Repensando a mídia: a interação deve ter valor econômico?
*Por Ramiro Gonçalez

Faz dezoito meses que pesquiso e visito blogs e site de notícias. Um veículo importante pediu um estudo sobre novas formas de monetizar o conteúdo jornalístico.
Para entender como seria possível encontrar novas formas de remunerar o conteúdo, realizei pesquisa com 120 blogs de jornais e revistas. Procurei me concentrar naqueles 87% de blogs e colunas que permitiam comentários. Sendo que apenas 7% interagiam com os participantes. Isto já é uma conclusão: as mídias continuam gerenciadas de modo unidirecional.
Não entenderam como será o processo no futuro: interação será fundamental.
A premissa do estudo é que há valor econômico no comentário, pois:
* é preciso moderar – portanto gasta-se tempo do jornalista;
* o blog é juridicamente responsável pelos comentários e
* o comentarista tem publicidade de suas ideias.
Alguns achados da pesquisa:
1) 62% dos leitores, imediatamente após a leitura de uma matéria de seu interesse buscam os comentários. Há indícios que em alguns casos os comentários são mais relevantes (para os leitores) que a própria notícia (estou investigando essa hipótese);
2) 8% dos leitores que leem notícias sobre cotidiano, política e esportes fazem questão de comentar a notícia.
Uma das conclusões é que poder interagir é o novo valor econômico no jornalismo.
Por outro lado também há valor econômico nos comentários e, portanto, deveriam remunerar os comentaristas, pois:
(estas hipóteses são méritos do Roberto TAKATA, num debate no NEF)
>> Complementam ou corrigem a informação;
>> Representam audiência ao blog e dão informação demográfica;
>> Estabelecem vínculos duradouros e uma comunidade de comentaristas.
Agora ficamos sabendo por NELSON DE SÁ (FSP) que o Wall Street Journal está lançando o WSJ Social, que filtra o conteúdo do jornal para criar um produto “dentro das paredes do Facebook”. Os usuários escolhem os assuntos que querem seguir “e isso determina o que vão ver”. Segundo Maya Baratz, chefe de novos produtos do jornal, “no WSJ Social todo usuário é um editor”.
É muito difícil para as cabeças hierárquicas nas mídias entenderem que a assimetria de poder na edição de notícias está se reduzindo. Isso não significa mais ou menos qualidade do conteúdo, significa que é uma tendência. Ponto.
O Wall Street Journal criou uma sinergia com objetivos estratégicos do Facebook, de oferecer conteúdo noticioso para manter as pessoas no site. Em suma, ser a porta de entrada, uso e de saída internet.
Os editores de conteúdo precisam entender que parte da remuneração jornalística, virá da interação editor-leitor e leitor-leitor. E os donos dos veículos perceberão que parte da audiência está disposta a pagar por isso.
Uma conferência para desenvolvedores de conteúdos interativos – que possui organizações como CNN, Washington Post e Huffington Post - está debatendo justamente o assunto.
NELSON DE SÁ vai direto ao ponto ao pinçar um comentário de Jeff Bercovici, da Forbes:
O Facebook é amigo das empresas jornalísticas ou seu rival? A matemática é cruel: quanto mais tempo os consumidores passam no Facebook, menos tempo têm para os sites de notícias. Agora o “WSJ” tem o que acredita ser uma resposta ao problema.
O Twitter também percebeu o fenômeno: 50 milhões de usuários acessam TODO DIA a rede de microblog para compartilhar seus pensamentos e descobrir o que está acontecendo no mundo.
Essa mudança drástica no comportamento no uso da mídia é uma das saídas para viabilizar conteúdo de qualidade.
Poucos veículos já perceberam esse caminho.
***
Prof Ramiro Gonçalez – FIA
Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez -> http://que-midia-e-essa.blogspot.com/
ramirogon@uol.com.br
Autor: Mídias e Negócios e QUE CRISE É ESSA?
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Artigos do mesmo autor:
- Teoria da Conspiração, Redes Sociais e o futuro de estruturas offline
- A briga pelo futebol e a falta de criatividade nas mídias
- Mídias interruptivas x Mídias que engajam
- A guerra silenciosa das mídias: a próxima batalha
- Brasil: relevante na imprensa internacional?
- O império do Facebook
- Jornalistas blogueiros x Leitores: relacionamento em debate
- Os Nativos da Internet e a Nova Mídia.
Steve Jobs 1955 – 2011

Fiquei extremamente abalada quando soube da morte de Steve Jobs. Sinto-me como uma órfã que não consegue vislumbrar muito se o seu mentor não está por perto. Afinal, sem a visão revolucionária de Jobs – sim, além de visionário, ele liderou uma revolução – muitas das discussões e até mesmo o nascimento deste blog não teriam acontecido.
A comunicação e o jornalismo passam por uma reestruturação, passam por um ‘correr contra o tempo’ para melhorar o meio e a mensagem. Por causa de Steve o feitiço virou contra o feiticeiro no jornalismo. Ele nos ajudou a perceber que podemos criar, produzir, não ter medo de expôr uma ideia por mais ‘wtf’ que ela seja. Ou vão me dizer que se há 15 anos tivéssemos escutado sobre o iPad teríamos acreditado em sua utilidade desde o início?
Agora, que Steve se foi, vamos ver até onde a Apple se sustenta, mesmo órfã, como todos nós.
Obrigada, Mr. Jobs. Fique bom logo no outro lado.
Dica de Livro: Gestão Estratégica e Modelos de Negócio – O caso da indústria da mídia
O colaborador assíduo do Modomídia, professor Ramiro Gonçalez, acaba de lançar o livro “Gestão Estratégica e Modelos de Negócio – O caso da indústria da mídia”.
Escrito em conjunto com Paulo Faustino, a obra aborda “as transformações que ocorrem na indústria da informação, em particular na indústria de mídia”, como informa a sinopse.
Quem gosta dos artigos que Ramiro publica aqui no MM não deve perder a chance de ter uma visão mais aprofundada sobre essa nova ordem midiática por meio do livro que ele acaba de lançar.
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Serviço:
Gestão Estratégica e Modelos de Negócio: O caso da indústria de mídia
Autores: Paulo Faustino e Ramiro Gonçalez
Editora: MediaXXI/ Formalpress (www.mediaxxi.com)
Número de Páginas: 310
Preço: 36,59 reais
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UPDATE:
Ramiro avisa (e convida!) que acontecerá em Curitiba um debate a partir do tema do livro que ele lança:
“Olá, Lanna, gostaria de convidar você e os leitores do blog para lançamento do livro e de um debate.
- Título e conteúdo do debate:
“As plataformas ON LINE capturam audiência das plataformas OFF LINE, mas não trazem receitas na mesma proporção”.
As conseqüências são dramáticas: queda da remuneração aos produtores de conteúdo, disfuncionalidade nos modelos de negócios de veículos, redução na qualidade do conteúdo produzido e a proliferação do jornalismo gratuito. Por outro lado é inegável o potencial colaborativo e a geração de conteúdo descentralizada na WEB.
Como administrar um negócio de mídia sustentável?
Data: 22 setembro
Local: LIVRARIAS CURITIBA – SHOPPING BARIGUI
Horário: 19:00 – 21:00h
A diretora de MKT Rede Globo está convidada para o debate – Milena Seabra, juntamente com o Diretor de planejamento e sócio GETZ – Sr Thiago Stachon.”
Valor do Linkedin dispara

*Por Ramiro Gonçalez
Os valores das plataformas sociais não param de surpreender o mundo.
No último dia 20 de maio, o valor de mercado do LinkedIn mais do que dobrava em relação ao valor do lançamento das ações.
Explico: quando uma empresa fechada (capital próprio de poucos acionistas) é lançada ao mercado (ações comercializadas em bolsa) isso é chamado Oferta Pública de Ações.
Como é feito? Imagine que você tem um imóvel que acredita valer R$ 100 mil e quando anuncia (num jornal) vários interessados o procuram e ofertas chegam a mais de R$ 200 mil.
Algo análogo aconteceu ao Linkedin. Às 12h43 do dia 20, as ações da companhia subiam 126%, cotadas acima de US$ 101,8, ante o preço da oferta pública inicial de US$ 45. Com isso, o valor de mercado da empresa superava os US$ 8 bilhões.
LinkedIn está sendo negociado a um preço cerca de 600 vezes maior que o lucro!
Mostra uma tendência. No final de 2010, um banco de investimentos americano também avaliou o FACEBOOK muito acima de sua capacidade de geração de resultados. Evidente que os investidores apostam na capacidade futura de geração de caixa dessas empresas.
O interessante é que o LinkedIn é a primeira grande rede social dos Estados Unidos a ir ao mercado e testar seu valor. Mostrou claramente que existe demanda por ações de empresas como Facebook, Groupon e Twitter.
Parece que apesar da revolução nas plataformas de mídia, o objetivo continua o mesmo: ganhar muito dinheiro.
Novamente surgem dúvidas sobre a sustentabilidade da evolução desses valores. A pergunta frequente e pertinente: isso é uma bolha?
Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez -> http://que-midia-e-essa.blogspot.com/
ramirogon@uol.com.br
Autor: Mídias e Negócios e QUE CRISE É ESSA?
- Teoria da Conspiração, Redes Sociais e o futuro de estruturas offline
- A briga pelo futebol e a falta de criatividade nas mídias
- Mídias interruptivas x Mídias que engajam
- A guerra silenciosa das mídias: a próxima batalha
- Brasil: relevante na imprensa internacional?
- O império do Facebook
- Jornalistas blogueiros x Leitores: relacionamento em debate
- Os Nativos da Internet e a Nova Mídia.
Teoria da Conspiração, Redes Sociais e o futuro de estruturas offline

Por Ramiro Gonçalez*
Passou despercebida a notícia do londrino THE GUARDIAN (17/março/2011) – “Revealed: US spy operation that manipulates social media” - sobre o serviço de inteligência americano e as redes sociais FACEBOOK e TWITTER . Vale a leitura.
A matéria relata que o exército americano estuda secretamente formas de manipular as redes sociais.
As implicações desta informação são muitas. As redes sociais são territórios livres? É possível haver manipulação? Os usuários ingenuamente aceitariam esse controle indireto?
Pode parecer mais uma paranóia da teoria das conspirações. Tantas outras já foram levantadas no passado. A mais emblemática era o debate sobre efeito subliminar nas propagandas de televisão – isto foi debatido à exaustão nas décadas de 70 e 80 nas escolas de comunicação social. Agora o “efeito subliminar” é outro: como controlar a opinião pública via redes sociais.
É importante entender como é feito o processo. Apesar da produção de conteúdo ser descentralizada, a gestão operacional das redes sociais está nos EUA. Uma empresa de engenharia de software poderia realizar inserções nas redes sociais com propaganda pró-americana. Parece uma tentativa primária demais, mas não pode ser subavaliada.
Segundo o Guardian, o serviço a ser fornecido por esta empresa americana é descrito como um gerenciamento online de perfis (falsos, obviamente) com até 10 identidades. Não está claro como essas identidades falsas iriam conseguir seguidores que confiem nessa fonte.
Há outro risco, a figura do discurso coletivo. Uma empresa com conhecimento de usos das redes sociais poderia gerenciar discussões que levem a um consenso sobre opiniões e até sobre fatos políticos. Quem trabalha com o assunto na prática, sabe que essa manipulação não tem uma fórmula trivial. É muito difícil manipular as opiniões nas redes. Motivo pelo qual várias corporações líderes no mercado de consumo têm feito incursões tímidas nesses novos territórios.
Manipulação de opiniões nas redes sociais
Obviamente não é tão simples como parece. Quem freqüenta a rede verifica que há pouco consenso e muita anarquia. Seria ingenuidade acreditar que é possível criar consenso, sem a presença do contraditório em processos em rede.
Quem mantém um Blog, por exemplo, percebe que os próprios comentaristas se digladiam ao redor de temas simples (onde aparentemente havia consenso).
Por outro lado também não se pode ignorar um fato: o sistema de redes sociais tem sua base operacional nos EUA. Em caso de um evento extremo, qual a garantia que a manipulação mais simples não será realizada: a retirada do ar das redes sociais.
A simples retirada do poder de acesso aos milhões de usuários já é um tipo de manipulação. Mais um motivo para haver um equilíbrio entre as mídias on e offline.
Essas incertezas em relação à manipulação das redes sociais mostram o quanto é importante manter as estruturas offline profissionalizadas.
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*Ramiro Gonçalez é Professor de Inteligência de Mercado e Mídias da FIA e Mestre em Ciências da Comunicação pela USP. Autor do livro: “Que Crise é Essa?” . Também edita o blog ‘Que Mídia É Essa?’.
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Artigos do mesmo autor:
- A briga pelo futebol e a falta de criatividade nas mídias
- Mídias interruptivas x Mídias que engajam
- A guerra silenciosa das mídias: a próxima batalha
- Brasil: relevante na imprensa internacional?
- O império do Facebook
- Jornalistas blogueiros x Leitores: relacionamento em debate
- Os Nativos da Internet e a Nova Mídia.
Jornalismo na era dos dados

O jornalista Geoff McGhee – ex-New York Times e ex-ABCnews.com – dedicou-se, nos últimos anos, a estudar visualização de dados pela Universidade de Stanford.
O resultado foi a compilação interessantíssima “Journalism in Age of Data”, onde McGhee traça um caminho para o jornalista não se perder e, o mais importante, se aperfeiçoar na visualização de dados para seus leitores.
>> Alguns pontos-chave do material:
• A explosão dos dados provocou a necessidade analisá-los por meio de novas ferramentas;
• Pesquisadores desta área estão ajudando a construir essas novas ferramentas para os ‘não-especialistas’;
• Jornalistas estão encontrando maneiras de adaptar-se ao desafio de escrever matérias com dados complexos;
• Em um mundo conectado, os dados são cada vez mais um meio de expressão pessoal;
• Os dados chegam cada vez mais em tempo real, desafiando a nossa capacidade de absorver, analisar e deixá-los inteligíveis;
• Tecnologias para a criação de visualizações online ainda não são totalmente eficientes, estão em transição, mas existem novas ferramentas que facilitam o processo;
• A análise dos dados é tão importante quanto a visualização. Existem ferramentas que ajudam muito neste ponto. _______________________________________ Continue lendo:
A briga pelo futebol e a falta de criatividade nas mídias

Crédito imagem: Site 'Esporte e Mídia'
*Por Ramiro Gonçalez
Para quem está acompanhando, como telespectador, a briga pelo campeonato brasileiro de 2012, parecem um exagero as cifras envolvidas no negócio.
Especula-se que o valor de cada cota (se adquirida individualmente por cada clube) pode chegar a R$ 70 milhões, contra os R$ 500 milhões oferecidos ao clube dos 13 pelo consórcio GLOBO-BAND. Os valores exagerados disfarçam a real motivação para ter o direito de transmissão do campeonato brasileiro.
O que está escondido atrás dessa briga é a desesperada busca pela atenção do usuário de mídias.
Conhecemos a enorme dispersão que acomete a TV aberta, portanto conseguir um conteúdo que possibilite conquistar a atenção do usuário é uma meta dos gestores dos veículos. Como conteúdo que possibilite a retenção da atenção é escasso, sua exclusividade é cara.
O futebol é um dos poucos conteúdos que têm características atrativas para o anunciante num universo onde a TV ABERTA compete com as mídias digitais. Mas quais são essas características que fazem o futebol tão disputado?
1) 1) Fidelidade do usuário;
2) Penetração em todas as classes sociais;
3) Possibilidade de inserir marca durante a exibição do conteúdo;
4) Exibição em multi-plataformas.
É o santo graal para o anunciante nos próximos anos. Especialmente com a possibilidade de migrar a audiência para o evento principal: COPA 2014.
Portanto não assusta o valor envolvido (e nem o debate que traz sobre o direito do telespectador versus o interesse do veículo e do anunciante). Começam a ficar claros os evidentes conflitos de interesse entre meios, veículos, anunciantes, geradores de conteúdo (times de futebol) e usuários. Nada de novo. Isso sempre existirá.
O que parece miopia é verificar VEÍCULOS focando todos os esforços num conteúdo como o futebol. Apesar da inquestionável supremacia do futebol sobre os outros conteúdos, essa busca pelos direitos pelo futebol mostra claramente a crise pela qual a TV brasileira passará. O Brasil já foi campeão mundial em outro formato: as novelas. Pouco a pouco esse formato vem perdendo força. O futebol está se tornando inviável: seu ROI para o veículo ficará muito baixo nessas condições negociais. Estratégia é tentar criar novos caminhos. Entretanto é preciso criatividade (e coragem) para experimentar novos formatos.
O difícil caminho para formatos na TV ABERTA
Os processos que podem inovar na criação de novos formatos têm algumas características: são aleatórios, pouco replicáveis e gerados por indivíduos sem nenhum apego às mídias tradicionais. Isso explica também a grande ocorrência de insucessos entre as novas ideias. Mas será assim mesmo: 1 sucesso para cada 10 erros. Por isso é fácil entender a resistência dos executivos em perceber o que está acontecendo. Os profissionais que têm o poder de decisão foram criados no auge da TV aberta e das mídias impressas no Brasil. É um conforto trabalhar com conceitos familiares. Entretanto, quem tem a intenção de viver o futuro não pode se amarrar ao passado. O que não pode ser confundido com aceitação cega das novidades. Meu conselho: mantenham sempre na equipe alguém familiarizado com o mundo virtual e deixe espaço para as ideias malucas que trouxer. Uma delas vinga!
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*Ramiro Gonçalez é Professor de Inteligência de Mercado e Mídias da FIA e Mestre em Ciências da Comunicação pela USP. Autor do livro: “Que Crise é Essa?” . Também edita o blog ‘Que Mídia É Essa?’.
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Artigos do mesmo autor:
Mídias interruptivas x Mídias que engajam
*Por Ramiro Gonçalez
Anunciantes mostram a direção para as Mídias
Em evento realizado em 14/02/2011 em Barcelona ( Mobile World Congress), com a presença dos presidentes do Google, Apple, Microsoft e vários anunciantes, a frase mais marcante veio do Diretor Global de Midia da Unilever: “Estamos mudando a nossa comunicação de meios interruptivos, para meios que geram engajamento”.
A frase sintetiza de forma interessante as dúvidas que assombram veículos e anunciantes. Qual o futuro das mídias tradicionais? Como me posicionar em meio a tantas plataformas?
Saída simples não existe. Mas é atitude inteligente observar o que os Anunciantes pensam a respeito. A UNILEVER é o segundo maior anunciante mundial tendo papel relevante nos mercados americanos e europeus (é o terceiro anunciante no Brasil segundo ranking da revista M&m).
Quem conhece o mercado publicitário sabe que o diretor de Mídia da Unlilever é avaliado por métricas objetivas, portanto suas opiniões refletem tendências de anunciantes. Ao dizer aquela frase ele está sinalizando que o modelo tradicional (com os “intervalos comerciais”) está perdendo força.
Evidente que não é necessário ser o diretor global de mídia da Unilever para perceber isso. Os efeitos de dispersão de audiência já foram medidos (no Brasil e lá fora) nos comportamentos Zaping (mudança de canal), Surfing (assistir vários canais simultaneamente) e Afastamento (TV ligada para afastar a sensação de solidão).
Soma-se isso a concorrência com a WEB e suas infinitas distrações: FACEBOOK, TWITTER, BLOGS, GOOGLE.
Essa dispersão de audiência (que não é medida pelo IBOPE – Monitor) tem provocado um movimento dos Anunciantes por novos formatos.
Reality Show e Jornalismo Colaborativo
No Brasil já estamos experimentando a explosão (ou esgotamento ?) dos reality shows. O reality Show foi um alívio para os veículos que puderam convencer os anunciantes a investir nas plataformas tradicionais. Motivo? A possibilidade de se colocar a marca dentro do conteúdo da programação, sem as inúmeras interrupções que possibilitam a fuga da audiência para plataformas concorrentes.
Houve uma corrida dos anunciantes para se posicionar em todos os formatos possíveis de Reality Shows: BBB, FAZENDA, APRENDIZ entre outros. Apesar da evidente saturação que isso causou, mostrou para os veículos que o formato era um filão que não podia ser desprezado (O BBB é o segundo produto mais lucrativo para GLOBO, perdendo apenas para o futebol).
Anunciantes com juízo perceberam que apesar da imensa popularidade (e possibilidade de mesclar conteúdo e marca) do formato reality show, existiam vários riscos no formato. Conteúdo compatível a junk food (artificial, descartável) poderia contaminar a marca. Afinal Familiaridade não é Favorabilidade.
Há, entretanto, um papel positivo no Reality Show: mostrar que existem possibilidades de outros formatos nas plataformas tradicionais. Ele abriu espaço para experimentação.
Acredito que há oportunidade para formatos onde o conteúdo seja gerado de forma colaborativa. Existem raros exemplos no mundo de mídias tradicionais abertas a conteúdo colaborativo. Alguns conteúdos no youtube mostram que ideias que combinem plataforma tradicional com mídias interativas são possíveis.
O assunto é polêmico, principalmente entre os puristas das regras jornalísticas. Mas não é possível escapar do debate, principalmente com a pressão imposta pelos modelos de negócios (leia-se Anunciantes)
Em Curitiba acabado de ver um telejornal da RPC, onde 70% das imagens, alagamentos causados pelas chuvas, foram produzidos pela própria audiência. Sei que esse conteúdo, gerado pela comunidade, tende a ser visto com sérias restrições pelos jornalistas tradicionais. Mas é miopia ignorar essa tendência.
Os exemplos históricos e recentes (Egito) mostram que aqueles que tentam “segurar onda nos braços, acabam levando um caldo”.
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*Ramiro Gonçalez é Mestre em Ciências da comunicação FIA USP Engenheiro Produção – POLI. Responsável Inteligência de Mercado – FIA USP. Fundador do Grupo de Engenheiros de Produção da Poli. Membro Conselho editorial ABA – ABEP. Autor do livro “Que Crise é Essa?”. Também edita o blog ‘Que Mídia É Essa?’.
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Artigos do mesmo autor:
A guerra silenciosa das mídias: a próxima batalha
Existe uma guerra silenciosa, discreta e muito restrita para definir as fronteiras dos novos territórios de mídia.
Com a Convergência das Mídias se tornando realidade, as teorias de convivência das plataformas de mídia são colocadas em cheque, não por sua viabilidade tecnológica, mas por estruturas de controle acionário.
Vencidas as barreiras tecnológicas e de comportamento do usuário, os domínios de novos territórios (leia-se plataformas) – passam a ser definições de modelos de negócios e controle acionário.
A FASE 1 da convergência já foi ultrapassada: as tecnologias existentes permitem multi-plataformas para as mídias. Todos os grandes veículos impressos no Brasil já desenvolveram seu aplicativo para IPAD. Isso foi (exaustivamente) debatido em voz alta nos mercados.
Com a FASE 2, a situação é bem diferente. Na fase 2 entra o debate sobre modelo de negócios: como ganhar dinheiro e como fazer isso em cada plataforma?
A resposta a estas questões tendem a passar também por aspectos como controle acionário e participação de capital nacional nas novas plataformas. Afinal sabemos que não há – rigorosamente – nenhuma barreira para uma empresa telefônica, por exemplo, atuar em outras plataformas (i.e. TV PAGA). Sabemos, entretanto, que o controle acionário dessas empresas é multinacional. E é essa a próxima batalha.
O debate silencioso agora é sobre “propriedade cruzada”.
O que é isso? É o domínio, pelo mesmo acionista (ou acionistas), sobre diferentes plataformas (Web, TV aberta, TV paga, rádio, jornal, OOH).
O governo parece adotar um modelo de concessão única. Ou seja, um mesmo acionista detém direitos em várias plataformas. Do ponto de vista de distribuição de conteúdo faz todo o sentido. Do ponto de vista de controle acionário, expulsa concorrência externa.
Como essa medida expulsa a concorrência? Resposta Simples: O Ministério das Comunicações defende a extensão aos meios de comunicação digital (portais) do limite de 30% de capital estrangeiro que hoje vigora para jornal, rádio e TV.
Este é um assunto muito importante (e muito polêmico) que é pouco debatido na mídia (por motivos óbvios).
Acredito que a academia poderia propiciar um ambiente para um debate onde o contraditório pudesse ser observado para cada modelo adotado.
Todos ganhariam com o debate: usuários, clientes, fornecedores, profissionais da mídia e a sociedade.
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*Ramiro Gonçalez é Mestre em Ciências da comunicação FIA USP Engenheiro Produção – POLI. Responsável Inteligência de Mercado – FIA USP. Fundador do Grupo de Engenheiros de Produção da Poli. Membro Conselho editorial ABA – ABEP. Autor do livro “Que Crise é Essa?”. Também edita o blog ‘Que Mídia É Essa?’.
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Continue lendo:
- Brasil: relevante na imprensa internacional?
- O império do Facebook
- Jornalistas blogueiros x Leitores: relacionamento em debate
- Os Nativos da Internet e a Nova Mídia.
Brasil: relevante na imprensa internacional?
Por Ramiro Gonçalez*
Estamos acostumados à irrelevância do Brasil no noticiário internacional. As referências costumam ser sobre violência, distribuição de renda ou sobre as commodities brasileiras.
Havia também menções esparsas sobre assuntos como inflação, crise bancária e política. Eventualmente havia alguma menção sobre futebol.
Surpresa, entretanto, numa segunda-feira de janeiro aparecer o Brasil na primeira página da edição impressa do Financial Times. Mais do que isto: o assunto é o mais relevante do jornal inteiro.
Trata-se de uma matéria sobre a possibilidade da “guerra cambial” acabar se tornando guerra comercial. Nenhuma novidade para quem acompanha economia e negócios.
Guerra, câmbio, comércio? Brasil alertando o mundo?
Ingenuidade achar que os governos assistiriam impávidos a um nível de desemprego de 10% nos EUA e de 20% em países europeus (tendo a Espanha na liderança).
A impressão que fica é que o Brasil realmente passou a ser um ator global
A matéria tem principal destaque na página frontal e depois uma página inteira (pág. 6) sobre a guerra comercial e cambial. A foto (em destaque) que ilustra a matéria da página interna (pág. 6) traz notas e moedas de REAL.
Na mesma pagina interna ha uma matéria secundária sobre o Ministro Mantega e a expressão que ele inventou (?): guerra cambial.
O texto: “Does this signal the endof what Mr. Mantega famously termed the global currency war?”
O Brasil já havia sido tema de reportagem de capa da THE ECONOMIST com aquela foto (que se tornará?) antológica do ‘Cristo Decolando’. Várias outras edições do FT já trouxeram matérias especiais sobre o Brasil. Mas isso ocorre com outras economias como China, Índia, África do Sul e, eventualmente, Rússia.
O que surpreende é o TOM da matéria, mostrando uma possível advertência do Brasil ao Mundo.
Nada mais relevante atualmente no mundo que uma guerra comercial. Só participam dessas “guerras” países com “exércitos” relevantes. Podemos entender exércitos como volume de comércio exterior. Não é o caso do Brasil. Representamos apenas 1,6% do comércio internacional e basicamente fornecemos matérias-primas e insumos da cadeia alimenticia ao mundo. Em contrapartida somos importante destino de produtos manufaturados. Mas isso não parece suficiente para um país “alertar o mundo” sobre a possibilidade de uma guerra cambial ou comercial.
Os analistas econômicos (e os jornalistas) estão buscando novas referências, uma vez que as velhas estão confusas. Os editores buscam novos atores para explicar a crise.
A Europa quebrada (com exceção da Alemanha), o Japão Congelado há duas décadas e os EUA na pior crise dos últimos 80 anos abriram espaço para novos protagonistas. A China obviamente seria este protagonista. E em parte é. Ocorre que um misto de falta de credibilidade com baixo nível institucional (afinal, não é uma democracia) destrói parte do espaço que a China poderia ocupar na mídia. Ausência de democracia não é condizente com um país com pretensões globais.
Foi o que abriu espaço para o Brasil que, aos poucos, vai se tornando relevante.
Na mesma edição (no caderno “companies&markets”, pág 23) é possível achar matéria sobre a privatização da INFRAERO com destaque para o aeroporto de Brasília (com acento). A manchete: “Bras’ilia set to shake up airsports operator INFRAERO ahead of float”).
E ilusão acreditar que esse destaque mostra que entramos no clube dos países centrais no noticiário: familiaridade não significa favorabilidade. Em conversas com professores da Universidade de Londres os temas sobre o Brasil sempre passam (depois de um início positivo) para perguntas sobre violência, infraestrutura e corrupção.
O que realmente é inusitado é a significativa presença de noticias sobre o Brasil na mídia internacional em assuntos de maior relevância.
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*Ramiro Gonçalez é Mestre em Ciências da comunicação FIA USP Engenheiro Produção – POLI. Responsável Inteligência de Mercado – FIA USP. Fundador do Grupo de Engenheiros de Produção da Poli. Membro Conselho editorial ABA – ABEP. Autor do livro “Que Crise é Essa?”. Também edita o blog ‘Que Mídia É Essa?’.
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O império do Facebook
Por Ramiro Gonçalez*
Era de se imaginar que nada se sustenta muito tempo na WEB. Second Life é um exemplo perfeito de como as novidades chegam e vão. Virou vida de segunda…
Entretanto, o Google parecia dominar isoladamente (e de forma perene) a primeira colocação no mundo digital. Os motivos eram claros: facilidade, relevância e universalidade. Nada mais fácil que digitar uma frase ou uma palavra e obter milhares de significados e explicações para ela.
A relevância está no auxílio incontestável que isso presta a cada usuário no seu dia-a-dia. Estavamos convencidos que nada poderia superar o GOOGLE. Engano digital.
Começam a pipocar evidências que existe algo que pode se contrapor ao Google: O Facebook. Primeiro foi a conquista de 500 milhões de usuários cadastrados em julho de 2010. Isso repercutiu bastante na rede com as equivalências com populações dos países. O Facebook seria o terceiro país no mundo em habitantes. Evidente exagero. Agora o banco de investimentos GOLDMAN SACHS acaba de avaliar o FACEBOOK em US$ 50 bilhões - ou aproximadamente R$ 80 bilhões. Para fazer outra comparação (exagerada), o FACEBOOK valeria mais do que o dobro do valor necessário para construir o trem-bala que conectará RIO- SP.
Está claro que o GOLDMAN SACHS não fez uma avaliação tradicional do valor do FACEBOOK. O valor presente (fluxo de caixa descontado) dificilmente atingiria US$ 50 bilhões – com uma geração de caixa anual ao redor de US$ 2 bilhões que o FACEBOOK possui hoje. No que o GOLDMAN SACHS está apostando? Nas mudanças no comportamento humano que o FACEBOOK traz.
Construi esta hipótese ao observar o comportamento de usuários em Londres:
Num Internet Cafe, perto da estação Bayswater – Hyde Park, é possível ver algo inconcebível há 5 anos: meninas islâmicas usuárias fanáticas do FACEBOOK. Sentado em um dos computadores – numa quarta-feira de janeiro de 2011 – pude observar um batalhão de meninas entre 19 e 25 anos chegando com véus (burcas) cobrindo os rostos. Já que existiam poucas posições nos computadores disponíveis, elas ficavam em fila aguardando seus 15 minutos para usar o FACEBOOK. Meu assento ficava imediatamente na direção do computador que elas estavam usando (eu havia locado o meu por duas horas), então, pude observar surpreso como era o processo.
Todas as meninas (eram 13) entravam na rede pelo FACEBOOK. Uma após outra esperavam sua vez de se conectar à rede de amigos. A curiosidade me fez ficar atento ao movimento. Arrisquei e perguntei (como se não soubesse) o que elas estavam fazendo. A que parecia mais velha no grupo (aproximadamente 25 anos) foi a única a responder: That is FACEBOOK! Ela rapidamente (e pouca paciência) tentou me explicar o que era “aquilo”. Ouvi atento sua explicação. Quando senti que havia espaço fiz outra pergunta: ‘Seus pais sabem que vocês usam isso?’ Resposta: ‘eles não têm ideia que isso existe…’
Fiquei imaginando as consequências disso no comportamento daquelas meninas. E, mais importante, como o FACEBOOK poderia utilizar a informação disponibilizada por elas.
O FACEBOOK é a prova cabal que não se pode subestimar o poder de recuperação da economia americana. Declínio do império? Difícil imaginar. Onde, afinal, estão os servidores que armazenam os dados dessas meninas? Quem tem mais informações sobre a vida delas: os pais ou o Facebook? Mais do que uma tecnologia em rede, o FACEBOOK e uma tecnologia social. Fica difícil falar em declínio americano quando de f ato eles podem controlar as informações de meninas islâmicas melhor do que seus pais.
Começa a ficar claro o potencial que o GOLDMAN SACHS viu no FACEBOOK.
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*Ramiro Gonçalez é Mestre em Ciências da comunicação FIA USP Engenheiro Produção – POLI. Responsável Inteligência de Mercado – FIA USP. Fundador do Grupo de Engenheiros de Produção da Poli. Membro Conselho editorial ABA – ABEP. Autor do livro “Que Crise é Essa?”. Também edita o blog ‘Que Mídia É Essa?’.
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Coninue lendo:
Guardian estreia site de Jornalismo de Dados e Infografia

Um dos jornais decodificadores do WikiLeaks, o britânico Guardian, inaugurou ontem, 16, o Data Store, portal dedicado ao Jornalismo de Dados, um foco tradicional e muito bem elaborado há tempos pelo diário.
A nova página inclui:
- Os principais dados do dia
- Dados da blogosfera
- Dados governamentais de todo o mundo
- Dados sobre desenvolvimento global
O jornal ainda pede sugestões para os leitores sobre o que gostariam de ver no novo website.
O DataBlog, também do Guardian, destaca que o jornalismo de dados serve para dar ao leitor uma boa perspectiva do que acontece em seu país e no mundo.
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Openleaks, o novo primo-irmão do WikiLeaks

Um antigo colega de trabalho do fundador do WikiLeaks promete lançar um novo site nos moldes da página de dados confidenciais bombásticos de Julian Assange.
O Openleaks ajudará fontes anônimas que querem tornar públicas informações secretas. A sede será na Alemanha e de acordo com um jornalista sueco o projeto é parte de uma nova Organização ainda não revelada.
Desde julho, quando houve o primeiro vazamento de documentos secretos sobre a Guerra do Afeganistão, especula-se sobre a proliferação de sites similares ao WikiLeaks.
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“Google + 1″: A nova rede social do Google vem aí

O Mashable já tinha anunciado que o Google estaria desenvolvendo uma nova plataforma social para lançar em 2011 e alguns poucos detalhes já foram revelados.
- De acordo com o TechCrunch o projeto, inicialmente de nome ‘Emerald Sea’, se chamará “Google + 1” para que os usuários possam gravá-lo facilmente na memória.
- A nova rede social também terá um botão de compartilhamento, o ”+1″, assim como o “curtir” do Facebook e o “tweet” do Twitter.
Vamos aguardar outras novidades.
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A jornalista brasileira do New York Times
Já tem um tempinho, mas vale a pena ler [quem ainda não o fez]. Entrevistei a única jornalista brasileira do New York Times, a simpática Fernanda Santos, para o blog Novo em Folha, da Folha.com.
Uma história inspiradora.
Ao final da entrevista vocês encontrarão links para uma entrevista em vídeo que ela concedeu à Revista Imprensa, para seu Twitter e Facebook caso queiram acompanhar seu trabalho. Recomendo desde já.
Clique aqui para ler.
O poder do fotojornalismo

Delicioso documentário “Power of Photojournalism” que expõe de maneira categórica a importância da imagem na mídia. O material é apresentado/narrado por fotojornalistas vencedores do prêmio 66th Pictures of the Year International e por editores de veículos de comunicação.
Eu, particulamente, admiro, sou fã de fotojornalismo e repórteres fotográficos. Uma vez comentei que eles têm olhar de lente objetiva sobre a cidade, sobre o mundo. Procuram observar os fatos ou espaços sob diversos olhares. Um dom que às vezes nem um repórter ou editor tem.
O plano de negócios do Google para salvar os jornais

Google apresentou em julho para a Federal Trade Commission ideias para formatar um novo plano de negócios para os jornais. Pelo que li este plano não tem muitas novidades, mas deixo aqui para que vocês tirem suas conclusões. Assim que eu terminar de ler faço algumas considerações [se achar que devo].




