentivando e dando idéias. Se tem dedo dele é melhor fazermos caso, não é?
Parte do conteúdo:
- Informações e Documentos referentes ao Brasil simplesmente desde o presidente Herbert Hoover até Bill Clinton;
- Microfilmes do Brasil disponíveis nos EUA;
- Documentos de Bibliotecas pelo país afora (EUA).
Melhor que eu ficar contando é favoritar e adicionar ao banco de dados. Todo jornalista, historiador, estudante que se interesse por História do Brasil merece essa mina de ouro. Barão do Rio Branco não deixaria passar.
Madonna: Caridosa e “Marketing-Star”
Madonna está aqui para pedir ajuda a empresários brasileiros para projetos assistencialistas no Malauí, país de origem de dois de seus quatro filhos. No último dia 05 ela foi a grande vencedora da premiação ‘Billboard Touring Award 2009′ na categoria maior tour do ano – Top Tour -, e turnê que mais arrecadou - Top Draw.
No livro ‘A vida com minha irmã Madonna’, de amargas memórias de Chris Ciccone, está descrita a obsessão da diva por seu corpo, imagem, beleza, frutos de sua espartana disciplina desde a hora que acorda até dormir. E se algo der errado, ou se tiver que sair do ‘roteiro do dia’, fica frustrada.
Foi dessa forma que ela conseguiu chegar aonde está: Tours homéricas, hits épicos, grande furtuna, livros infantis, dirigiu um filme e agora está totalmente engajada em projeto social a la Oprah Winfrey. Talvez não soubesse fazer de outra forma. O fato é que Madonna é um fenômeno, ainda que burocrata. É uma mulher de quebrar recordes e ela procura e gosta disso. Claro que essas características englobam latentes competições com suas ‘Pop Roommates’ – Spears, GaGa… – que vão desde o corpo mais sarado até grandes repertórios. “O show [de Lady GaGa] é confuso, têm buracos em suas roupas, mas, sim, vejo um pouco de mim nela”, declarou a respeito da caçula do pop.
O show [de Lady GaGa] é confuso, têm buracos em suas roupas, mas, sim, vejo um pouco de mim nela
“Je suis l’art”
Nos bastidores da penúltima turnê, Confessions Tour, Madonna conversava com um de seus bailarinos, francês, que afirmava não ser bom para fazer arte. Preferia apreciar. E ela, em tom maroto, responde: ‘Je suis l’art’ (SOU a arte). E mesmo um fã mais desatento pode identificar momentos ‘escolas artísticas’ em seu trabalho. Na última tour, Sticky&Sweet, utilizou vídeos com ilustrações animadas de Keith Hering, artista de arte pop nova-iorquina dos anos 80, no momento da canção ‘Into The Groove’:
O clipe de ‘Hollywood’, que faz crítica à elite com idéia fixa em beleza e frivolidades, parece ter sido inspirado na obra do fotógrafo francês Guy Bourdin. A informação tornou-se pública quando o neto do artista acusou a cantora formalmente de plágio. Chegaram a um acordo financeiro confidencial. Problema resolvido.
A música ‘Erótica’ faz parte do, quiçá, maior projeto marketeiro de Madonna. O disco, com título homônimo, de onde foi extraído o single, chegou às lojas junto com o livro ‘Sex’ e com o filme ‘Corpo em Evidência’. Foi seu primeiro álbum conceitual, com todas as músicas interligadas como se contassem uma história. As imagens da sessão de fotos para o ‘Sex Book’ foram transformadas no clipe ‘Erótica’. A personagem ‘Dita’, que Madonna encarna no vídeo, foi livremente inspirada na atriz alemã Dita Parlo.
Para ser sincera o álbum ‘Erótica’ é um dos meus preferidos. Saudades do tempo que Madonna não era mãe, nem Esther (ela adotou esse nome no meio ‘cabalístico’) e sim devassa, como diz minha avó!

Madonna no ensaio para o 'Sex Book'
*Com informações do site Madonna Online e do meu ‘lastro madônnico’.
Caso UNIBAN: Orgulho e Preconceito

- A estudante Geyse Arruda usando o polêmico vestido
Depois que li o último parágrafo da matéria que saiu no NYT a respeito de toda essa confusão, acho inevitável questionar que tipo de hipocrisia é essa. O Brasil é conhecido como o país ’de las mujeres calientes’, das roupas sensuais, das cores saturadas, do top less livre de vergonha em qualquer praia.
Numa das áreas mais industrializadas de São Paulo alunos da Universidade Bandeirantes se revelaram fariseus do século 21. Em vez de pedras, vídeos de celulares e flashes de câmera. É tão mais gostoso crucificar uma ocasional Maria Madalena a sair para as ruas e pedir a cassação de quem, de fato, fere nossos direitos e deságua nosso dinheiro. Esses são os alunos ‘futuro da nação’, talvez alguns futuros políticos.
O sentimento e conceito de protesto neste país estão totalmente deturpados. Aqui, protesto de verdade é criar uma #tag no Twitter para motivar a saída de um político do governo; e xingar gratuitamente pessoas que se vestem de vestido vermelho e curto. Não vale a pena tentar achar culpados, apesar de ter a convicção de que a histórica falta de espírito combativo neste povo, desde 1500, salvo exceções, contribua para que manifestações populares e eficazes não sejam nosso forte – ainda mais nesta geração.
Hoje, a UNIBAN divulgou comunicado oficial dizendo que não houve perseguição à aluna. E, de acordo com o Blog ‘Bombou na Web’ (da Revista Época), uma equipe de quatro funcionários da faculdade trabalha para rastrear os vídeos do YouTube desde quarta-feira (28).
Vida longa aos vestidos curtos vermelhos. Abaixo a ignorância.
Segue vídeo da participação da estudante em programa de TV, onde usou o vestido:
Além do New York Times, o caso da aluna da UNIBAN, Geyse Arruda, repercutiu na imprensa internacional como no The Guardian e no site espanhol Univision.












