AVISO!
Estarei fora por um período. Volto a postar em janeiro. Boas Festas! =)Para o último post de 2009 escolhi um vídeo da Outside Magazine que traduz em imagens um pouco de toda “confusão/revolução” tecnológica pela qual passamos nestes tempos – o futuro já chegou! Sirva-se de animações que mostram que uma publicação é mais viva que se pensa; e de belíssimas paisagens, uma inspiração para as férias.
Aproveite o vídeo. Aproveite as férias.
A editora de mídias sociais do NYT, Jen Preston, perguntou ao jornalista Vadim Lavrusik pelo Twitter: “Facebook, Twitter, Tumbrl – os veículos de jornalismo podem estar em todos esses lugares”?
A reflexão é por conta do Tumbrl* da Newsweek, lançado esta semana. Alguns profissionais do jornalismo acham que as Organizações ainda não usam essas mídias de forma eficaz.
No post abaixo, 8 Soluções: Impressos x Online, o site Marketing Pilgrim recomenda aos jornais que não ignorem a web 2.0, mas parece que alguns deles não acompanham a velocidade da proliferação dessas plataformas. É imprescindível estar presente em todas as redes sociais? Sobre isto Vadim Lavrusik coloca de forma interessante:
Existe uma diferença entre estar em toda parte e envolver toda parte. Os veículos devem priorizar o que é importante para que invistam tempo e eficácia. Os sites de notícias que são alvo de atenção por serem inovadores e relevantes são aqueles que têm uma presença forte e eficaz em outros lugares.
E se as empresas jornalísticas abolirem os sites de notícias e permanecerem presentes apenas nas redes sociais? A resposta não é tão simples. É fácil dizer não, pois muitas dessas plataformas não geram receitas e as empresas não teriam muito controle de como apresentar o conteúdo. Quando surgir um modelo de negócios que gere receita nas mídias 2.o talvez ocorra uma mudança.
Quando comecei a ler o texto do site Marketing Pilgrim achei que seria mais um “odiador de jornal que usa argumento de que o impresso não sobreviverá, para fazer uma catarse de toda sua frustração”, o que vejo muito por aí. Mas mostra de forma pragmática que a internet pode ‘desafogar’ os jornais de apurações torpes e superficiais para dar lugar a reportagens profundas que possam fazer a diferença. Por isso resolvi traduzir para mostrá-los.
Quem ainda não tem opinião formada sobre o debate Impressos x Online pode ser que tenha alguma ideia depois de ler o texto a seguir:
Oito soluções para o Jornalismo Impresso conviver com a mídia online:
1. Deve-se publicar hard news também na internet -> A Internet é um meio em tempo real e o impresso não é capaz de competir com isso. O leitor tem que perceber que o jornal impresso lhe oferece apenas os fatos sem nenhuma opinião. Deixem o leitor decidir o que fazer com o que recolheram para ele. Parem de dizê-lo o que pensar.
2. Pode-se dizer o que pensa, mas não obrigar ninguém a pensar igual -> Apresentar o outro lado da notícia deve fazer parte do formato de um jornal, em vez de ocasionalmente trazer alguém do outro lado como um bode espiatório, um cordeiro que será sacrificado para o deus ideológico do veículo.
3. Ser, de fato, equilibrado -> Os impressos têm de parar de tomar partido, ‘pelo amor de Deus’. Washington Post x Washington Times, direita x esquerda é apenas perda de tempo. Uma porcaria. Gostaria de ver uma conversa equilibrada entre jornais. Mas precisa de coragem para isto.
4. O veículo deve saber quem é seu público real -> O impresso é mais para o pensador, para quem prefere de digerir a notícia. O online é para quem lê e rejeita, consome, ”joga na superfície’. A batida é rápida. Deixem a internet para os real-timers e o impresso para os pensadores.
5. Jornais devem fazer a diferença -> O jornal tem que ir para fora descobrir o que é bom e ruim, o bonito e o feio do mundo, mas a longo prazo. É característica de uma apuração investigativa: Cavar fundo, criar a mudança e o impacto. Seria fantástico! Teria menos pessoal nas redações, pois não se gastaria tempo desnecessário nas minúcias de cada matéria insignificante. Isto é para o ambiente online, beat rápido. O impresso deve ser um verdadeiro agente de mudança.
6. O impresso deve apoiar blogueiros e twitteiros -> Em vez de enxergar a característica do ‘em tempo real’ do online como ameaça e abaixo dos seus padrões, o jornal deve filtrar o que serve ou não, prestar este serviço ao seu leitor: algo como ‘o jornal confia neste ou naquele blog/twitter por tais razões…’. Isto seria legal.
7. Fazer um índice do conteúdo -> Esta é fácil.
8. Parar com joguinhos políticos -> Quando o jornal escolhe um lado perde credibilidade. Isto não é informar.
Realmente gostaria de saber sua opinião sobre isso.
Colaborei com o texto do professor Ramiro Gonçalez, Mestre em ciências da Comunicação ECA – USP, em “Os Nativos da Internet e a Nova Mídia”. O texto, muito interessante por sinal, foi publicado hoje no Newrônio, blog de tendências da ESPM.
Passe lá e depois nos conte o que achou.
Para ler o texto clique AQUI.
Pesquisa realizada em 18 países, incluindo o Brasil, procurou comparar a ‘cultura jornalística’ entre 1800 jornalistas. Alguns resultados em gráficos estão disponíveis e pode-se observar o posicionamento dos jornalistas de cada país relativamente a um certo conjunto de itens. Uma das perguntas da pesquisa é o grau de confiança, numa escala de 1 a 5, que os profissionais têm em certas instituições. Segue a tabela global:
O estudo chega a esta conclusão com base nos primeiros resultados da pesquisa:
O distanciamento, o não-envolvimento e a divulgação de informação política, bem como o papel de watchdog pertencem às funções do jornalismo que suscitam adesão global. Imparcialidade, fiabilidade e factualidade da informação, bem como a adesão a princípios éticos universais também são em geral apreciados. O intervencionismo, no entanto, é muito menos suportado pelos jornalistas. Vários aspectos da objetividade, bem como a importância de separar fatos e opiniões parecem ser encarados de forma diferente nos vários países. Os jornalistas ocidentais são, em termos gerais, menos favoráveis a qualquer forma de promoção ativa de valores particulares, ideias ou mudança social, e aderem mais aos princípios universais nas suas decisões éticas.
*Com informações do Blog MediaScopio
Há duas semanas, mais ou menos, escrevi sobre Realidade Aumentada, recurso já utilizado pelo New York Times, e comentei que esse mecanismo estaria disponível em celulares. Donos de iPhones terão a oportunidade de experimentar essa ferramenta por meio do Layar , que já funciona na Holanda, ou Wikitude. Estes aplicativos permitem que o usuário ‘navegue’ pela realidade e possa marcá-la e publicar informacões sobre o ambiente para o qual o celular está apontado.
Essa expansão do ciberespaço é possível por causa dos dados vinculados - conectam informações com objetos reais, uma promessa da web 3.0. E, como explica Tim Berners-Lee - criador da Web -, a importância maior desses dados é que cidadãos, empresas possam usá-los para receber informações complementares sobre o que se vê através dos celulares.
Por exemplo: Americanos, apontando para uma capa de revista, saberiam quanto dinheiro o governo Obama gastou em prejetos de recuperação econômica.
O vídeo a seguir mostra como o Layar funciona:
A promessa é que a Realidade Aumentada seja cada vez mais acessível. Daqui a algum tempo será tão comum quanto um GPS.
*Com informações do blog Periodistas 21
O jornalão peruano El Comércio lançou o ReportTube.pe, uma rede de vídeo repórteres. A intenção é que se estenda para o mundo todo. A plataforma do site tem suporte no YouTube Direct, num blog e Google Maps.
Tomara que a moda pegue. O internauta/leitor está cada vez mais com o poder da informação. Espero que tenha responsabilidade
.
Abaixo, o diretor de Multimídia do El Comércio explica a idéia:
O articulista político da New Yorker, Steve Coll, postou em seu blog que um pesquisador da London School of Economics, Antonio Giustozzi, é editor de uma nova compilação de textos de vários ensaístas sobre o Talibã. Intitulado “Decoding the New Taleban” (Desvendando o Novo Talibã), trata-se de uma análise muito importante que racionaliza as diferentes estruturas e os líderes do movimento, o que pode ajudar a Comunidade Internacional a entender as matrizes e quem sabe, assim, evitar uma segunda revolução talibã.
Coll destaca dois ensaios que ilustram bem o valor do conteúdo da publicação. Sobre o primeiro, “Leitura do Taliban,” comenta:
Joanna Nathan, do International Crisis Group, descreve alguns de seus trabalhos sobre a propaganda e as estratégias de comunicação talibã. Ela analisa temas repetitivos em revistas talibãs e DVDs – a ampla queixa dos Pachtuns sobre os assassinatos de vingança étnica e notáveis figuras corruptas como o comandante uzbeque, General Dostum, é particulamente frio.
Agora escreve um pequeno resumo sobre o texto “The Haqqani Network as an Autonomous Entity”:
O pesquisador alemão Thomas Ruttig fornece uma análise extremamente detalhada e útil das grupos talibãs fundados por Siraj Haqqani, cujos seguidores, ao que parece, foram responsáveis pelo sequestro do repórter do NYT, David Rohde. Haqqani é, indiscutivelmente, a força mais potente da insurgência talibã. Há muita informação nova sobre casamentos e personalidades internas dentro da rede Haqqani. A investigação de Ruttig é, infalivelmente, cuidadosa e precisa.
É um bom gancho para nos aprofundarmos nas informações sobre esse movimento que não ‘quebrou’ em 2001, como se pensa. Coll informa que “Decoding the New Taleban” mostra como figuras nacionais e provincianas da década de 90, era do governo do Talibã, permanecem intactos.
Para descobrir de maneira prática é só responder ao fluxograma acima.
Você pode perceber que há diferença entre cartunista e jornalista cartunista.
O HP Spot postou esta arte muito divertida retirada do Lodwell.com, site do Cadwell Tanner - cartunista muito talentoso e com várias tiradas bacanas (e tirinhas também!). Vale a pena visitar a página dele e se divertir com os vários cartoons resultado de seu dom artístico. Ele não precisa fazer o teste.
OBS: Identifiquei-me bastante com o resultado “Microsoft Painter” rsrs
Qual foi seu resultado?!
Este vídeo mostra o complexo e trabalhoso processo de impressão de publicações. Tudo resumido em cinco minutos de imagens corridas. Só de ver fiquei cansada. É muito interessante observar essa produção em menor escala.
*Para saber mais sobre Johann Gutemberg clique aqui










